© Todos os Direitos Reservados. Não é permitido compartilhar o conteúdo deste Blog em outros sites. Este Blog está protegido contra cópias de seu conteúdo inteiro ou em partes. Grata pela compreensão.

1 - Aitareya Upanishad (Rig Veda)




1 - Aitareya Upanishad (Rig Veda)

Traduzido para o Inglês por
Swami Nikhilananda
Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library
Traduzido para o Português por
... uma yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva ...
Karen de Witt

Brasil – RJ
Novembro/2009
________________________________

Invocação


Que o meu discurso possa ser fixado em minha mente, que minha mente seja fixada em meu discurso!
Oh Eu – luminoso Brahma, sê manifestado para mim.
Oh mente e discurso, que você possa me trazer o significado dos Vedas!
Que o que eu possa estudar dos Vedas não me deixe! Eu devo unir dia e noite através destes estudo.
Eu devo pensar correto; eu devo falar correto.
Que Brahma possa proteger-me, que Brahma proteja o professor!
Que Brahma possa proteger-me, que Brahma proteja o professor!.
Om. Paz! Paz! Paz!





Primeira Parte

Capítulo I — A Criação de Virat

1. No início, tudo isto na verdade era só Atman, único e sem um segundo. Não havia mais nada que piscasse. Ele pensou consigo: "Deixe-me agora criar os mundos".
2. Ele criou estes mundos: Ambhah, o mundo da água – nuvens altas; Marichi, o mundo dos raios solares; Mara, o mundo dos mortais; e Ap, o mundo das águas. Yon é Ambhah, acima do paraíso; o paraíso é seu suporte. Os Marichis é o interespaços. Mara é a terra. O que está abaixo é Ap.
3. Ele pensou consigo: "Aqui agora estão os mundos. Deixe-Me agora criar o mundo – guardiães." À direita das águas Ele puxou para frente a Pessoa na forma de um caroço e deu-Lhe uma forma.
4. Ele descendeu através Dele. Dele, deste modo descendeu por toda parte, a boca estava separada, assim como um ovo; forma a boca, órgão do discurso; do discurso, fogo, a divindade controladora do órgão. Em seguida, as narinas foram separadas; das narinas, o órgão do alento; do alento, ar, a deidade controladora do órgão.  Em seguida, os olhos foram separados; dos olhos, o órgão da visão; da visão, o sol, a deidade controladora do órgão. Em seguida, os ouvidos foram separados; dos ouvidos, o órgão da audição; da audição os quadrantes dos espaços, a deidade controladora do órgão. Em seguida, a pele foi separada; da pele, pêlos, o órgão do tato; dos pêlos, plantas e árvores, ar, a deidade controladora do órgão. Em seguida, o coração foi separado; do coração, o órgão da mente; da mente, a lua, a deidade controladora do órgão. Em seguida, o umbigo foi separado; do umbigo, o órgão do apana; do apana, Morte (decadência), Varuna, a deidade controladora do órgão.
Em seguida, o membro viril foi separado; do membro viril, sêmen, o órgão da geração; do sêmen, as águas, a deidade controladora do órgão.



Capítulo II—Forças Cósmicas no Corpo Humano


1: Estas deidades, assim criadas, caíram neste grande oceano. Ele submeteu a Pessoa a fome e à sede. Eles disseram a Ele: "Descubra para nós uma morada onde nos estabelecer e para que possamos comer comida".
2 – 3: Ele trouxe então uma vaca. Eles disseram: "Mas isso não é suficiente para nós". Ele trouxe então um cavalão. Eles disseram: "Isso também não é suficiente para nós". Ele trouxe, entçao, uma pessoa. As deidades disseram: "Ah, isto é bem feito, certamente". Portanto, uma pessoa é verdadeiramente algo bem feito. Ele disse às deidades: "Agora entrem em suas respectivas moradas".
4: A deidade fogo tornou-se o órgão do discurso e entrou na boca. O ar tornou-se alento e entrou nas narinas. O sol tornou-se visão e entrou nos olhos; os quadrantes do espaço tornou-se audição e entrou nos ouvidos. Plantas e árvores, a deidade do ar, tornou-se pêlo e entrou na pele. A lua tornou-se a mente e entrou no coração. A morte tornou-se apana e entrou no umbigo. As águas tornaram-se sêmen e entraram no membro viril.

5: Fome e sede disseram ao Criador: "Para nós dois busque uma morada também". Ele lhes disse: "Eu nomeio vocês dois como essas divindades; eu os faço co-participes com eles". Portanto, para qualquer divindade que uma oblação é feita, a fome e a sede tornavam-se participes nela.


Capítulo III— A Encarnação do Supremo Eu

1: Ele pensou Consigo mesmo: "Aqui agora estão os mundos e os guardiães do mundo. Deixe-Me criar comida para eles".
2: Ele descendeu através das águas. Das águas, assim descendeu por toda parte, naquele lugar surgiu uma forma condensada. A forma que deste modo emergiu é realmente alimento.
3: O alimento assim criado quis escapar. Ele procurou agarrá-lo com o discurso. Mas Ele não foi hábil para agarrá-lo com o discurso. Se, certamente, Ele tivesse agarrado-o com o discurso, qualquer um teria então sido satisfeito pelo mero proferir da palavra comida.
4 – 10: O Criador procurou agarrá-lo com o alento. Mas Ele não foi hábil para agarrá-lo com o alento. Se, certamente, Ele tivesse agarrado-o com o alento, qualquer um teria então sido satisfeito pelo mero cheirar do alimento. Ele procurou agarrá-lo com o olho. Mas Ele não foi hábil para agarrá-lo com o olho. Se, certamente, Ele tivesse agarrado-o com o olho, qualquer um teria então sido satisfeito pela mera visão da comida. Ele procurou agarrá-lo com o ouvido. Mas Ele não foi hábil para agarrá-lo com o ouvido. Se, certamente, Ele tivesse agarrado-o com o ouvido, qualquer um teria então sido satisfeito pelo mero ouvir de comida. Ele procurou agarrá-lo com a pele. Mas Ele não foi hábil para agarrá-lo com a pele. Se, certamente, Ele tivesse agarrado-o com a pele, qualquer um teria então sido satisfeito pelo mero tocar na comida. Ele procurou agarrá-lo com a mente. Mas Ele não foi hábil para agarrá-lo com a mente. Se, certamente, Ele tivesse agarrado-o com a mente, qualquer um teria então sido satisfeito pelo mero pensamento de comida. Ele procurou agarrá-lo com o membro viril. Mas Ele não foi hábil para agarrá-lo com o membro viril. Se, certamente, Ele tivesse agarrado-o com o membro viril, qualquer um teria então sido satisfeito pela mera emissão de comida. Ele procurou agarrá-lo com o apana e Ele agarrou-o. Esta percepção de alimento é que é vayu, ar ou prana. Este vayu é que vive na comida.
11: Ele pensou Consigo mesmo: "Como isso pode existir sem Mim?" Então Ele disse para Si mesmo: "Por qual caminho devo entrar?" Ele disse a Si mesmo novamente: "Se o discurso é proferido pelo órgão do discurso, se o olfato é feito através da respiração, a visão pelos olhos, a audição pelos ouvidos, o tato pela pele, o pensamento pela mente, a comida pelo apana e a emissão de sêmen pelo membro viril, eles quem Eu sou?
12: Assim, perfurando o fim, o Senhor entrou através da porta. Esta porta é conhecida como o vidriti, a fissura. Este é o lugar da felicidade. Atman, assim incorporado, tem três moradas, três condições de sono. Esta é uma morada, esta é outra, esta é a terceira.
13: Tendo nascido como o Jiva, Ele percebeu os elementos como um com Ele mesmo. O que mais aqui deveria desejar falar? Ele percebeu esta pessoa autêntica como o todo – permeando Brahma. Ele disse: "Ah, eu tenho visto-O". (Idam Dra – This (I) saw)

14: Portanto, Ele é chamado Idandra. Idandra, certamente, é Seu nome. Ele, que é Idandra, eles chamam indiretamente Indra. Para os deuses afigura-se ser amante de epítetos ocultos; certamente, os deuses afiguram-se ser amantes de epítetos ocultos. (paroksha priyaahi iva devah).


Parte Dois

Capítulo I— Os Três Nascimentos do Eu


1: Esta pessoa é, em primeiro lugar, o gérmen de um homem. O que é o sêmen aqui é chamado de gérmen. Este sêmen é o vigor retirado de todos os membros. O homem tem o eu no ele. Quando ele derrama o sêmen dentro de uma mulher, ele dá a ele um nascimento. Isto, aliás, é o primeiro nascimento da alma.
2: De tal modo o sêmen torna-se um com a mulher – justamente como um membro de si mesma. De tal modo que ele não a machuca. Ela alimenta este eu dele que está dentro dela.
3: Ela, sendo a nutridora, deve ser nutrida. A mulher alimenta o embrião. Imediatamente após o seu nascimento ele alimenta a criança, o qual no inicio já nasceu. Nutrindo a criança do nascimento em diante, ele assim nutre a ele mesmo para a continuação desses mundos. Pois assim são os únicos desses mundos perpetuados. Isto é o segundo nascimento.
4: Ele que é o único eu de si, é feito o seu substituto para ações virtuosas. Em seguida, o outro eu de si, tendo cumprido os seus deveres e atingido sua idade de partir. Então, partindo daí, ele nasce novamente. Este é o terceiro nascimento.
5: Sobre isto, um Rishi disse: "Embora ainda deitando no útero, eu vim a conhecer todos os nascimentos dos deuses. Uma centena de fortes, como se feito de ferro, limita-me, mas eu estourei todas elas rapidamente, como um falcão". Vamadeva falou desta maneira, mesmo enquanto estava deitado no útero.

6: Assim dotados de Conhecimento, ele, tornando-se um como o Supremo Eu e subindo além na dissolução do corpo, obtém todos os desejos do mundo celeste e torna-se imortal – certamente, torna-se imortal.

Parte Três

Capítulo I—Concernente ao Eu

1: Quem é Ele que adoramos, pensando: "Este é o Eu?" "Qual é o único Eu?" É Ele quem vê uma forma, por quem ouve um som e por quem sente o sabor doce e não doce?
2: Ele é o coração e a mente. Ele é consciência, proprietário, conhecimento, sabedoria, o poder retentor da mente, o conhecimento do sentido, firmeza, no entanto, reflexão, tristeza, memória, conceitos, finalidade, vida, desejo, saudade: tudo isto são apenas vários nomes da Consciência (Prajnanam).
3: Ele é Brahman, ele é Indra, Ele é Prajapati; Ele é todos esses deuses; Ele é os cinco grandes elementos – terra, ar, akasa, água, luz; Ele é todas estas pequenas criaturas e as outras que estão misturadas; Ele é a origem – os nascidos de um ovo, de um útero, do suor e de um rebento; Ele é cavalos, vacas, seres humanos, elefantes – o que respira aqui, o que se move sobre as pernas ou voa no ar ou não se móvel. Tudo isso é guiado pela Consciência, é suportado pela Consciência. A base é a Consciência. Consciência é Brahman (Prajnanam Brahma).
4:  Ele, tendo realizado a unidade com a Consciência Pura, elevou-se deste mundo e, tendo obtido todos os desejos no mais distante mundo celestial, torna-se imortal – certamente, torna-se imortal.

O Canto da Paz


Que o meu discurso possa ser fixado em minha mente, que minha mente seja fixada em meu discurso!
Oh Eu – luminoso Brahma, sê manifestado para mim.
Oh mente e discurso, que você possa me trazer o significado dos Vedas!
Que o que eu possa estudar dos Vedas não me deixe! Eu devo unir dia e noite através destes estudo.
Eu devo pensar correto; eu devo falar correto.
Que Brahma possa proteger-me, que Brahma proteja o professor!
Que Brahma possa proteger-me, que Brahma proteja o professor!.
Om. Paz! Paz! Paz!


Fim do Aitareya Upanishad