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6. Mudgala Upanishad (Rig Veda)



6. Mudgala Upanishad

Traduzido para o Inglês por
Dr. A. G. Krishna Warrier 
Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library
Publicado por 


The Theosophical Publishing House, Chennai
Traduzido para o Português por
... uma yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva ...
Karen de Witt
Brasil – RJ
Novembro/2009
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OM! Que o meu discurso seja baseado na (ou seja, de acordo com) mente;
Que minha mente seja baseada no discurso.
Oh Eu único refulgente, revele-Te para mim.
Que vocês ambos (discurso e mente) sejam os portadores do Veda para mim.
Que tudo que eu tenho ouvido não se afaste de mim.
Eu devo juntar em conjunto (ou seja, a diferença de remover) o Dia
E a noite através deste estudo.
Eu devo dizer que é verbalmente verdadeiro;
Eu devo dizer que é mentalmente verdadeiro.
Que Aquele (Brahma) possa proteger-me;
Que Aquele proteja o orador (ou seja, o professor), que Aquele proteja-me;
Que Aquele proteja o orador – que Aquele proteja o orador.
OM! Haja Paz dentro de mim!
Haja Paz em meu ambiente!
Haja paz nas forças que atuam em mim!


I. UM RESUMO DE PURUSHA-SUKTA

Vamos explicar o Purusha-sukta: Em "um milhar de cabeças", mil incontáveis significados; a palavra "dez dedos", significa distância infinita, pela primeira estrofe a penetração de Vishnu no espaço é especificada, pela segunda, a penetração no tempo; a terceira fala de sua liberação dada. A glória de Vishnu é dada em 'Etavan' (tanto é a sua grandeza). A mesma estrofe exprime a sua natureza quádrupla. 'Tripad', etc., fala da glória de Aniruddha. A partir do que 'Virat nasceu' tem sido mostrada a origem de Prakriti e Purusha de um quarto de Hari. Pelo 'Yat Purushena' o sacrifício da criação é especificado, bem como Moksha. Em 'Tasmad' as criações do mundo são especificadas. 'Vedaham' fala da glória de Hari. Por 'Yajnena' é especificado o fim da criação e a liberação. Quem o conhece se torna liberado.

II. O MISTÉRIO SUPREMO

Em Mudgalopanishad a grandeza de Purusha-sukta tem sido especificada em detalhes. Vasudeva instrui o conhecimento do Bhagavan a Indra; novamente transmitido ao humilde Indra o grande mistério com duas seções do Purusha-sukta. Estes dois são: o Purusha descrito acima deu ao objeto o qual estava além do alcance do nome e da forma, difícil para as pessoas mundanas entenderem, e levou uma forma com mil partes e capaz de dar Moksha à vista, para elevar o sofrimento dos Devas e outros. Dessa forma, permeando o mundo ele foi mais além que uma distancia infinita. Este Narayana foi o Passado, o Presente e o Futuro. E foi o doador de Moksha para todos, Ele é o maior que o maior – ninguém é maior que ele.

Ele fez a si mesmo em quatro partes e com três delas existe no céu. Através da quarta parte, o Aniruddha (o de) Narayana, todos os mundos têm vindo a ser. Esta (parte de) Narayana criou Prakriti (Matéria) para fazer os mundos (Prakriti representa as quatro faces de Brahma). Em plena forma o último não conhecia a obra da criação – este Aniruddha-Narayana disse-lhe.

Brahma! Medite sobre seus órgãos como o sacrifício, o corpo firme dos invólucros como oblação, a mim como Agni, a estação da primavera como ghee, o verão como o alimento, o outono como os seis paladares de alimento e fazendo o oferecimento em Agni e tocando o corpo – isso fará o corpo (forte como ) Vajra (diamante). Por conseqüência aparecerão os produtos como animais. A partir disto, o mundo das coisas móveis e imóveis. É preciso entender que a forma de liberação é definida pela combinação de Jiva e Paramatman.

Quem quer que conheça esta Criação e Liberação vive uma vida plena.

III:

O Deus único torna-se muitos; por nascer, nasce como muitos. Os Adhvaryus o adoram como Agni. Estes como Yajus une todas as coisas. Os Samavedins adoram como Saman. Tudo está estabelecido nele. As serpentes meditam nele como veneno. Os conhecedores da ciência da serpente, como serpente; os deuses, como energia; os homens, como opulência; os Demônios como Encantamento; as crinas, como sustento. Os conhecedores do super homem, como super homem, os Gandharvas como beleza; os Apsarases como perfume. Ele se torna tudo quanto é adorado; assim, deve-se pensar 'Eu sou o Supremo Ser' e se tornará aquele (quem conhece isto).


IV. SÓ BRAHMA COM O TRÊS VEZES DESAPARECIDO É JIVA



Para além da miséria triple, livre de camadas, desprovido das seis ondas, diferente dos cinco invólucros, não afetado pelas seis transformações é o Brahma. As três misérias são Adhyatmika (doenças corporais), Adhibhautika (ladrões, animais selvagens, etc.,) e Adhidaivika (chuvas, etc.,). Eles dizem respeito aos agentes, ação e reação; conhecedor, conhecimento e conhecido; experenciador, experiência e experenciado. as seis camadas são pele, carne, sangue, ossos, tendões e o amanhã. Os seis inimigos são a luxúria, etc. Os cinco invólucros são aqueles de alimento, ar vital, cognição mental e bem-aventurança. As seis transformações são: ser, nascimento, crescer, mudança, declínio e destruição. As seis ondas são fome, sede, tristeza, ilusão, velhice e morte. As seis ilusões são sobre família, linhagem, classe, casta, estações (ashrama) e formas. Através do contato com o espírito supremo se torna o Jiva – ele não é nenhum outro.

Quem estuda isto é purificado no fogo, vento e sol; tem saúde e riqueza, torna-se rico em filhos e netos, um estudioso, purificado de grandes pecados, de bebidas, de contato impróprio com mãe, filha e nora, de roubo de ouro, de esquecer o aprendizado védico, de não servir os mais velhos, de impróprio para o sacrifício, de comer o que não deve, de donativos injustos, de contato com esposa dos outros, não afetado pela luxúria, etc., torna-se o Brahma intocado neste nascimento. Portanto, não se deve dar a uma pessoa não iniciada este Purusha-sukta que é um segredo, nem a quem não conhece os Vedas, um não-sacrificador, um não-Vaishnava, um não-Yogue, uma pessoa falante, um locutor áspero, alguém que leva mais de um ano para aprender, os descontentes.

O Guru deve conceder isto em um local puro, em uma estrela sagrada, depois de regular os ares vitais do discípulo humilde, no ouvido direito. Isto não deve ser feito muitas vezes – tornar-se-ia obsoleto, mas quantas vezes for necessário, no ouvido.

Assim tanto o professor quanto o aprendi se tornarão Purusha no nascimento.

Este é o Upanishad.

OM! Que o meu discurso seja baseado na (ou seja, de acordo com) mente;
Que minha mente seja baseada no discurso.
Oh Eu único refulgente, revele-Te para mim.
Que vocês ambos (discurso e mente) sejam os portadores do Veda para mim.
Que tudo que eu tenho ouvido não se afaste de mim.
Eu devo juntar em conjunto (ou seja, a diferença de remover) o Dia
E a noite através deste estudo.
Eu devo dizer que é verbalmente verdadeiro;
Eu devo dizer que é mentalmente verdadeiro.
Que Aquele (Brahma) possa proteger-me;
Que Aquele proteja o orador (ou seja, o professor), que Aquele proteja-me;
Que Aquele proteja o orador – que Aquele proteja o orador.
OM! Haja Paz dentro de mim!
Haja Paz em meu ambiente!
Haja paz nas forças que atuam em mim!

Aqui termina o Mudgalopanishad, como contido no Rig-Veda.