© Todos os Direitos Reservados. Não é permitido compartilhar o conteúdo deste Blog em outros sites. Este Blog está protegido contra cópias de seu conteúdo inteiro ou em partes. Grata pela compreensão.

14 - Brihadaranyaka Upanishad (Śukla Yajur Veda)


14 - Brihadaranyaka Upanishad

Traduzido por:
 Swami Madhavananda 
Publicado por:
 Advaita Ashram, Kolkatta
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Maio/2010
___________________________
Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library

Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito segue para o infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu meio!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


PARTE UM


CAPÍTULO I

1: Om. A cabeça do cavalo do sacrifício é a aurora, seus olhos é o sol, sua força vital é o ar, sua boca aberta o fogo chamado Vaisvanara e o corpo do cavalo do sacrifício é o ano. Suas costas é o paraíso, sua barriga o céu, seus cascos a terra, seus lados são os quatro quadrantes, suas costelas os quadrantes intermediários, seus membros as estações, suas articulações os meses e as quinzenas, seus pés os dias e as noites, seus ossos e sua carne, estrelas e nuvens. Sua metade de alimento digerido é a areia, seus vasos sanguíneos os rios, o seu fígado e baço as montanhas, seus cabelos as ervas e árvores. Sua dianteira é o sol nascente, sua parte traseira o sol poente, seu bocejo é o relâmpago, sua agitação do corpo é o trovão, sua produção de água é a chuva e os seus relinchos são a voz.
2: O vaso de ouro chamado Mahiman em frente do cavalo, que apareceu sobre ele (ou seja, apontando para fora), é o dia. Sua fonte é o mar oriental. O vaso de prata Mahiman atrás do cavalo, que apareceu sobre ele, é a noite. Sua fonte é o mar ocidental. Estes dois vasos chamados Mahiman apareceram em cada lado do cavalo. Como um Haya ele carrega os deuses; como um Vajin, os menestréis celestiais; como um Arvan, os Asuras; e, como um Asva, os homens. O Supremo Eu é a sua estabilidade; e o Supremo Eu (ou mar), sua fonte.

CAPÍTULO II

1: Não havia absolutamente nada aqui no início. Ele estava coberto apenas pela Morte (Hiranyagarbha), ou Fome, pois a fome é a morte. Ele criou a mente, pensando, “Deixe-me ter uma mente.” Ele move-se em redor adorando (a si mesmo). Conforme ele estava adorando, a água foi produzida. (Uma vez que ele pensava) “Conforme eu estava adorando, a água brotou”, portanto Arka (fogo) é desse modo chamado. Água (ou felicidade) certamente vem para quem sabe como Arka (fogo) veio a ter este nome de Arka.
2: Água é Arka. O que estava lá (como) adiante na água foi solidificada e tornou-se esta terra. Quando isto foi produzido, ele estava cansado. Enquanto ele estava (assim) cansado e angustiado, sua essência, ou brilho, saiu. Este é o fogo.
3: Ele (Viraj) diferenciou-se de si mesmo de três maneiras, fazendo o sol a terceira forma, e o ar a terceira forma.  Assim, este Prana (Viraja) está dividido de três maneiras. Sua cabeça é o leste e seus braços aquele (nordeste) e aquele (sudeste). Sua parte traseira é o oeste, seus ossos dos quadris aqueles (noroeste) e aquele (sudoeste), seus lados o sul e o norte, suas costas o paraíso, sua barriga o céu e seu peito esta terra. Ele repousa sobre a água. Ele sabe (ele) portanto, que terá um local de descanso onde quer que vá.
4: Ele desejou, “Deixe-me ter uma segunda forma (corpo).” Ele, Morte ou Fome, trouxe a união do discurso (os Vedas) com a mente. Qual foi a semente que se tornou o Ano (Viraj)? Antes dele não havia Ano. Ele (Morte) criou-o durante um ano, e depois deste período projetou-o. quando ele nasceu, (Morte) abriu a boca (para engolí-lo). Ele (o bebê) gritou “Bhan!.” O que se tornou o discurso.
5: Ele pensou, “Seu eu matá-lo, farei muito pouca comida.” Através do discurso e da mente ele projetou todos estes, tudo aquilo que existe – os Vedas, Rig, Yajus e Saman, as métricas, os sacrifícios, homens e animais. Tudo quanto ele projetou, ele resolveu comer. Porque ele come tudo, conseqüentemente Aditi (Morte) assim é chamado. Aquele que conhece como Aditi veio a ter este nome de Aditi, torna-se o devorador de tudo isto, e tudo se torna seu alimento.
6: Ele desejou, “Deixe-me sacrificar novamente com grande sacrifício.” Ele estava cansado e angustiado. Enquanto ele estava (assim) cansado e angustiado, sua reputação e força partiram. Os órgãos são reputação e força. Quando os órgãos partem, o corpo começa a inchar, (mas) a sua mente estava ajustada sobre o corpo.
7: Ele desejou, “Deixe este meu corpo estar pronto para um sacrifício, e deixe-me estar encarnado através disto”, (e entrar nele). Por causa do inchaço do corpo (Asvat), portanto, ele veio para ser chamado Asva (cavalo). E porque ele se tornou apto para o sacrifício, portanto, o cavalo do sacrifício veio a ser conhecido como Asvamedha. Quem conhece isto assim, certamente conhece o cavalo do sacrifício. (Imaginando-se como o cavalo e) deixando-o permanecer livre, ele refletido (nele). Depois de um ano ele sacrifica a si mesmo, e despacha os (outros) animais para os deuses. Portanto (os sacerdotes neste dia) sacrificam a Prajapati o santificado (cavalo) que é dedicado a todos os deuses. Quem brilha no mais distante é o cavalo do sacrifício; o seu corpo é o ano. Este fogo é Arka; seus membros são estes mundos. Assim, estes dois (fogo e sol) são Arka e o cavalo do sacrifício. Estes dois novamente se tornam o mesmo deus, a Morte. Ele (que conhece isto) conquista a morte, a morte não pode ultrapassá-lo, ele se torna seu eu, e ele se torna um com todas essas divindades.

CAPÍTULO III

1: Há duas classes de filhos de Prajapati, os Deuses e os Asuras. Naturalmente, os Deuses eram poucos e, os Asuras, eram em maior número. Eles competiram entre si pelo domínio destes mundos. Os Deuses disseram, “Agora, deixe-nos superar os Asuras no sacrifício através de Udgitha.”
2: Eles disseram para o órgão do discurso, “Cante (o Udgitha) para nós.” “Certo”, disse o órgão do discurso, e cantou para eles. O bem comum que vem dos órgãos do discurso, ele garantiu para os deuses ao cantar, enquanto o excelente discurso ele utilizou para si mesmo. Os Asuras sabiam que através desta canção os Deuses poderiam superá-los. Eles atacaram e golpearam-no com maldade. Aquela maldade é a que nós nos deparamos quando falamos coisas impróprias.
3: Então, eles disseram para o nariz, “Cante (o Udgitha) para nós.” “Correto”, disse o nariz, e cantou para eles. O bem comum que vem do nariz, ele garantiu para os deuses ao cantar, enquanto o excelente cheiro ele utilizou para si mesmo. Os Asuras sabiam que através desta canção os Deuses poderiam superá-los. Eles atacaram e golpearam-no com maldade. Aquela maldade é a que nós nos deparamos quando cheiramos coisas impróprias.
4: Então, eles disseram para o olho, “Cante (o Udgitha) para nós.” “Correto”, disse o olho, e cantou para eles. O bem comum que vem do olho, ele garantiu para os deuses ao cantar, enquanto a excelente visão ele utilizou para si mesmo. Os Asuras sabiam que através desta canção os Deuses poderiam superá-los. Eles atacaram e golpearam-no com maldade. Aquela maldade é a que nós nos deparamos quando olhamos coisas impróprias.
5: Então, eles disseram para o ouvido, “Cante (o Udgitha) para nós.” “Correto”, disse o nariz, e cantou para eles. O bem comum que vem do ouvido, ele garantiu para os deuses ao cantar, enquanto o excelente ouvir ele utilizou para si mesmo. Os Asuras sabiam que através desta canção os Deuses poderiam superá-los. Eles atacaram e golpearam-no com maldade. Aquela maldade é a que nós nos deparamos quando ouvimos coisas impróprias.
6: Então, eles disseram para a mente, “Cante (o Udgitha) para nós.” “Correto”, disse a mente, e cantou para eles. O bem comum que vem da mente, ele garantiu para os deuses ao cantar, enquanto o excelente pensamento ele utilizou para si mesmo. Os Asuras sabiam que através desta canção os Deuses poderiam superá-los. Eles atacaram e golpearam-no com maldade. Aquela maldade é a que nós nos deparamos quando pensamos coisas impróprias. Da mesma forma eles também tocaram estas (outras) divindades com maldade – atingindo-as com maldade.
7: Então, eles disseram para a força vital, “Cante (o Udgitha) para nós.” “Correto”, disse a força vital, e cantou para eles. Os Asuras sabiam que através desta canção os Deuses poderiam superá-los. Eles atacaram e golpearam-no com maldade.
8: Eles disseram, “Onde estava aquele que, desse modo, restaurou-nos (a nossa divindade)? (e descoberto): “Aqui ele está dentro da boca.” A força vital é chamada Ayasya Angirasa, por isto é a essência dos membros (do corpo).
9: Esta deidade é chamada Dur, porque a morte está longe dela. A morte está longe de quem conhece isto.
10: Esta divindade levou a morte, a maldade destes deuses, e carregou-a para onde estes quadrantes terminam. Lá ele deixou suas maldades. Portanto, não se deve se aproximar de uma pessoa (desta região), nem ir a esta região além da fronteira, para evitar que o mal o absorva, a morte.
11: Esta divindade, após afastar a morte, a maldade desses deuses, em seguida levou-a para além da morte.
12: Ele transportou o órgão do discurso, o mais importante, em primeiro lugar. Quando o órgão do sentido se livrou da morte, ele tornou-se fogo. Aquele fogo, tendo transcendido a morte, brilhou para além de seu alcance.
13: Em seguida, ele transportou o nariz. Quando ele se livrou da morte, ele tornou-se ar. Aquele ar, tendo transcendido a morte, soprou para além do seu alcance.
14: Em seguida, ele transportou o olho. Quando o olho se livrou da morte, ele tornou-se sol. Aquele sol, tendo transcendido a morte, brilhou para além do seu alcance.
15: Em seguida, ele transportou o ouvido. Quando o ouvido se livrou da morte, ele tornou-se os quadrantes. Aqueles quadrantes, tendo transcendido a morte, permaneceram para além do seu alcance.
16: Em seguida, ele transportou a mente. Quando a mente se livrou da morte, ela tornou-se lua. Aquela lua, tendo transcendido a morte, brilhou para além do seu alcance. Então, esta divindade carrega, quem assim conhece, além da morte.
17: Em seguida, ele fixa os alimentos comestíveis para si mesmo pela canção, pois seja qual for o alimento ingerido, ele é comido sozinho pela força vital, e repousa nele.
18. Os Deuses disseram, “Seja qual for o alimento que exista, é exatamente muito, e você tem garantido ele para si mesmo pela canção. Agora, deixe-nos ter um pouco desta comida.” “Em seguida, sente diante de mim”, (diz a força vital). “Correto”, (dizem os Deuses e) sentando-se em torno dele. Assim, qualquer comida se comida através da força vital satisfaz estes. Então, faça seus parentes sentarem-se de frente para ele, daquele que conhece isto, e ele se torna seu apoio, o maior entre eles, e seu líder, um bom comedor de alimentos e o governante deles. Aquele entre seus parentes, que desejar para rival um homem de tal conhecimento, é impotente para o apoio de seus dependentes. Mas, aquele que o segue, ou deseja manter-se dependente dele, é unicamente capaz de apoiá-los.
19: Ele é chamado Ayasya Angirasa, pois é a essência dos membros (do corpo). A força vital é, de fato, a essência dos seus membros. Claro que é sua essência. (Por exemplo), seja qual for o membro, a força vital parte exatamente lá da cernelha.
20: Isso por si só é também Brihaspati (Senhor do Rik). O discurso é, de fato, Brihati (Rik), e isto é o seu senhor. portanto, isto também é Brihaspati.
21: Isso por si só é também Brahmanaspati (Senhor dos Yajus). O discurso é, de fato, Brahman (Yajus), e isto é o seu senhor. portanto, isto também é Brahmanaspati.
22: Isso por si só é também Saman. O discurso é, de fato, Sa, e isto é Ama. Por causa deste As (discurso) e de Ama (força vital), portanto, Saman é assim chamado. Ou, porque é igual a uma formiga branca, igual a um mosquito, igual a um elefante, igual a estes três mundos, igual a este universo, portanto, isto também é Saman. Quem conhece este Saman (força vital) atinge, assim, a união com ele, ou vive no mesmo mundo que ele.
23: Isto, de fato, é também Udgitha, a força vital é, de fato, Ut, pois tudo isto é mantido no ar pela força vital, e o discurso sozinho é Githa. Isto é Udgitha, porque ele é Ut e Githa.
24: Em relação a isto (existe) também (uma história): Brahmadatta, o bisneto de Cikitana, enquanto bebia o Soma, disse, “Deixe este Soma cortar minha cabeça se eu disser que Ayasya Angirasa cantava o Udgitha através de qualquer outro que esta (força vital e discurso).” Na verdade, ele cantava através do discurso e da força vital.
25: Quem conhece a riqueza deste Saman (força vital) alcança a riqueza. O som é, de fato, esta riqueza. Por tanto, quem vai para oficiar como um sacerdote, deve desejar ter um rico timbre em sua voz, e deve fazer seus deveres sacerdotais por meio daquela voz, com um fino timbre. Portanto, em um sacrifício, as pessoas anseiam ver um sacerdote com uma boa voz, como quem tem riqueza. Quem conhece a riqueza do Saman atinge a riqueza.
26: Quem conhece o ouro deste Saman (força vital), obtém ouro. O timbre é, na verdade, este ouro. Quem conhece o ouro de Saman, assim obtém ouro.
27: Quem conhece o suporte deste Saman (força vital), obtém um lugar de descanso. Discurso (certas partes do corpo) é, na verdade, o seu suporte. Para descansar no discurso, a força vital é assim cantada. Alguns dizem, descansando sobre o alimento (corpo).
28: Agora, pois, a repetição edificante (Adhyaroha), somente dos hinos chamados Pavamanas. O sacerdote chamado Prastotir, na verdade, recita o Saman. Enquanto ele recita estes Mantras são para serem repetidos: Do mal me leva ao bem; da escuridão leva-me à luz. Da morte leva-me à imortalidade. Quando o Mantra diz, “Do mal me leva ao bem”, “mal” significa a morte, e “bem”, imortalidade; por isso ele diz, “Da morte me leva à imortalidade, ou seja, faz-me imortal.” Quando ele diz, “Da escuridão me leva à luz”, “escuridão” significa morte, e “luz”, imortalidade; por isso ele diz, “Da morte me leva à imortalidade, ou me faz imortal.” No ditado, “Da morte me leva à imortalidade”, o sentido não parece estar oculto. Então, através dos hinos restantes (o cantor) deve garantir alimentos para si mesmo pela canção. Portanto, enquanto eles estão sendo cantados, o sacrificador deve pedir uma benção – qualquer coisa que ele deseja. Qualquer que seja os objetivos que este cantor possua, de tais conhecimentos desejados, quer para si mesmo ou para o sacrificador, ele protege-os ao cantar. Esta (meditação) certamente ganha o mundo (Hiranyagarbha). Quem conhece o Saman (força vital) como tal, não tem de rezar para que ele não seja impróprio para o mundo.

CAPÍTULO IV

1: No início, este (Universo) era somente o eu (Viraj) de uma forma humana. Ele refletia mas não encontrava nada além do que a si mesmo. Primeiramente ele proferiu, “Eu sou ele.” Portanto, ele foi chamado Aham (Eu). Assim, por estes dias, quando uma pessoa é abordada, ele primeiro diz, “Ele sou eu”, e, em seguida, diz o outro nome que ele possa ter. Porque ele foi o primeiro e, antes dele, tudo (bandos de aspirantes) queimavam todos os males, portanto, ele é chamado Purusha. Quem sabe isto, de fato, queima quem quer ser (Viraj) antes dele.
2: Eles estava com medo. Portanto, as pessoas (ainda) têm medo de ficar sozinhas. Ele pensou, “Se não há nada elem de mim, por que estou com medo?” Desde então seu medo se foi, pois, o que havia para temer? Trata-se de uma segunda entidade que o medo vem.
3: Ele não era de todo feliz. Portanto, as pessoas (ainda) não estão felizes quando estão sozinhas. Ele desejou um companheiro. Ele se tornou tão grande como o homem e a mulher se abraçando um ao outro. Ele partiu este próprio corpo em dois. Disto, surgiu o marido e a esposa. Portanto, disse Yajnavalkya, este (corpo) é uma metade de um, como uma das duas metades de uma ervilha. Portanto, este espaço é, de fato, preenchido pela esposa. Ele estava unido com ela. Desde que os homens nasceram.
4: Ela pensou, “Como posse ser ele unido comigo depois de produzir-me de mim mesma? Bem, deixe-me esconder-me.” Ela se tornou uma vaca, o outro tornou-se um touro e se uniu a ela; desde que as vacas eram nascidas. Ela tornou-se uma égua, ele um garanhão; ela tornou-se uma mula, ele um asno e ele se uniu com ela; desde que os animais são nascidos. Ela se tornou uma cabra, ele um cabrito; ela se tornou uma ovelha, ele um carneiro; desde que os carneiros e as ovelhas eram nascidos. Assim ele projetou cada coisa existente em pares, até as formigas.
5: Ele sabia que, “Eu realmente sou a criação, pois Eu projeto tudo isto.” Portanto, Ele foi chamado Criação. Quem conhece isto como de fato, torna-se (um criador) nesta criação de Viraj.
6: Em seguida, ele friccionou para frente e para trás assim, e produziu fogo de sua fonte, da boca e das mãos. Por conseguinte, esses dois são sem cabelo no interior. Quando eles falam de deuses particulares, dizem, “Sacrifício para ele”, “sacrifício para outro”, (eles estão errados, pois), estes são todos projeções Dele, pois Ele é todos os deuses. Ora, tudo que é líquido, Ele produziu a partir da semente. Isso é o Soma. Este Universo é, de fato, enorme – o comedor de alimentos e o alimento. Soma é alimento; e o fogo, o devorador do alimento. Esta é a super-criação de Viraj, no qual ele projetou os deuses, que são mesmo superiores à dele. Porque Ele, apesar de ser mortal em si mesmo, projetou os imortais; portanto, esta é a super criação. Quem conhece isto como tal, torna-se (um criador) nesta super criação de Viraj.
7: Este (universo) foi, então, indiferenciado. Foi diferenciado somente em nome e forma – foi chamado tal e tal e foi, de tal e tal forma. Assim, por este dia, é diferenciado somente em nome e em forma – é chamado tal e tal, e é de tal e tal forma. Este Eu entrou nestes corpos até a ponta das unhas – como uma navalha pode ser colocada neste caso, ou como fogo, o qual sustenta o mundo, pode estar nesta fonte. As pessoas não podem vê-lO, pois (a visão em Seus aspectos) é incompleta. Quando Ele cumpre a função de viver, Ele é chamado força vital; quando Ele fala, o órgão do discurso; quando Ele vê, o olho; quando Ele ouve, o ouvido; e, quando Ele pensa, a mente. Estes são meramente Seus nomes de acordo com suas funções. Quem meditar sobre cada um deste conjunto de Seus aspectos, não pode conhecer, pois ele está incompleto, (um ser dividido) desta totalidade, por possuir uma característica singular. O Eu é o único para ser meditado, pois todos estes estão unificados Nele. De todos estes, este Eu deve ser realizado, pois quem conhece todos estes através Dele, assim pode obter (como um animal), através de suas pegadas. Quem O conhece como tal, obtém nome e associação (com seus parentes).
8: Este Eu é mais querido do que um filho, mais querido do que a riqueza, mais querido do que tudo, e é mais profundo. Se uma pessoa (segurando o Eu como tão caro) dizer para alguém chamar qualquer coisa de mais querido do que o Eu, “(O que você espera), o querido morrerá” – ele é certamente competente (para dizer assim) – irá, de fato, tornar-se verdade. Deve-se meditar no Eu unicamente como querido. Quem meditar no Eu unicamente como querido, o querido não será mortal.
9: Eles dizem: Os homens pensam, “Através do conhecimento de Brahman, deve tornar-se tudo.” Bem, o que é esse Brahma conhecido pelo que Ele se torna tudo?
10: Este (eu) que, de fato, é Brahman no princípio. Ele conhecia-Se somente como “Eu sou Brahman.” Portanto, Ele tornou-se tudo. E, quem quer que, dentre os deuses, soube, também O conheceu e tornou-se Aquele; e o mesmo com os sábios e os homens. O sábio Vamadeva, enquanto percebia isto (Eu) como Aquele, conheceu, “Eu fui Manu, e o Sol.” E por este dia, quem quer que O conheça como da mesma forma, “Eu sou Brahman”, torna-se todo este (universo). Mesmo os deuses não podem prevalecer contra ele, pois ele se tornar seu Eu. Enquanto quem adora outro deus pensando, “Ele é um, e eu sou outro”, não conhece. Ele é como um animal para os deuses. Como muitos animais servem a um homem, assim cada homem serve aos deuses. Mesmo se um animal é tirado, ele causa angustia, que deve dizer de muitos animais? Portanto, não é desejado por eles que os homens devam saber disto.
11: No princípio disto (o Kshatriya e outras castas), foram, de fato, Brahman, um somente. Sendo um, ele não floresceu. Ele especialmente projetou uma excelente forma, o Kshatriya – aquela que são os Kshatriyas entre os deuses: Indra, Varuna, a Lua, Rudra, Parjanya, Yama, a Morte e Isana. Portanto, não existia nada mais elevado do que Kshatriya. Conseqüentemente, os cultos Brahmana, de Kshatriya, uma posição inferior no sacrifício de Rajasuya. Ele comunica glória para o Kshatriya. O Brahmana é a fonte de Kshatriya. Portanto, embora o rei atinja a supremacia (no sacrifício), ao final dele), recorre a Brahmana, sua fonte. Quem desconsidera o Brahmana, ofende sua própria fonte. Ele se torna mais perverso, como alguém pela desconsideração superior de cada um.
12: No entanto, ele não floresce. Ele projetou o Vaisya – aquelas espécies de deuses que são designados em grupos: os Vasus, Rudras, Adityas, Visvadevas e Maruts.
13: Ele ainda não floresce. Ele projetou a casta de Sudra – Pusan. Esta (terra) é Pusan. Pois isto alimenta tudo que existe.
14: No entanto, ele não floresce. Ele, especialmente, projetou aquela forma excelente, retidão (Dharma). Esta justiça é a controladora de Kshatriya. Portanto, não existe nada mais elevado do que isso. (Assim), mesmo a esperança de um homem fraco (para vencer) um homem mais forte através da justiça, como (alguém sustentando) com o rei. Essa justiça, como (alguém sustentando) com o rei. Esta justiça é, verdadeiramente, a verdade. Portanto, eles dizem a respeito da pessoa que fala da verdade, “Ele fala da justiça”, ou, a respeito de uma pessoa falando da justiça, “Ele fala da verdade”, para ambos, isto é senão a justiça.
15: (Assim) estas (quatro castas foram projetadas) – o Brahmana, o Kshatriya, o Vaisya e o Sudra. Ele torna-se um Brahmana entre os deuses como antes, e entre os homens como o Brahmana. (Ele torna-se) um Kshatriya através do (divino) Kshatriyas, um Vaisya através do (divino) Vaisyas, e um Sudra através do (divino) Sudra. Portanto, as pessoas desejam atingir os resultados de seus rituais entre os deuses, através do fogo, e entre os homens como o Brahmana. Para Brahman foi nestas duas formas. Se, contudo, qualquer pessoa afasta desse mundo sem realizar seu próprio mundo (o Eu), ele, sendo desconhecido, não o protege – assim como os Vedas não estudados, ou qualquer outro trabalho não realizado (não faz). Mesmo se um homem que não O conhece, como tal, realiza um grande ato meritório no mundo, aqueles seus atos são, certamente, esgotados no final. Deve-se meditar somente no mundo do Eu. Quem medita somente no mundo chamado de Eu nunca tem seu trabalho esgotado. Deste verdadeiro Eu ele projeta o que quer que ele queira.
16: Agora, este eu (do homem ignorante), é um objeto de prazer para todos os seres. Quando ele faz oblações no fogo e realiza sacrifícios é como torna tal qual um objeto para os deuses. Quando ele estuda os Vedas é como ele se torna um objeto de prazer para os Rishis (sábios). Quando ele faz oferendas para os Manes e deseja filhos é como ele se torna tal como um objeto para os Manes. Quando ele doa abrigos para os homens, como bem, como comida, é como ele se torna um objeto para o prazer dos homens. Quando ele doa forragem e água para os animais, é como ele se torna tal qual um objeto para eles. E quando os animais e pássaros, e até mesmo as formigas, comem em sua casa, é como ele se torna um objeto de prazer para estes. Assim como alguém deseja segurança para se corpo, assim todos os seres desejam segurança para ele que conhece isso como tal. Isto, de fato, tem sido conhecido e discutido.
17: Este (agregado de objetos desejáveis) são senão o eu no princípio – a única entidade. Ele desejou, “Deixe-me ter uma esposa, assim que eu nascer (como a criança). E deixe-me ter riqueza, assim que eu realizar os ritos.” Isto, de fato, é a (nível de desejo). Mesmo que se pretenda, não se pode obter mais do que isto. Portanto, por este dia, um homem tendo um simples desejo, “Deixe-me ter uma esposa, assim que eu nascer. E deixe-me ter riqueza, assim que eu realizar os ritos.” Até que ele obtenha cada um destes, ele considera a si mesmo incompleto.sua integralidade também (vem disto): A mente é seu eu, o discurso é sua esposa, a força vital é seu filho, o olho é sua riqueza humana, pois ele obtém através do olho, do ouvido, sua divina riqueza, pois ele ouve através do ouvido, e o corpo é seu (instrumento do) rito, pois ele realiza ritos através do corpo. (Assim), esse sacrifício tem cinco elementos – os animais têm cinco elementos, os homens têm cinco elementos, e tudo isto que existe tem cinco elementos. Quem conhece isto como tal, atinge tudo isto.

CAPÍTULO V

1: De tal modo o pai produziu sete tipos de comida através da meditação e dos ritos (Eu devo divulgar). Uma delas é comum a todos os comedores. O segundo ele imputou aos deuses. O terceiro ele designou a si mesmo. E um ele deu aos animais. Nela repousa tudo – o que vive e o que não vive. Por que eles não se esgotam apesar deles sempre estarem sendo comidos? Quem conhece esta causa, de sua permanência, como comida com Pratika (preeminência). Ele atinge (identidade com) os deuses, e vive no néctar. Estes são os versos.
2: “De tal modo o pai produziu sete tipos de comida, através da meditação e dos ritos”, significa que o pai, de fato, produzi-as através da meditação e dos ritos. “Uma delas é comum a todos os comedores”, significa que esta comida que é comida é a comida comum de todos os comedores. Quem adora (monopoliza) esta comida nunca está livre do mal, pois isto é comida comum. “O segundo ele imputou aos deuses”, significa fazendo oblações no fogo, e oferecendo presentes variados aos deuses. Portanto, as pessoas realizam ambos estes. Alguns, contudo, dizem, aqueles dois são sacrifícios para a lua nova e cheia. Portanto, não deve se ocupar com sacrifícios para fins materiais. “Ele deu aos animais” – é seu leite. Pois os homens e os animais primeiramente vivem com leite somente. Por isso, eles primeiro fazem um bebê recém nascido lamber manteiga clarificada, ou o amamentam. E eles falam de um bezerro recém-nascido como aquele que ainda não comeu grama. “Nele repousa tudo – o que vive e o que não vive”, significa que no leite, de fato, repousa isto que vive e o que não vive. Diz-se que, fazendo oferendas de leite no fogo, por um ano, conquista-se a morte. Não se deve pensar assim. Quem conhece, como acima, conquista mais longe a morte no mesmo dia em que ele faz o oferecimento, pois ele oferece toda comida comestível aos deuses. “Por que eles não se esgotam apesar deles sempre estarem sendo comidos?” – significa que o ser (comedor) é, de fato, a causa dessa permanência, pois produz esta comida repetidas vezes. “Quem conhece esta causa, de sua permanência”, significa que o ser (comedor) é, de fato, a causa dessa permanência, pois ele produz alimento através de sua meditação, no momento, e os ritos. Se ele não faz isto, a comida se esgotaria. “Ele come comida com Pratika”; “Pratika” significa pré-eminência; Deste, o significado é pré-eminência. “Ele alcança os deuses e vive no néctar”, é um louvor.
3: “Três ele projetou para si mesmo”, significa: a mente, o órgão do discurso e a força vital; estes ele projetou para si mesmo. (Eles dizem), “Eu estava distraído mentalmente, Eu não o vejo”, “Eu estava distraído mentalmente, Eu não o ouço.” Ele está através da mente de quem não vê e não ouve. Desejos, resoluções, dúvidas, fé, falta de fé, firmeza, vacilação, vergonha, medo e inteligência – todas estas são, senão, a mente. Mesmo se alguém é tocado por trás, sabe-se através da mente; por isso (a mente existe). E qualquer espécie de som é, senão, o órgão do discurso, pois ele serve para determinar uma coisa, mas não pode por si mesmo ser revelado. Prana, apana, vyana, udana, samana e Ana – todos estes são, senão, força vital. Este corpo está identifica com estes – com o órgão do discurso, a mente e a força vital.
4: Estes são os três mundos. O órgão do discurso é este mundo (a terra), a mente é o céu, e a força vital é aquele mundo (paraíso).
5: Estes são os três Vedas. O órgão do discurso é o Rig-Veda, a mente é o Yajur-Veda, e a força vital é o Sama-Veda.
6: Estes são os deuses, o Manes e os homens. O órgão do discurso é os deuses, a mente o Manes, e a força vital, os homens
7: Estes são o pai, a mãe e o filho. A mente é o pai, o órgão do discurso é a mãe, e a força vital é o filho.
8: Estes são o que é conhecido, o que é desejável conhecer, e o que é desconhecido. Qualquer que seja o conhecimento, ele é a forma do órgão do discurso, pois ele é o conhecedor. O órgão do discurso o protege (quem o conhece) por tornar-se aquele (o qual é conhecido)
9: Seja o que for desejável conhecer, é uma forma da mente, pois a mente é que é desejosa do saber. A mente protege-o (quem conhece isto) ao tornar-se o que (o que é desejável saber).
10: Tudo o que é desconhecido, é uma forma da força vital, pois a força vital é que é desconhecida. A força vital protege-o (quem conhece isto) ao tornar-se o que (o que é desconhecido).
11: A terra é o corpo daquele órgão do discurso, e este fogo é o seu órgão luminoso. E na medida em que o órgão do discurso se estende, na medida em que a terra se estende e assim faz este fogo.
12: O Céu é o corpo desta mente, e aquele sol é seu órgão luminoso. E na medida em que a mente se estende, na medida em que o céu se estende, e assim faz aquele sol. Os dois se uniram daquela força vital emanada. Ele é o Supremo Senhor. Ele é sem um rival. Um segundo ser é, de fato, um rival. Quem O conhece como tal, não tem nenhum rival.
13: A água é o corpo desta força vital, e aquela lua é o seu órgão luminoso. E na medida em que a força vital se estende, na medida em que a água se estende, assim faz aquela lua. Estes são todos iguais, e todos infinitos. Quem meditar sobre estes como finito, ganha um mundo finito; mas quem meditar sobre estes como infinito, ganha um mundo infinito.
14: Este Prajapati (Hiranyagarbha) tem dezesseis dígitos, e é representado pelo ano. As noites (e dias) são seus quinze dígitos, e o constante é seu décimo sexto dígito. Ele (como a lua) é preenchido, bem como desperdiçado pelas noites (e dias). Através desses dezesseis dígitos ele permeia todos os seres viventes na noite de lua nova, subindo na manhã seguinte. Portanto, nesta noite não se deve tirar a vida de seres vivos, nem mesmo a de um camaleão, em adoração a esta deidade sozinha.
15: Aquele Prajapati que tem dezesseis dígitos, e que é representado pelo ano, é, de fato, este homem que conhece como acima. Constitui a sua riqueza quinze dígitos, e o corpo é seu décimo sexto dígito. Ele está preenchido, bem como pela riqueza desperdiçada. Este corpo, suporte para uma nave, e a riqueza é a pina. Portanto, se um homem perde tudo, mas ele mesmo vive, as pessoas dizem que ele só tem perdido seu equipamento.
16: Existe, de fato, três mundos, o mundo dos homens, do mundo dos Manes, e o mundo dos deuses. Este mundo dos homens é para ser ganho através do filho sozinho, e não por outro rito; o mundo dos Manes, através de ritos; e o mundo dos deuses através da meditação. O mundo dos deus é o melhor dos mundos. Portanto, louvem a meditação.
17: Agora, pois, os que confiam:   Quando um homem pensa que vai morrer ele diz para seu filho, “Você é Brahman, você é o sacrifício, e você é o mundo.” O filho responde, “Eu sou Brahman, Eu sou o sacrifício, e eu sou o mundo.” (O pai pensa “Seja o que tenha estudado, tudo está unificado na palavra ‘Brahman’. Qualquer que seja o sacrifício, tudo está unificado na palavra ‘sacrifício’. E seja quais forem os mundos existentes, tudo está unificado na palavra ‘mundo’. Tudo isto (os deveres de um chefe de família) é, de fato, muito presente. Ele, sendo tudo isto, vai me proteger (os laços de) deste mundo.” Portanto, eles falam de um filho educado como sendo propício para o mundo. Assim (o pai) ensina seu filho. Quando um pai, que conhece como acima, parte deste mundo, ele penetra seu filho junto com o órgão do discurso, a mente e a força vital. Nada deve ser deixado por fazer, por ele, através de qualquer deslize o filho desobriga-o de tudo aquilo. Portanto, ele é chamado um filho. O pai vive neste mundo através do filho. Divino e imortal discurso, mente e força vital penetram nele.
18: O divino órgão do discurso da terra e do fogo penetra nele. Este é o divino órgão do discurso, através do qual tudo o que ele diz é cumprido.
19: A divina mente do céu, e o sol penetram nele. Esta é a divina mente através da qual ele se torna feliz e nunca chora.
20: A divina força vital da água, e a lua, penetram nele. Aquela é a força vital que, quando ele se move ou não se move, não sente dor nem injúria. Quem sabe, como acima, torna-se o eu de todos os seres. Assim como esta divindade (Hiranyagarbha), assim é ele. Assim como todos os seres cuidam desta divindade, assim eles cuidam dele. Seja como for que estes seres possam se afligir, aquela aflição deles está ligada com eles. Mas o mérito somente vai para ele. Nenhum demérito nunca vai aos deuses.
21: Agora, uma reflexão sobre o voto: Prajapati projetou os órgãos. Aqueles, nos seres projetados, brigou com os outros. O órgão do discurso fez um voto, “Vou continuar falando.” O olhos: “Eu irei ver.” O ouvido: “Eu irei ouvir.” E assim fizeram os outros órgãos de acordo com suas funções. A Morte os capturou na forma de cansaço – ela ultrapassou o, e tendo os ultrapassado, controlou-os. Portanto, o órgão do discurso, invariavelmente, cansa-se, e assim faz o olho e o ouvido. Mas a morte não ultrapassou esta força vital no corpo. Os órgãos resolveram conhecê-la. “Esta é a maior entre nós que, quando se move, ou não se move, não sente dor nem é injuriado. Bem, deixe-nos todos ser desta forma.” Todos eles assumiram esta forma. Portanto, eles foram chamados por este nome de ‘Prana’. Aquela família, na qual um homem é nascido, que conhece como acima, é, de fato, seu nome. E quem concorre com aquele que sabe, como acima, murcha e, após murchado, morre no final. Isto é com referencia ao corpo.
22: Agora, com referencia aos deuses: o fogo fez um voto, “Eu irei arder.” O sol: “Eu irei aquecer.” A lua: “Eu irei brilhar.” E assim fizeram os outros deuses, de acordo com suas funções. Enquanto é a força vital no corpo, entre esses órgãos, assim é Vayu (ar) entre estes deuses. Os outros deuses afundam, mas o ar não. O ar é a deidade que nunca se põem.
23: Agora, existe este verso, “Os deuses observaram o voto do qual o sol nasce e, no qual, se põem. Ele é (seguido) para hoje, e será (seguido) para amanhã.” O sol, de fato, eleva-se da força vital, e também se põem nela. O que esses (deuses) observaram, em seguida, eles observaram neste dia. Portanto, um homem deve cumprir um voto simples – fazer as funções do prana e do apana (respiração e excreção), para que o mal da morte (fadiga) não deva alcançá-lo. e se ele observar isto, ele deve procurar terminar isto. Através disto ele atinge a identidade com esta divindade, ou vive no mesmo mundo com ela.

CAPÍTULO VI

1: Este (universo), de fato, consiste de três coisas: nome, forma e ação. Destes nomes, o discurso (sons em geral) é o Uktha (fonte), pois todos os nomes nascem dele. Ele é a seu Saman (característica comum), pois é comum a todos os nomes. Ele é o seu Brahman (eu), pois ele sustenta todos os nomes.
2: Agora, as formas do olho (qualquer coisa visível), é Uktha (fonte), pois todas as formas nascem dele. Ele é seu Saman (característica comum), pois é comum em todas as formas. Ele é seu Brahman (eu), pois ele sustenta todas as formas.
3: E das ações do corpo (atividade) é o Uktha (fonte), pois todas as ações nascem dele. Ele é seu Saman (característica comum), pois é comum a todas as ações. Ele é seu Brahman (eu), pois ele sustenta todas as ações. Este três juntos são um – este corpo, e o corpo, embora um, é estes três. Esta entidade imortal é coberta pela verdade (os cinco elementos): A força vital é a entidade imortal, e o nome, e a forma, e a verdade; (assim), esta força vital é coberta por eles.

PARTE DOIS

CAPÍTULO I

1: Om. Existiu um homem da família Garga, chamado Proud Balaki, que foi um orador. Ele disse a Ajatasatru, o rei dos Benares, “Eu falarei a você sobre Brahman.” Ajatasatru disse, “Por esta proposta, dou-lhe mil (vacas).” “As pessoas, de fato, correram dizendo, ‘Janaka, Janaka’, (eu também tenho algumas destas qualidades)”
2: Gargya disse, “Aquele ser que está no sol, eu medito como sendo Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale sobre ele. Eu medito sobre ele como todo transcendente, como a cabeça de todos os seres e como resplandecente. Quem meditar nele como tal, torna-se todo transcendente, a cabeça de todos os seres e resplandecente.
3: Gargya disse, “aquele ser que está na lua, eu medito como sendo Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como o grande, vestido de branco, Soma radiante.” Quem meditar nele como tal, terá abundância de Soma em pressionado em seus sacrifícios principais e auxiliares, todos os dias, e sua comida nunca diminuirá.
4: Gargya disse, “Aquele ser que está no relâmpago, eu medito como sendo Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como o Todo poderoso.” Quem medita nele como tal, torna-se todo poderoso, e sua descendência também se torna toda poderosa.
5: Gargya disse, “Este ser que está no éter, eu medito como sendo Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como pleno e imóvel.” Quem medita nele como tal, é preenchido com descendência e gado, e sua descendência nunca será extinta deste mundo.
6: Gargya disse, “Este ser que está no ar, eu medito como sendo Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como o Senhor, como o Irresistível, e como o braço invicto, e conquistador dos inimigos.” Quem medita nele como tal, sempre se torna vitorioso e invencível, e conquista seus inimigos.
7: Gargya disse, “Este ser que está no fogo, eu medito como sendo Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como tolerante.” Quem medita nele como tal, torna-se tolerante, e sua descendência também se torna tolerante.
8: Gargya disse, “Este ser quem está na água, eu medito como sendo Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como agradável.” Quem medita nele como tal, tem somente coisas agradáveis que vem para ele, não o contrário; também de si nascem filhos que são agradáveis.
9: Gargya disse, “Este ser que está em um espelho, eu medito nele como Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medido nele como reluzente.” Quem medita nele como tal, torna-se reluzente, e sua descendência também se torna reluzente. Ele também suplante todos aqueles com quem esteve em contato.
10: Gargya disse, “Este som que surge por trás de um homem conforme ele anda, eu medito como Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como vida.” Quem medita nele como tal, atinge seu completo propósito da vida neste mundo, e a vida não se afasta dele antes de completar aquele propósito.
11: Gargya disse, “Este ser que está no quadrante, eu medito como Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como segundo e como não separado.” Quem medita nele como tal, obtém companheiros, e seus seguidores nunca se afastam dele.
12: Gargya disse, “Este ser que se identifica com sua própria sombra, eu medito como Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como morte.” Quem medita nele como tal, atinge completamente seu propósito da vida neste mundo, e a morte não o alcança antes dele completar aquele propósito.
13: Gargya disse, “Este ser quem está no eu, eu medito como Brahman.” Ajatasatru disse, “Por favor, não fale dele. Eu medito nele como auto-possuidor.” Quem medita nele como tal, torna-se auto-possuidor, e sua descendência também se torna auto-possuidora. Gargya manteve-se em silêncio.
14: Ajatasatru disse, “Isto é tudo?.” “Isto é tudo.” “Ao conhecer tudo isto, não se pode conhecer (Brahman).” Gargya disse, “Eu aproximo-se de você como um estudante.”
15: Ajatasatru disse, “É contrário ao uso que um Brahmana deve se aproximar de um Kshatriya pensando, ‘ele me ensinará sobre Brahman’. Contudo, vou aconselhá-lo.” Tomando Gargya pela mão, levantou-se. Eles vieram para um homem dormindo. (Ajatasatru) dirigindo-lhe estes nomes, “Grande, Vestido de Branco, Radiante, Soma.” O homem não se levantou. (O Rei) empurrou-o com a mão até que ele acordou. Em seguida ele se levantou.
16: Ajatasatru disse, “Quando este ser, pleno de consciência, (identificado com a mente) estava assim dormindo, onde ele estava e o que o fez vir assim?.” Gargya não sabia isto.
17: Ajatasatru disse, “Quando este ser, pleno de consciência, estava dormindo assim, ele absorvia no momento as funções dos órgãos através de sua própria consciência, e estava no Akasa (Supremo Eu) que está no coração. Quando este ser absorve, então, ele é chamado Svapiti. Quando o nariz é absorvido, o órgão do discurso é absorvido, o olho é absorvido, o nariz é absorvido e a mente é absorvida.”
18: Quando, portanto, permanece no estado de sonho, estas são as suas realizações: ele, em seguida, torna-se um imperador, como se fosse um nobre Brahmana, por assim dizer, ou atinge estados elevados, ou baixos, como se fosse. Como um imperador, tendo seus cidadãos, move-se sobre o que quiser em seu próprio território, assim o faz, assim assumindo os órgãos, move-se sobre o que quiser em seu próprio corpo.
19: Novamente, quando ele torna a adormecer – quando ele não conhece qualquer coisa – ele volta ao longo dos setenta e dois mil nervos chamados Hita, que se estende do coração ao pericárdio (o corpo inteiro), e permanece no corpo. Como um bebê, ou um imperador, ou um nobre Brahmana, vive, tendo atingido o auge da bem-aventurança, assim ele permanece.
20: como uma aranha se move ao longo da teia (que produz), bem como de um pequeno incêndio pequenas faíscas voam em todas as direções, assim de seu Eu emanam todos os órgãos, todos os mundos, todos os deuses e todos os seres. Seu nome secreto (Upanishad) é “a Verdade das Verdades.” A força vital é a verdade, e Ele é a Verdade disso.

CAPÍTULO II

1: Quem conhece o bezerro com sua morada, seu refúgio especial, seu posto e sua corrente, mata seus sete parentes invejosos: a força vital no corpo é, de fato, o bezerro; este corpo é a sua morada, a cabeça é o seu refúgio especial, o vigor é o seu posto, e a comida é a sua corrente.
2: Estes sete deuses que impedem o culto de decair: Através destas linhas rosas no olho, Rudra atende nele; através da água que está no olho, Parjanya; através da pupila, o sol; através da porção escura, o fogo; através da porção branca, Indra; através da pálpebra inferior, a terra atende nele; e através da pálpebra superior, o céu. Quem conhece isto como tal, nunca tem qualquer diminuição de alimento.
3: Quanto a isto, existe o seguinte verso incisivo: “Há uma bacia que tem sua abertura abaixo e a protuberância na parte superior; vários tipos de conhecimento tem sido colocado nela; sete sábios sentam-se ao seu lado, e o órgão do discurso, que tem comunicação com os Vedas, é o oitavo.” A “bacia que tem sua abertura abaixo e a protuberância na parte superior”, é a nossa cabeça, pois ele é abacia que tem a abertura abaixo e a protuberância acima. “Vários tipos de conhecimento tem sido colocado nela”, refere-se aos órgãos; estes, de fato, representam os vários tipos de conhecimento. “Sete sábios sentados ao seu lado”, refere-se aos órgãos; eles, de fato, são os sábios. “O órgão do discurso, que tem comunicação com os Vedas, é o oitavo”, porque o órgão do discurso é o oitavo e se comunica com os Vedas.
4: Aqueles dois (ouvidos) são Gotama e Bharadvaja: um é Gotama, e o outro é Bharadvaja; Estes dois (olhos) são Visvamitra e Jamadagni: um é Visvamitra, e o outro é Jamadagni; Estas duas (narinas) são Vasistha e Kashyapa: uma é Vasistha, e a outra é Kashyapa; a língua é Atri, pois através da língua o alimento é comido. “Atri” é, senão, seu nome “Atti.” Quem conhece isto como tal, torna-se o comedor de tudo, e todas as coisas se tornam se alimento

CAPÍTULO III

1: Brahman tem, contudo, duas formas – uma densa e uma sutil, mortal e imortal, limitada e ilimitada, definida e indefinida.
2: A densa (forma) é aquela que é outra que não o ar e o éter. Ela é mortal, ela é limitada, e ela é definida. A essência daquela densa, mortal, limitada e definida é o sol que brilha, pois ele é a essência do definido.
3: Agora, a sutil – ela é o ar e o éter. Ela é imortal, ela é ilimitada, e ela é indefinida. A essência daquela é sutil, imortal, ilimitada e indefinida, é o ser que está no sol, pois aquela é a essência do indefinido. Isto é com referência aos deuses.
4: Agora, com referência ao corpo: a forma densa é, senão isto – o que é outra do que (o corpóreo) ar e éter que está no corpo. Ele é mortal, ele é limitado e ele é definido. A essência daquele que é denso, mortal, limitado e definido, é o olho, pois ele é a essência do definido.
5: Agora, o sutil – ele é (o corpóreo) ar e éter, que está no corpo. Ele é imortal, ele é ilimitado, e ele é indefinido. A essência daquele que é sutil, imortal, ilimitado e indefinido é este ser que está no olho direito, pois esta é a essência do indefinido.
6: A forma daquele “ser” é como o seguinte: como uma roupa tingida com cúrcuma, ou com lã de ovelha cinzenta, ou como o (escarlate) inseto chamado Indragopa, ou como uma língua de fogo, ou como o lótus branco, ou como um flash de relâmpago. Quem conhece isso, como tal, atinge o esplendor como um flash de relâmpago. Agora, pois, a descrição (de Brahman): “Não é isso, não é isso.” Porque não existe outra e mais apropriada descrição do que esta “Não é isso.” Agora Seu nome: “A Verdade das Verdades.” A força vital é a verdade, e Ele é a verdade disso.

CAPÍTULO IV

1: “Maitreyi, minha querida”, disse Yajnavalkya, “Eu vou renunciar a esta vida. permitam-me terminar entre você e Katyayani.”
2: Então, Maitreyi disse, “Senhor, se realmente esta terra cheia de riquezas é minha, eu serei imortal por quê?.” “Não”, respondeu Yajnavalkya, “sua vida será como a daquelas pessoas que têm muitas coisas, mas não têm esperanças da imortalidade através da riqueza.”
3: Então, Maitreyi disse, “O que eu devo fazer com aquilo que não me faria imortal: Diga-me, senhor, do que só você sabe que (é o único meio de imortalidade)?”
4: Yajnavalkya disse, “Minha querida, você tem sido minha amada (mesmo antes), e você diz o que está por detrás do meu coração. Venha, tome o seu lugar, irei explicar isto a você. Conforme eu explicar, medite nisto (sobre o seu significado).
5: Ele disse: “Não é por causa do marido, minha querida, que ele é amado, mas por seu próprio benefício ele é amado. Não é por causa da esposa, minha querida, que ela é amada, mas por seu próprio benefício ela é amada. não é por causa dos filhos, minha querida, que eles são amados, mas por seu próprio benefício que eles são amados. Não é por causa da riqueza, minha querida, que ela é amada, mas por seu próprio benefício ela é amada. Não é por causa do Brahmana, minha querida, que ele é amado, mas por seu próprio benefício ele é amado. Não é por causa de Kshatriya, minha querida, que ele é amado, mas por seu próprio benefício ele é amado. Não é por causa dos mundos, minha querida, que eles são amados, mas por seu próprio benefício eles são amados. Não é por causa dos deuses, minha querida, que eles são amados, mas por seu próprio benefício eles são amados. Não é por causa dos seres, minha querida, que eles são amados, mas por seu próprio benefício eles são amados. Não é por causa de tudo, minha querida, que tudo é amado, mas por seu próprio benefício ele é amado. O Eu, minha querida Maitreyi, deve ser realizado – deve ser ouvido, refletido e meditado. Pela realização do Eu, minha querida, através da audição, da reflexão e da meditação, tudo isto é conhecido.
6: O Brahmana substitui (desconsidera) aquele que o conhece como diferente do Eu. O Kshatriya substitui aquele que o conhece como diferente do Eu. Os mundos substituem aquele que os desconhecem como diferentes do Eu. Os deuses substituem aquele que os conhecem como diferentes do Eu. Todos substituem aquele que os conhecem como diferentes do Eu. Este Brahmana, este Kshatriya, estes mundos, estes deuses, estes seres, e todos estes são este Eu.
7: Assim como, quando um tambor é golpeado, não se pode distinguir as suas diversas notas específicas, mas elas estão incluídas na nota geral do tambor, ou no som geral produzido por diferentes tipos de golpes.
8: Assim como, quando uma concha é soprada, não se pode distinguir suas diversas notas particulares, mas elas estão incluídas na nota geral da concha, ou no som geral, produzido por diferentes tipos de sopro.
9: Assim como, quando uma Vina (*) é tocada, não se pode distinguir suas diversas notas específicas, mas elas estão inclusas na nota geral da Vina, ou no som geral, produzido por diferentes tipos de tocar.

(*) Vina é um instrumento de cordas indiano que utiliza duas caixas de ressonância, normalmente feitas decabaça.

10: A partir de um fogo aceso, um feixe molhado emite diversos tipos de fumaça, ainda assim, minha querida, o Rig-Veda, Yajur –Veda, Sama-Veda, Atharvangirasa, história, mitologia, artes, Upanishads, versos fortes, aforismos, elucidações e explanações, são (como) a respiração desta infinita Realidade. Eles são como a respiração deste (Supremo Eu).
11: Assim como o oceano é o único objetivo de todas as águas menores, assim como a pele é o único objetivo de todos os tipos de toque, assim como as narinas é o único objetivo de todos os tipos de cheiro, como a língua é o único objetivo de todos os tipos de sabores, como o olho é o único objetivo de todas as cores, como o ouvido é o único objetivo de todos os sons, como o Manas é a única meta de todas as deliberações, como o intelecto é o único objetivo de todos os tipos de conhecimento, as mãos são o único objetivo de toda espécie de trabalho, assim como o órgão da procriação é o único objetivo de todo tipo de prazer, como o ânus é o objetivo de todas as excreções, como os pés são o único objetivo de todas as espécies de caminhada, como o órgão do discurso é o único objetivo de todos os Vedas.
12: Assim como um torrão de sal que cai na água se dissolve com (seu componente) a água, e ninguém é capaz de pegá-lo, mas, de onde quer que ele esteja, ele torna salgado, mesmo assim, minha querida, esta grande, interminável e infinita Realidade é, senão, a mais Pura Inteligência. (O Eu) surge (como uma entidade separada) desses elementos, e (esta separatividade) é destruída com eles. Depois, atingindo (esta unidade) ele não tem mais consciência. Isto é o que eu digo, minha querida. Assim disse, Yajnavalkya.
13: Maitreyi disse, “Até aqui você tem me jogado em confusão, senhor – ao dizer que só depois de atingir (unidade) o eu não tem mais consciência.” Yajnavalkya disse, “Certamente, eu não estou dizendo nada confuso, minha querida; isso é o suficiente para o conhecimento, Oh, Maitreyi.”
14: Porque, quando há dualidade, como se fosse, então cheira-se algo, vê-se algo, ouve-se algo, fala-se algo, pensa-se algo, conhece-se algo. Mas, quando o conhecedor de Brahman, torna-se todo o eu, então o que deve-se cheirar e através do que, o que deve-se ver e através do que, o que deve-se ouvir e através do que, o que deve-se falar e através do que, o que deve-se pensar e através do que, o que deve-se conhecer e através do que? Através do que deve-se conhecer Aquele devido ao que tudo isto é conhecido – através do que, Oh, Maitreyi, deve-se conhecer o Conhecedor?

CAPÍTULO V

1: Esta terra é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para esta terra. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está nesta terra, e o ser corpóreo no corpo, brilhante, imortal. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
2: Esta água é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para esta água. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está nesta água, e o ser imortal, brilhante, identificado com a semente no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
3: Este fogo é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para este fogo. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está neste fogo, e o ser imortal, brilhante, identificado com o órgão do discurso no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
4: Este ar é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para este ar. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está neste ar, e o ser imortal, brilhante, que é a força vital no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
5: Este sol é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para este sol. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está neste sol, e o ser imortal, brilhante, identificado com o olho no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
6: Estes quadrantes são (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para estes quadrantes. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está nestes quadrantes, e o ser imortal, brilhante, identificado com o ouvido e com o tempo de ouvir no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
7: Esta lua é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para esta lua. (O mesmo com) o ser imortal, brilhante, que está na lua, e o ser imortal, brilhante, identificado com a mente no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
8: Este relâmpago é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para este relâmpago. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está neste relâmpago, e o ser imortal, brilhante, identificado com a luz no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
9: Esta nuvem é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para esta nuvem. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está nesta nuvem, e o ser imortal, brilhante, identificado com o som e a voz no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
10: Este éter é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para este éter. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está neste éter, e o ser imortal, brilhante, identificado com o éter no coração, no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
11: Esta justiça (Dharma) é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para esta justiça. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está nesta justiça, e o ser imortal, brilhante, identificado com a justiça no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
12: Esta verdade é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para esta verdade. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está nesta verdade, e o ser imortal, brilhante, identificado com a verdade no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
13: Estas espécies humanas é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para estas espécies humanas. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está nestas espécies humanas, e o ser imortal, brilhante, identificado com as espécies humanas no corpo. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
14: Este (cósmico) corpo é (como) mel para todos os seres, e todos os seres são (como) mel para este (cósmico) corpo. (O mesmo com) o ser brilhante imortal que está neste (cósmico) corpo, e o ser imortal, brilhante, que és este (individual) eu. (Estes quatro) não são senão este Eu. Este (Autoconhecimento) é (o meio da) imortalidade; esta (unidade básica) é Brahman; este (conhecimento de Brahman) é (o meio de tornar-se) tudo.
15: Este Eu, já mencionado, é o governante de todos os seres, e o rei de todos os seres. Assim como todas as traves estão fixadas na nave e a pina de uma roda de carruagem, assim estão todos os seres, todos os deuses, todos os mundos, todos os órgãos e todos estes (individualmente) eus fixados neste Eu.
16: Esta é aquela meditação nas coisas mutuamente úteis, que Dadhyac, versado no Atharva-Veda, ensinou ao Asvins. Percebendo isto, o Rishi (mantra) disse, “Oh, Asvins em forma humana, que terrível ato chamado Damsa que você cometeu por ganância, irei revelar como uma nuvem que chove – (como você aprendeu) a meditação sobre estas coisas mutuamente úteis que Dadhyac, versado no Atharva-Veda, ensinou a você através da cabeça de um cavalo.
17: Esta é aquela meditação nas coisas mutuamente úteis que Dadhyac, versado no Atharva Veda, ensinou ao Asvins. Percebendo isto, o Rishi disse, “Oh, Asvins, fixe uma cabeça de cavalo em (os ombros de) Dadhyac, versado no Atharva-Veda). Oh, tiranos, para manter sua palavra, ele lhe ensinou a (ritualística) meditação nas coisas mutuamente úteis relacionadas com o sol, bem como também o segredo (espiritual) da meditação neles.”
18: Esta é aquela meditação nas coisas mutuamente úteis que Dadhyac, versado no Atharva-Veda, ensinou ao Asvins. Percebendo isto, o Rishi disse, “Ele fez corpos com dois pés e corpos com quatro pés. Aquele supremo Ser, primeiramente, entrou no corpo como um pássaro (o corpo sutil).” Por conta de sua morada em todos os corpos, Ele é chamado de Purusha. Nada existe que não seja coberto por Ele, nada que não seja permeado por ele.
19: Esta é aquela meditação nas coisas mutuamente úteis que Dadhyac, versado no Atharva-Veda, ensinou o Asvins. Percebendo isto, o Rishi disse, “(Ele) transformou a Si mesmo de acordo com cada forma; aquelas Suas formas foi pelo motivo de fazê-Lo conhecido. O Senhor, por causa de Maya (noções sobrepostas pela ignorância), é percebido como múltiplo, pois para Ele estão atrelados dez órgãos, ou melhor, centenas deles. Ele é os órgãos; ele é dez e milhares – muitos e infinitos. Aquele Brahman é sem um anterior ou um posterior, sem um interior ou exterior. Este eu, o apreendedor de todas as coisas, é Brahman. Este é o instrutor.

CAPÍTULO VI

1: Agora, a linhagem de professores: Pautimasya (recebido) de Gaupavana. Gaupavana de outro Pautimasya. Este Pautimasya de outro Gaupavana. Este Gaupavana de Kausika. Kausika de Kaundinya, Kaundinya de Sandilya. Sandilya de Kausika e Gautama. Gautama –
2: De Agnivesya. Agnivesya de Sandilya e Anabhimlata. Anabhimlata de outro daquele nome. Ele de um terceiro Anabhimlata. Este Anabhimlata de Gautama. Gautama de Saitava e Pracinayogya. Aqueles de Parasarya. Parasarya de Bharadvaja. Ele de Bharadvaja e Gautama. Gautama de outro Bharadvaja. Ele de outro Parasarya. Parasarya de Baijavapayana. Ele de Kausikayani. Kausikayani 
3: De Ghrtakausika. Ghrtakausika de Parasaryayana. Ele de Parasarya. Parasarya de Jatukarnya. Jatukarnya de Asurayana and Yaska. Asurayana de Traivani. Traivani de Aupajandhani. Ele de Asuri. Asuri de Bharadvaja. Bharadvaja de Atreya. Atreya de Manti. Manti de Gautama. Gautama de outro Gautama. Ele de Vatsya. Vatsya de Sandilya. Sandilya de Kaisorya Kapya. Ele de Kumaraharita. Kumaraharita de Galava. Galava de Vidarbhi-kaundinya. Ele de Vatsanapat Babhrava. Ele de Pathin Saubhara. Ele de Ayasya Angirasa. Ele de Abhuti Tvastra. Ele de Visvarupa Tvastra. Ele do Asvins. Eles de Dadhyac Atharvana. Ele de Atharvan Daiva. Ele de Mrtyu Pradhvamsana. Ele de Pradhvamsana. Pradhvamsana de Ekarsi. Ekarsi de Viprachitti. Viprachitti de Vyasri. Vyasti de Sanaru. Sanaru de Sanatana. Sanatana de Sanaga. Sanaga de Paramesthin (Viraj). Ele de Brahman (Hiranyabarbha). Brahman é auto-nascido. Saudações a Brahman.

PARTE TRÊS


CAPÍTULO I

1: Om. Janaka, Imperador de Videha, realizou um sacrifício em que os presentes foram distribuídos gratuitamente. Eruditos Védicos de Kuru e Panchala estavam reunidos lá. O Imperador Janaka de Videha tinha um desejo para conhecer “Quem era o mais eruditos dos eruditos Védicos?” Ele tinha mil vacas confinadas em um curral, e nos chifres de cada vaca foram fixados dês Padas (de ouro).
2: Ele lhes disse, “Reverendos Brahmanas, deixe aquele que é o melhor erudito Védico, entre vocês, conduzir estas vacas (casa).” Nenhum dos Brahmanas ousou. Então, Yajnavalkya disse a um pupilo deles, “Querido Samasravas, por favor, conduza estas vacas (casa).” Ele as conduziu. Os Brahmanas ficaram enraivecidos. “Como ele ousa chamar-se o melhor erudito Védico entre nós?” Havia um Hotr do Imperador Janaka de Videha, chamado Asvala. Ele imediatamente perguntou a Yajnavalkya, “Yajnavalkya, você, de fato, é o melhor erudito Védico entre nós?” Yajnavalkya respondeu, “Eu me curvo para o melhor erudito Védico, eu só quero as vacas.” Então, o Hotr Asvala decidiu interrogá-lo.
3: “Yajnavalkya”, ele disse, “uma vez que tudo isto está ultrapassado pela morte e, seduzidos por ela, por que meios o sacrificador vai além das garras da morte?” “Através do órgão do discurso – por meio do fogo, que é o (verdadeiro) sacerdote chamado Hotr. O órgão do discurso do sacrificador é o Hotr. Este órgão do discurso é o fogo; este fogo é o Hotr; este (fogo) é a liberação; esta (liberação) é a emancipação.”
4: “Yajnavalkya”, ele disse, “uma vez que tudo isto está ultrapassado pelo e dia e pela noite e, seduzido por eles, por que meios o sacrificador vai além das garras do dia e da noite?” “Através do olho – por meio do sol, que é o (verdadeiro) sacerdote chamado Adhvaryu. O olho do sacrificador é o Adhvaryu. Este olho é o sol; este sol é o Adhvaryu; este (sol) é a liberação; esta (liberação) é a emancipação.”
5: “Yajnavalkya”, ele disse, “uma vez que tudo isto está ultrapassado pelas quinzenas claras e escuras e, seduzido por eles, por que meios o sacrificador vai além das garras das quinzenas claras e escuras?” “Através da força vital – por meio do ar, que é o (verdadeiro) sacerdote chamado Udgatir. A força vital do sacrificador é o Udgatir. Esta força vital é o ar; este ar é o Udgatir; este (ar) é a liberação; esta (liberação) é a emancipação.”
6: “Yajnavalkya”, ele disse, “Uma vez que o céu está, por assim dizer, sem um suporte, através do que o sacrificador se apoia para ir ao céu?”  “Através da mente – através da lua, que é o (verdadeiro) sacerdote chamado Brahman. A mente do sacrificador é o Brahman. Esta mente é a lua; a lua é o Brahman; esta (lua) é a liberação; esta (liberação) é a emancipação.” Até agora, sobre os métodos da emancipação; agora sobre as meditações baseadas na semelhança.
7: “Yajnavalkya”, ele disse, “Com quantos tipos de Rik o Hotr deverá fazer sua parte neste sacrifício ao dia?” “Com três espécies.” “Quais são esses três?” “Um preliminar, um do sacrifício, e os hinos elogiosos, como o terceiro.” “O que ele ganha por meio deles?” “Tudo isso que está vivendo.”
8: “Yajnavalkya”, ele disse, “Com quantos tipos de oblações o Adhvaryu deverá oferecer seu sacrifício ao dia?” “Três.” “Quais são esses três?” “Aqueles que se chama ao ser oferecido, aqueles que fazem um grande ruído, quando oferecidos, e aqueles que afundam ao serem oferecidos.” “O que ele ganha com eles?” “Por meio daqueles que se chama ao serem oferecidos, ele ganha o mundo dos deuses, pois este mundo brilha, por assim dizer. Por meio daqueles que fazem um grande ruído quando oferecidos, ele ganha o mundo dos Manes, pois este mundo é pleno de ruído. E, por meio daqueles que afundam ao serem oferecidos, ele ganha o mundo dos homens, pois este mundo é inferior.”
9: “Yajnavalkya”, ele disse, “Através de quantos deuses este Brahman, de direito, protege o sacrifício ao dia?” “Através de um..” “Qual é esse?” “A mente. A mente é, de fato, infinita, e infinitos são os Visvadevas. Através desta meditação ele ganha um mundo infinito.”
10: “Yajnavalkya”, ele disse, “Como muitas classes de hinos o Udgatir canta neste sacrifício ao dia?” “Três classes.” “Quais são estas três?” “Um preliminar, o sacrifício, e os hinos elogiosos, como o terceiro.” “Quais são aqueles que têm relação com o corpo?” “O Prana é o hino preliminar, o Apana é o hino do sacrifício, e o Vyana é o hino elogioso.” “O que ele ganha com eles?” “Através do hino preliminar, ele ganha a terra; através do hino do sacrifício, ele ganha o céu; e, através do hino elogioso, ele ganha o paraíso.” Então, o Hotr Asvala manteve-se em silêncio.

CAPÍTULO II

1: Em seguida, Artabhaga, da linhagem de Jaratkaru, perguntou-lhe, “Yajnavalkya”, ele disse, “Quantos são os Grahas, e quantos são os Atigrahas?” “Existem oito Grahas e oito Atigrahas.” “Quais são os oito Grahas e os oito Atigrahas?”
2: O Prana (nariz), de fato, é o Graha; ele é controlado pelo Atigraha, o Apana (odor), pois inala-se os odores através do Apana (o ar respirado).
3: O órgão do discurso, na verdade, é o Graha; ele é controlado pelo Atigraha, nome, pois profere-se os nomes através do órgão do discurso.
4: A língua, na verdade, é o Graha; ele é controlada pelo Atigraha, paladar, pois conhece-se os sabores através da língua.
5: O olho é, na verdade, o Graha; ele é controlado pelo Atigraha, cor, pois vêem-se as cores através do olho.
6: O ouvido é, na verdade, o Graha; ele é controlado pelo Atigraha, som, pois ouve-se sons através do ouvido.
7: A mente, na verdade, é o Graha; ele é controlado pelo Atigraha, desejo, pois deseja-se o desejo através da mente.
8: As mãos, de fato, é o Graha; ele é controlado pelo Atigraha, trabalho, pois trabalha-se através das mãos.
9: A pele é, na verdade, o Graha; ele é controlado pelo Atigraha, toque, pois sente-se o toque através da pele. Estes são os oito Grahas e os oito Atigrahas.
10: “Yajnavalkya”, ele disse, “Uma vez que tudo isso é o alimento da morte, quem é esse deus cujo alimento é a morte?” “O fogo é a morte; ele é o alimento a água. (Quem assim conhece) conquista mais além a morte.”
11: “Yajnavalkya”, ele disse, “Quando o (liberado) homem morre, seus órgãos sobem com ele, ou não?” “Não”, respondeu Yajnavalkya, “(Eles) se fundem nele, somente. O corpo incha, é inflado, e nesse estado é que se está morto.”
12: “Yajnavalkya”, ele disse, “Quando este homem morre, o que é que não o deixa?” “Nome. O nome, de fato, é infinito, e infinito são os Visvadevas. Ele (quem conhece assim), ganha, por esse meio, um mundo verdadeiramente infinito.”
13: “Yajnavalkya”, ele disse, “quando o órgão vocal de um homem que morre é fundido no fogo, o nariz no ar, os olhos no sol, a mente na lua, o ouvido nos quadrantes, o corpo na terra, o éter do coração no éter externo, o cabelo do corpo nas ervas, aquela cabeça nas árvores, e o sangue e as sementes são depositadas na água, onde está, então, o homem?” “Dê-me sua mão, querido Artabhaga, vamos decidir isso entre nós, não podemos fazê-lo em um lugar lotado.” Eles saíram e conversaram sobre isso. O que eles mencionaram foi somente trabalho, e o que eles elogiaram, foi somente trabalho. (Portanto), na verdade, torna-se bom através do bom trabalho, e mal através do mal trabalho. Então, Artabhaga, da linhagem de Jaratkaru, ficou em silêncio.

CAPÍTULO III

1: Então, Bhujyu, o neto de Lahya, perguntou-lhe, “Yajnavalkya”, ele disse, “nós viajamos em Madra como estudantes, e viemos para a casa de Patanchala, da linhagem de Kapi. Sua filha estava possuída por um Gandharva. Nós perguntamos a ele, ‘Quem é você?’ Ele disse, ‘Eu sou Sudhanvan, da linhagem dos Angiras’. Quando nós perguntamos a ele sobre os limites do mundo, nós dissemos a ele, ‘Onde estavam os descendentes de Parikshit?’ E eu lhe pergunto, Yajnavalkya, onde estavam os descendentes de Parikshit? (Diga-me) onde estavam os descendentes de Parikshit?”
2: Yajnavalkya disse, “O Gandharva, evidentemente, lhe disse que eles foram onde os executores do cavalo do sacrifício foram. E onde é que os executores do cavala do sacrifício foram? Trinta e duas vezes o espaço coberto pela carruagem do sol em um dia faz este mundo; em torno dele, cobrindo duas vezes a área, está a terra; em torno da terra, cobrindo duas vezes a área, está o oceano. Agora, assim como é o fio de uma navalha, ou a asa de uma mosca, assim lá está somente aquela maior abertura na junção (das duas metades da concha cósmica). (Através daquilo eles saem). Fogo, na forma de um falcão, entregou para o ar; o ar, colocando-os em si mesmo, levou-os onde os (anteriores) executores do cavalo do sacrifício estavam.” Assim Gandharva fez o louvor ao ar. Por tanto, o ar é a diversidade dos indivíduos, o ar é o agregado. Quem conhece isto, como tal, conquista além da morte. Então, Bhujyu, o neto de Lahya, ficou em silêncio.

CAPÍTULO IV

1: Em seguida, Usata, o filho de Chakra, perguntou a ele, “Yajnavalkya”, ele disse, “explique-me o Brahman que é imediato e direto – o eu que está dentro de tudo.” “Este é o seu eu que está dentro de todos.” “O que está dentro de todos, Yajnavalkya?” “Aquele que respira através do Prana é o seu eu que está em tudo. Aquele que se move para baixo através do Apana, é o seu eu que está em tudo. Aquele que permeia através de Vyana, é o seu eu que está em tudo. Aquele que sai através de Udana, é o seu eu que está em tudo. Este é o seu eu que está em tudo.”
2: Usata, o filho de Chakra, disse, “Você tem indicado como se pode dizer que uma vaca é tal e tal, ou um cavala é tal e tal. Explique-me o Brahman que é imediato e direto – o eu que está em todos.” “Este é o seu eu que está em todos.”           “O que está dentro de todos, Yajnavalkya?” “Você não pode ver o que é o testemunho da visão; você não pode ouvir o que é o ouvinte da audição; você não pode pensar o que é o pensador do pensamento. Este é o seu eu que está dentro de todos; todo o resto é, senão, perecível.” Por conseguinte, Usata, o filho de Chakra, permaneceu em silêncio.

CAPÍTULO V

1: Em seguida, Kahola, o filho de Kusitaka, perguntou a ele, “Yajnavalkya”, ele disse, “explique para mim o Brahman que é imediato e direto – o eu que está em tudo.” “Este é seu eu que está dentro de todos.”. “O que é que está em tudo, Yajnavalkya?” “Aquilo que transcende a fome e a sede, a dor, a ilusão, a decadência e a morte. Conhecendo muito bem isto, o Eu dos Brahmanas renunciam ao desejo de filhos, de riqueza e destes mundos, e conduzem-se na vida de um mendigo. O que é o desejo de filhos é o desejo de riqueza, e o que é o desejo de riqueza, é o desejo dos mundos, pois ambos são, senão, desejos. Portanto, o conhecedor de Brahman, tendo conhecido tudo sobre o saber, deve tentar viver por sobre aquela força que vem do conhecimento; tendo conhecido tudo sobre essa força e o saber, ele se torna meditativo; tendo conhecido tudo sobre ambos, estado meditativo e seus opostos, ele se torna um conhecedor de Brahman. Como é que o conhecedor se comporta? Seja como for, ele pode se comportar, ele é somente este. Exceto este, tudo o mais é perecível.” Então, Kahola, o filho de Kusitaka, ficou em silêncio.

CAPÍTULO VI

1: Em seguida, Gargi, a filha de Vacaknu, perguntou a ele, “Yajnavalkya”, ela disse, “se tudo está permeado pela água, pelo que a água é permeada?” “Pelo ar, Oh, Gargi.” “Pelo que o ar é permeado?” “Pelo céu, Oh, Gargi.” “Pelo que o céu é permeado?” “Pelo mundo dos Gandharvas, Oh, Gargi.” “Pelo que o mundo dos Gandharvas é permeado?” “Pelo sol, Oh, Gargi.” “Pelo que o sol é permeado?” “Pela lua, Oh, Gargi.” “Pelo que a lua é permeada?” “Pelas estrelas, Oh, Gargi.” “Pelo o que as estrelas são permeadas?” “Pelo mundo dos deuses, Oh, Gargi.” “Pelo que o mundo dos deuses é permeado?” “Pelo mundo de Indra, Oh, Gargi.” Pelo que o mundo de Indra é permeado?” “Pelo mundo de Viraj, Oh, Gargi.” “Pelo que o mundo de Viraj é permeado?” “Pelo mundo de Hiranyagarbha, Oh, Gargi.” Pelo que o mundo de Hiranyagarbha é permeado? Ele disse, “Oh, Gargi, não empurre suas perguntas longe demais, para que sua cabeça não caia. Você está questionando sobre uma divindade que não deve ser fundamentada. Oh, Gargi, não empurre as suas perguntas longe demais.” Então, Gargi, a filha de Vacaknu, ficou em silêncio.

CAPÍTULO VII

1: Em seguida, Uddalaka, o filho de Aruna, perguntou a ele, “Yajnavalkya”, disse, “no Madra nós vivemos na casa de Patanchala Kapya (descendente de Kapi), estudando as escrituras em sacrifícios. Sua esposa estava possuída por um Gandharva. Nós perguntamos a ele quem ele era. Ele disse, ‘Kabandha, o filho de Atharvan.’ Ele disse a Patanchala Kapya e aqueles que estudaram as escrituras e sacrifícios, ‘Hapya, você conhece aquele Sutra, através do qual esta vida, a próxima vida e todos os seres são mantidos juntos?’ Patanchala Kapya disse, ‘E não conheço isto, senhor.’ O Gandharva disse para ele e para os estudantes, ‘Kapya, você conhece aquele Governante Interno que controla esta e a próxima vida, e todos os seres a partir de dentro?’ Patanchala Kapya disse, ‘Eu não O conheço, senhor.’ O Gandharva disse para ele e para os estudantes, ‘Quem conhece este Sutra e aquele Governante Interno, como acima, de fato, conhece Brahman, conhece os mundos, conhece os deuses, conhece os Vedas, conhece os seres, conhece o eu, e conhece todas as coisas.’ Ele explicou isto para todos eles. Eu o conheço. Se você, Yajnavalkya, não conhece Aquele Sutra e aquela Regra Interna, e ainda assim retira as vacas que só pertencem aos conhecedores de Brahman, sua cabeça deve cair. ‘Eu conheço, Oh, Gautama, aquele Sutra e aquele Governante Interno.’ ‘Qualquer um pode dizer, ‘Eu conheço, eu conheço.’ Diga-nos, o que você conhece.”
2: Ele disse, “Vayu, Oh, Gautama, é aquele Sutra. Através deste Sutra, ou este Vayu, e a próxima vida e todos os seres são mantidos juntos. Portanto, Oh, Gautama, quando um homem morre, eles dizem que seus membros foram soltos, pois eles eram mantidos juntos, Oh, Gautama, pelo Sutra, ou Vayu.” “Muito Bem, Yajnavalkya. Muito bem, Yajnavalkya. Agora, descreva o Governante Interno.
3: “Aquele que habita a terra, embora esteja dentro dela, a quem a terra não conhece, cujo corpo é a terra, e que controla a terra de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
4: “Aquele que habita a água, embora esteja dentro dela, a quem a água não conhece, cujo corpo é a água, e que controla a água de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
5: “Aquele que habita o fogo, embora esteja dentro dele, a quem o fogo não conhece, cujo corpo é o fogo, e que controla o fogo de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
6: “Aquele que habita o céu, embora esteja dentro dele, a quem o céu não conhece, cujo corpo é o céu, e que controla o céu de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
7: “Aquele que habita o ar, embora esteja dentro dele, a quem o ar não conhece, cujo corpo é o ar, e que controla o ar de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
8: “Aquele que habita o paraíso, embora esteja dentro dele, a quem o paraíso não conhece, cujo corpo é o paraíso, e que controla o paraíso de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
9: “Aquele que habita o sol, embora esteja dentro dele, a quem o sol não conhece, cujo corpo é o sol, e que controla o sol de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
10: “Aquele que habita os quadrantes, embora esteja dentro dele, a quem os quadrantes não conhecem, cujo corpo é os quadrantes, e que controla os quadrantes de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
1: “Aquele que habita a lua e as estrelas, embora esteja dentro delas, a quem o a lua e as estrelas não conhecem, cujo corpo é a lua e as estrelas, e que controla a lua e as estrelas de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
12: “Aquele que habita o éter, embora esteja dentro dele, a quem o éter não conhece, cujo corpo é o éter, e que controla o éter de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
13: “Aquele que habita a escuridão, embora esteja dentro dele, a quem a escuridão não conhece, cujo corpo é a escuridão, e que controla a escuridão de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
14: Aquele que habita a luz, embora esteja dentro dela, a quem a luz não conhece, cujo corpo é a luz, e que controla a luz de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal. Isso também com referência aos deuses. Agora com referência aos seres.”
15: “Aquele que habita em todos os seres, embora esteja dentro deles, a quem os seres não conhece, cujo corpo é todos os seres, e que controla todos os seres de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal. Isso com referência aos seres. Agora, com referência ao corpo.”
16: “Aquele que habita o nariz, embora esteja dentro dele, a quem o nariz não conhece, cujo corpo é o nariz, e que controla o nariz de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
17: Aquele que habita o órgão do discurso, embora esteja dentro dele, a quem o órgão do discurso não conhece, cujo corpo é o órgão do discurso, e que controla o órgão do discurso de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
18: “Aquele que habita o olho, embora esteja dentro dele, a quem o olho não conhece, cujo corpo é o olho, e que controla o olho de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
19: Aquele que habita o ouvido, embora esteja dentro dele, a quem o ouvido não conhece, cujo corpo é o ouvido, e que controla o ouvido de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
20: “Aquele que habita a mente (Manas), embora esteja dentro dela, a quem a mente não conhece, cujo corpo é a mente, e que controla a mente de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
21: “Aquele que habita a pele, embora esteja dentro dela, a quem a pele não conhece, cujo corpo é a pele, e que controla a pele de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
22: “Aquele que habita o intelecto, embora esteja dentro dele, a quem o intelecto não conhece, cujo corpo é o intelecto, e que controla o intelecto de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal.”
23: “Aquele que habita o órgão da procriação, embora esteja dentro dele, a quem o órgão da procriação não conhece, cujo corpo é o órgão da procriação, e que controla o órgão da procriação de dentro, é o Governante Interno, seu próprio ser imortal. Ele nunca é visto, mas é a Testemunha; Ele nunca é ouvido, mas é o Ouvinte; Ele nunca é pensado, mas é o Pensador; Ele nunca é conhecido, mas é o Conhecedor. Não existe outra testemunha Nele, nem outro ouvinte Nele, nem outro pensador Nele, nem outro Conhecedor nele. Ele é o Governante Interno, seu próprio eu imortal. Tudo o mais é, senão, mortal.” Então, Uddalaka, o filho de Aruna, ficou em silêncio.

CAPÍTULO VIII

1: Em seguida, a filha de Vachaknu disse, “Reveredos Brahmanas, faço-lhes duas perguntas. Se ele responder-me estas, nenhum de vocês poderá vencê-lo na descrição de Brahman.” “Peça, Oh, Gargi.”
2: Ela disse, “Eu (perguntarei) a você (duas perguntas). Como um homem de Banaras, ou o Rei de Videha, descendente de uma dinastia militar, pode amarrar seu arco frouxo e parecer esticado, transportando em suas mãos dois bambus com pontas muito dolorosas para o inimigo, ainda assim, Oh, Yajnavalkya, eu te confronto com duas perguntas. Responda-me aquelas.” “Peça, Oh, Gargi.”
3: Ela disse, “Pelo que, Oh, Yajnavalkya, é permeado aquele que está acima, no céu, e aquele que está abaixo, na terra, o qual é este paraíso e esta terra, bem como entre eles, e no qual eles dizem que foi, é e será?”
4: Ele disse, “Aquele, Oh, Gargi, que está acima, no céu, e abaixo, na terra, o qual é este paraíso e esta terra, bem como entre eles, e que eles dizem que foi, é e será, é permeado pelo éter Imanifesto.”
5: Ela disse, “Eu me curvo a você, Yajnavalkya, que responde plenamente esta minha questão. Agora, esteja pronto para outra questão.” “Peça, Oh, Gargi.”
6: Ela disse, “Pelo que, Oh, Yajnavalkya, é permeado aquele que está acima do paraíso e abaixo da terra, o qual é este paraíso e esta terra, bem como entre eles, e que eles dizem que foi, é e será?”
7: Ele disse, “Aquele, Oh, Gargi, que está acima, no paraíso, e abaixo, na terra, o qual é este paraíso e esta terra, bem como entre eles, e que eles dizem que foi, é e será, é permeado sozinho pelo éter Imanifesto.” “Pelo que o éter Imanifesto é permeado?”
8: Ele disse: “Oh, Gargi”, o conhecedor de Brahman disse, “este Imutável (Brahman) é aquele. Não é nem bruto, nem minuto, nem pequeno, nem longo, nem vermelho, nem oleoso, nem sombra, nem trevas, nem ar, nem éter, independente, nem sabor, nem odor, sem olhos ou ouvidos, sem o órgão vocal ou a mente, não luminoso, sem a força vital ou a boca, nem uma medida, e sem interior ou exterior. Ele não come nada, nem é comido por ninguém.
9: Sob o governo poderoso deste Imutável, Oh, Gargi, o sol e a lua são mantidos em suas posições; sob o governo poderoso deste Imutável, Oh, Gargi, o paraíso e a terra são mantidos nestas posições; sob o governo poderoso deste Imutável, Oh, Gargi, os momentos, Muhurtas, dias e noites, quinzenas, meses, estações e anos, são mantidos em seus respectivos locais; sob o governo poderoso deste Imutável, Oh, Gargi, alguns rios fluem para o leste das Montanhas Brancas, outros, fluindo para o oeste, continuam naquela direção e, ainda outros, mantêm seus respectivos cursos; sob o governo poderoso deste Imutável, Oh, Gargi, os homens louvam aqueles que doam, os deuses contam no sacrifício, e os manes, ou independentes, oferecendo (Darvihoma).”
10: “Aquele, Oh, Gargi, que neste mundo, sem conhecer este Imutável, oferece oblações no fogo, realiza sacrifícios e austeridades, mesmo por muitos milhares de anos, encontra todos esses atos, senão perecíveis; Aquele, Oh, Gargi, que sai deste mundo sem conhecer este Imutável, é miserável. Mas aquele, Oh, Gargi, que sai deste mundo, 1 depois de conhecer este Imutável, é um conhecedor de Brahman.
11: Este Imutável, Oh, Gargi, nunca é visto, mas é a Testemunha; Ele nunca é ouvido, mas é o Ouvinte; Ele nunca é pensado, mas é o Pensador; Ele nunca é conhecido, mas é o Conhecedor. Não existe outro conhecedor senão Este; nenhum outro ouvinte, senão Este; nenhum outro pensador, senão Este; nenhum outro conhecedor, senão Este. Pois este Imutável, Oh, Gargi, é o (Imanifesto) éter permeado.
12: Ela disse, “Reverendos Brahmanas, vocês devem considerar-se afortunados, se puderem dar a ele saudações. Jamais algum de vocês o vencerá na descrição de Brahman.” Então, a filha de Vachaknu, ficou em silêncio.

CAPÍTULO IX

1: Quando Vidagdha, o filho de Sakala, perguntou a ele, “Quantos deuses existem, Yajnavalkya?” Yajnavalkya decidiu-o através deste (grupo de Mantras conhecidos como) Nivid (dizendo), “Assim como muitos estão indicados no Nivid dos Visvadevas – trezentos e três, e trezentos e três mil.” “Muito bem”, disse Sakalya, “quantos deuses exatamente existem, Yajnavalkya?” “Trinta e três.” “Muito bem”, disse outro, “quantos deuses exatamente existem, Yajnavalkya?” “Seis.” “Muito bem.” Disse Sakalya, “quanto deuses exatamente existem, Yajnavalkya?” “Três.” “Muito bem”, disse outro, “quanto deuses exatamente existem, Yajnavalkya?” “Dois.” “Muito bem.” Disse Sakalya, “quantos deuses exatamente existem, Yajnavalkya?” “Um e meio.” “Muito bem.” Disse Sakalya, “quantos deuses exatamente existem, Yajnavalkya?” “Um.” “Muito bem.” Disse Sakalya, “quais são aqueles trezentos e três e três mil e três?
2: Yajnavalkya disse, “estes são apenas as manifestações dele, mas existe apenas trinta e três deuses.” “Quais são os trinta e três?” “Os oito Vasus, os onze Rudras e os doze Adityas – estes são trinta e um, Indra e Prajapati fazem o trinta e três.

(Os Vasus são deuses elementares, que representam a natureza, e são referidos de duas formas distintas, uma forma nos Upanishads Brihadaranyaka e, a outra, no Mahabharata. A primeira forma aqui descrita é a dos Upanishads: Agni/Anala/fogo; Prithvi/ Dhara/ Terra; Vayu/Anila/vento; Antariksha/Aha/ Atmosfera; Aditya/ Pratyusha/Eterno; Dyaus/Prabhasa/Céu; Chandramas/Soma/ Lua; Nakstrani/ Dhruva/ Estrelas.)
(Os Adityas são doze, são um grupo de deidades solares, filhos de Aditi e Kasyapa: Ansa, Aryman, Bhaga, Daksha, Dhatri, Indra, Mitra, Ravi, Savita, Surya, Varuna (é o chefe) e Yama)

3: “Quais são os Vasus?” “Fogo, a terra, o ar, o céu, o sol, o paraíso, a lua e as estrelas – estes são os Vasus, pois nestes tudo isso é colocado, portanto, eles são chamados Vasus.”
4: “Quais são os Rudras?” “Os dez órgãos no corpo humano, com a mente como a décima primeira. Quando eles saem deste corpo mortal, eles fazem (parentes de alguém) chorar. Porque fazem, então, eles chorarem, por isso são chamados Rudras.”
5: “Quais são os Adityas?” “Os doze meses (são partes) de um ano; estes são os Adityas, pois eles vão tomando tudo isso como deles. Porque eles vão tomando tudo isso como deles, por isso eles são chamados Adityas.”
6: “Qual é Indra, e qual é Prajapati?” “A nuvem, em si, é Indra; e o sacrifício é Prajapati.” “Qual é a nuvem?” “Trovão (força).” “Qual é o sacrifício?” “Animais.”
7: “Quais são os seis (deuses)?” “Fogo, terra, ar, o céu, o sol e o paraíso – estes são os seis. Porque todos estes (deuses) são (compostos em) estes seis.”
8: “Quais são os três deuses?” “Estes três mundos, somente, porque nisto tudo estes deuses são compostos.” “Quais são os dois deuses?” “Matéria e força vital.” “Qual é o um e meio deus?” “Este (ar) que assopra.”
9: Relativamente a isto dizem alguns, “Desde que os golpes do ar como uma substância, como ele pode ser um e meio?” “Ele é um e meio porque através de sua presença todos estes atingem a glória transcendente.” “Qual é um deus?” “A força vital (Hiranyagarbha); ele é Brahman, que é chamado Tyat (Aquele).”
10: “Quem conhece este ser, cuja morada é a terra, cujo instrumento de visão é o fogo, cuja luz é o Manas, e quem é o último recurso de todo o corpo e dos órgãos, conhece a verdade, Oh, Yajnavalkya.” “Eu conheço este ser de quem você fala – que é o último recurso de todo e corpo e órgãos. Ele é o próprio ser que está identificado com o corpo. Vá em frente, Sakalya.” “Quem é a sua divindade (causa)?” “Néctar (quilo), ele disse.”
11: “Quem conhece este ser, cuja morada é a luxúria, cujo instrumento da visão é o intelecto, cuja luz é o Manas, e quem é o último recurso de todo o corpo e dos órgãos, conhece a verdade, Oh, Yajnavalkya.” “Eu conheço este ser de quem você fala – que é o último recurso de todo e corpo e órgãos. Ele é o próprio ser que está identificado com a luxúria. Vá em frente, Sakalya.” “Quem é a sua divindade?” “Mulheres”, ele disse.
12: “Quem conhece este ser, cuja morada são as cores, cujo instrumento da visão é o olho, cuja luz é o Manas, e quem é o último recurso de todo o corpo e dos órgãos, conhece a verdade, Oh, Yajnavalkya.” “Eu conheço este ser de quem você fala – que é o último recurso de todo e corpo e órgãos. Ele é o próprio ser que está identificado com o sol. Vá em frente, Sakalya.” “Quem é a sua divindade?” “Verdade (o olho)”, ele disse.
13: “Quem conhece este ser, cuja morada é o éter, cujo instrumento da visão é o ouvido, cuja luz é o Manas, e quem é o último recurso de todo o corpo e dos órgãos, conhece a verdade, Oh, Yajnavalkya.” “Eu conheço este ser de quem você fala – que é o último recurso de todo e corpo e órgãos. Ele é o próprio ser que está identificado com o ouvido e com o tempo de ouvir. Vá em frente, Sakalya.” “Quem é a sua divindade?” “Os quadrantes”, ele disse.
14: “Quem conhece este ser, cuja morada é a escuridão, cujo instrumento da visão é o intelecto, cuja luz é o Manas, e quem é o último recurso de todo o corpo e dos órgãos, conhece a verdade, Oh, Yajnavalkya.” “Eu conheço este ser de quem você fala – que é o último recurso de todo e corpo e órgãos. Ele é o próprio ser que está identificado com a sombra (ignorância). Vá em frente, Sakalya.” “Quem é a sua divindade?” “Morte”, ele disse.
15: “Quem conhece este ser, cuja morada é a (particular) cor, cujo instrumento da visão é o olho, cuja luz é o Manas, e quem é o último recurso de todo o corpo e dos órgãos, conhece a verdade, Oh, Yajnavalkya.” “Eu conheço este ser de quem você fala – que é o último recurso de todo e corpo e órgãos. Ele é o próprio ser que está em um espelho. Vá em frente, Sakalya.” “Quem é a sua divindade?” “a força vital”, ele disse.
16: “Quem conhece este ser, cuja morada é a água, cujo instrumento da visão é o intelecto, cuja luz é o Manas, e quem é o último recurso de todo o corpo e dos órgãos, conhece a verdade, Oh, Yajnavalkya.” “Eu conheço este ser de quem você fala – que é o último recurso de todo e corpo e órgãos. Ele é o próprio ser que está na água. Vá em frente, Sakalya.” “Quem é a sua divindade?” “Varuna (chuva)”, ele disse.
17: “Quem conhece este ser, cuja morada é a semente, cujo instrumento da visão é o intelecto, cuja luz é o Manas, e quem é o último recurso de todo o corpo e dos órgãos, conhece a verdade, Oh, Yajnavalkya.” “Eu conheço este ser de quem você fala – que é o último recurso de todo e corpo e órgãos. Ele é o próprio ser que está identificado com o filho. Vá em frente, Sakalya.” “Quem é a sua divindade?” “Prajapati (o pai)”, ele disse.
18: “Sakalya”, disse Yajnavalkya, “compreender esses estudos Védicos preparou você para queimar carvões?”
19: “Yajnavalkya”, disse Sakalya, “é porque você conhece Brahman que você tem, assim, violado esses ensinamentos Védicos do Kuru e do Panchala?” “Eu conheço os quadrantes com suas deidades e seus suportes.” “Se você conhece os quadrantes com suas deidades e seus suportes –
20: “Qual a deidade que está identificada com o Leste?” “Com a deidade, o sol.” “Em que faz o sol descansar?” “No olho.” “Em que faz o olho descansar?” “Nas cores, pois se vê cores com o olho.” “Em que faz a cor descansar?” “No coração (mente)”, disse Yajnavalkya, “pois se conhece a cor através do coração; é no coração que aquela cor descansa.” “É apenas assim, Yajnavalkya.”
21: “Qual a deidade que está identificada com o Sul?” “Com a deidade, o Yama (o deus da justiça)”. “Em que faz Yama repousar?” “No sacrifício”. “Em que faz o sacrifício descansar?” “Na remuneração (dos sacerdotes)”. “Em que faz a remuneração descansar?” “Na fé, porque sempre que um homem tem fé, ele remunera aos sacerdotes; portanto, a remuneração repousa na fé”. “Em que faz a fé repousar?” “No coração”, disse Yajnavalkya, “pois se conhece a fé através do coração; portanto, é no coração que aquela fé descansa”. “É somente assim, Yajnavalkya”.
22: “Qual a deidade que está identificada com o Oeste?” “Com a deidade, o Varuna (o deus da chuva)”. “Em que faz Varuna repousar?” “Na água”. “Em que faz a água descansar?” “Na semente”. “Em que faz a semente descansar?” “No coração. Por isso dizem que um filho recém-nascido se assemelha a (seu pai), que ele saltou do coração de (seu pai), como se ele fosse – aquele que tem sido feito do coração (do seu pai). Portanto, é no coração que a semente repousa.” “É somente assim, Yajnavalkya”.
23: “Qual a deidade que está identificada com o Norte?” “Com a deidade, o Soma (a lua e os rastros)”. “Em que faz Soma repousar?” “Na iniciação”. “Em que faz a iniciação descansar?” “Na verdade. Por isso dizem que um iniciado ‘Fala a Verdade’; pois ele está na verdade em que a iniciação repousa.” “Em que faz a verdade descansar?” “No coração”, disse Yajnavalkya, “pois conhece-se a verdade através do coração; portanto, é no coração que a verdade repousa.” “É somente assim, Yajnavalkya”.
24: “Qual a deidade está identificada com a direção fixada (acima)?” “Com a deidade, o fogo”. “Em que faz o fogo descansar?” “No discurso”. “Em que faz o discurso descansar?” “No coração”. “Em que faz o coração descansar?”
25: “O espírito”, disse Yajnavalkya, “quando você acha que o coração está em outro lugar do que em nós, (então o corpo está morto). Deve estar em outro lugar do que em nós, os cães comem este corpo, ou os pássaros o rasga em pedaços.”
26: “Em que faz o corpo e o coração descansarem?” “No Prana”. “Em que faz o prana descansar?” “No Apana”. “Em que faz o Apana descansar?” “Em Vyana”. “Em que faz Vyana descansar?” “Em Udana”. “Em que faz o fogo descansar?” “Em Samana”. Este eu é Aquele que tem sido descrito como ‘Não este, não este’. Ele é imperceptível, pois Ele nunca é percebido; não decaído, pois Ele nunca decai; independente, pois Ele nunca depende; irrestrito – Ele nunca sente dor, e nunca sofre ferimento. “Aqueles são as oito moradas, os oito instrumentos da visão, as oito deidades e os oito seres. Eu pergunto a você de que Ser, que é conhecido somente dos upanishads, que definitivamente projeta estes seres e os retira de Si mesmo, e que é, ao mesmo tempo, transcendente. Se você não puder claramente dizer-me Dele, sua cabeça deve cair”. Sakalya não O conheceu; sua cabeça caiu; e ladrões arrebentaram-lhe os ossos, confundindo os por qualquer coisa.
27: Em seguida ele disse, “Reverendos Brahmanas, qualquer um dentre vocês, desejando me interrogar, ou todos vocês, podem fazer. Ou eu questiono qualquer dentre vocês deseja, ou todos vocês.” Os Brahmanas não ousaram.
28(1): Ele perguntou a eles através destes versos: Como uma árvore de grande porte, assim certamente é um homem. (Esta é) verdade. Seus cabelos são suas folhas, sua pele é a casaca externa.
28(2): De sua pele aquele sangue flui, e da seiva da casca. Portanto, quando um homem está ferido, o sangue flui, como a seiva de uma árvore é ferida.
28(3): Sua carne é a sua entrecasca, e seus tendões sua camada mais interna da casca; ambos são resistentes. Seus ossos estão abaixo, assim como a sua madeita; sua medula óssea é comparada ao seu âmago.
28(4): Se uma árvore, depois de cortada, nasce novamente de sua raiz em uma nova forma, de que raiz, de fato, um homem nasce depois que ele é cortado pela morte?
28(5): Não diga, ‘Da semente’. (Pois) que é produzido em um homem vivo. Uma árvore nasce também da semente; depois de morta, ela certamente nasce novamente (a partir da semente também).
28(6): Se alguém arranca uma árvore por suas raízes, ela não mais produz. De que raiz um homem nasce depois que ele é cortado pela morte?
28(7): Se você pensa que ele é sempre nascido, eu digo, não, ele nasce novamente. Agora, quem deve novamente trazê-lo? – Conhecimento, Bem-aventurança, Brahman, o supremo objetivo do distribuidor de riqueza, bem como dele, quem tem se realizado em Brahman e vive Nele.

PARTE QUATRO

CAPÍTULO I


1: Om. Janaka, Imperador de Videha, tomou seu assento, quando Yajnavalkya veio. Janaka disse a ele, “Yajnavalkya, o que trouxe você aqui? Para ter alguns animais, ou para ouvir algumas questões sutis perguntadas?” “Ambos, Oh, Imperador”, disse Yajnavalkya.
2: “Deixe-me ouvir o que qualquer um de seus professores pode ter dito a você”. “Jitvan, o filho de Silina, tem me dito que o órgão do discurso (fogo) é Brahman”. “Assim como alguém que tem uma mãe, um pai e um professor deveriam dizer, assim tem o filho de Silina dito isto – que o órgão do discurso é Brahman, pois o que pode uma pessoa ter quando não pode falar?” “Mas ele lhe informou sobre a sua morada (corpo) e seu suporte?” “Não, ele não fez”. “Este Brahman é somente uma única base, Oh, Imperador”. “Então, diga-nos, Yajnavalkya”. “O órgão do discurso é sua morada, e o éter (o Indiferenciado) é seu suporte”. “Ele deve ser meditado como inteligência”. “O que é a inteligência, Yajnavalkya?” “O próprio órgão do discurso, Oh, Imperador”, disse Yajnavalkya, “através do órgão do discurso, Oh, Imperador, o amigo é conhecido; o Rig Veda, Yajur-Veda, Sama-Veda, Atharvangirasa, história (Védica), mitologia, artes, Upanishads, versos, aforismos, elucidações e explanações, (os efeitos dos) sacrifícios, (do) oferecimento de oblações no fogo e (da) doação de comida e bebida, este mundo e o próximo, e todos os seres são conhecidos somente através do órgão do discurso, Oh, Imperador. O órgão do discurso, Oh, Imperador, é o supremo Brahman. O órgão do discurso nunca deixa quem, conhecendo assim, medita sobre ele, todos os seres, ansiosamente, chegam a ele, e sendo um deus, ele alcança os deuses”. “Dou-lhe mil vacas com um touro, bem como um elefante”, disse o Imperador Janaka. Yajnavalkya respondeu, “Meu pai era da opinião de que não se deve aceitar (riqueza) de um discípulo sem instruí-lo completamente”.
3: “Deixe-me ouvir o que qualquer um possa ter lhe dito”. “Udanka, o filho de Sulba, tem me dito que a força vital (Vayu) é Brahman”. “Assim como alguém que tem uma mãe, um pai e um professor deveriam dizer, assim tem o filho de Sulba dito isto – que a força vital é Brahman, pois o que pode uma pessoa ter quando não vive?” “ Mas ele lhe informou sobre a sua morada (corpo) e seu suporte?” “Não, ele não fez”. “Este Brahman é somente uma única base, Oh, Imperador”. “Então, diga-nos, Yajnavalkya”. “A força vital é sua morada, e o éter (o Indiferenciado) é seu suporte”. “Ele deve ser meditado como estimado”. “O que é estimado, Yajnavalkya?” “A própria força vital, Oh, Imperador”, disse Yajnavalkya; “por causa da força vital, Oh, Imperador, um homem realize sacrifícios para aquele a quem eles não deveriam realizar, e aceitam presentes de quem eles não deveriam aceitar, e é por causa da força vital, Oh, Imperador, que se corre risco da própria vida em qualquer canto que se possa ir. A força vital, Oh, Imperador, é o Supremo Brahman. A força vital nunca deixa quem, conhecendo assim, medita nele, todos os seres, ansiosamente, vão a ele, e sendo um deus, ele alcança os deuses”. “Dou-lhe mil vacas com um touro, bem como um elefante”, disse o Imperador Janaka. Yajnavalkya respondeu, “Meu pai era da opinião de que não se deve aceitar (riqueza) de um discípulo sem instruí-lo completamente”.
4: “Deixe-me ouvir o que qualquer um possa ter lhe dito”. “Barku, o filho de Vrsna, tem me dito que olho (sol) é Brahman”. “Assim como alguém que tem uma mãe, um pai e um professor deveriam dizer, assim tem o filho de Vrsna dito isto – que o olho é Brahman, pois o que pode uma pessoa ter quando não pode ver?” “Mas ele lhe informou sobre a sua morada (corpo) e seu suporte?” “Não, ele não fez”. “Este Brahman é somente uma única base, Oh, Imperador”. “Então, diga-nos, Yajnavalkya”. “O olho é sua morada, e o éter (o Indiferenciado) é seu suporte”. “Ele deve ser meditado como verdade”. “O que é verdade, Yajnavalkya?” “O próprio olho, Oh, Imperador”, disse Yajnavalkya; “se uma pessoa, Oh, Imperador, diz para que tem visto com seus olhos, “Tem visto?”e o segundo responde, “Sim, tenho”, então isto é verdade. O olho, Oh, Imperador, é o Supremo Brahma. O olho nunca deixa quem, conhecendo assim, medita nele; todos os seres, ansiosamente, vão a ele, e sendo um deus, ele alcança os deuses”. “Dou-lhe mil vacas com um touro, bem como um elefante”, disse o Imperador Janaka. Yajnavalkya respondeu, “Meu pai era da opinião de que não se deve aceitar (riqueza) de um discípulo sem instruí-lo completamente”.
5: “Deixe-me ouvir o que qualquer um possa ter lhe dito”. “Gardabhivipita, da linhagem de Bharadvaja, tem me dito que ouvido (quadrante) é Brahman”. “Assim como alguém que tem uma mãe, um pai e um professor deveriam dizer, assim tem o descendente de Bharadvaja dito isto – que o ouvido é Brahman, pois o que pode uma pessoa ter quando não pode ouvir?” “Mas ele lhe informou sobre a sua morada (corpo) e seu suporte?” “Não, ele não fez”. “Este Brahman é somente uma única base, Oh, Imperador”. “Então, diga-nos, Yajnavalkya”. “O ouvido é sua morada, e o éter (o Indiferenciado) é seu suporte”. “Ele deve ser meditado como infinito”. “O que é infinito, Yajnavalkya?” “O própria ouvido, Oh, Imperador”, disse Yajnavalkya; “pois, Oh, Imperador, para qualquer direção que se possa ir, nunca se chega ao seu fim. (Por isso, os quadrantes são infinitos. Os quadrantes, Oh, Imperador, são o ouvido, e o ouvido, Oh, Imperador, é o Supremo Brahma. O ouvido nunca deixa quem, conhecendo assim, medita nele; todos os seres, ansiosamente, vão a ele, e sendo um deus, ele alcança os deuses”. “Dou-lhe mil vacas com um touro, bem como um elefante”, disse o Imperador Janaka. Yajnavalkya respondeu, “Meu pai era da opinião de que não se deve aceitar (riqueza) de um discípulo sem instruí-lo completamente”.
6: “Deixe-me ouvir o que qualquer um possa ter lhe dito”. “Satyakama, o filho de Jabala, tem me dito que o Manas (aqui, a lua) é Brahman”. “Assim como alguém que tem uma mãe, um pai e um professor deveriam dizer, assim o filho de Jabala dito isto – que o Manas é Brahman, pois o que pode uma pessoa ter quando sem o Manas?” “Mas ele lhe informou sobre a sua morada (corpo) e seu suporte?” “Não, ele não fez”. “Este Brahman é somente uma única base, Oh, Imperador”. “Então, diga-nos, Yajnavalkya”. “O Manas é sua morada, e o éter (o Indiferenciado) é seu suporte”. “Ele deve ser meditado como bem-aventurança”. “O que é bem-aventurança, Yajnavalkya?” “O próprio Manas, Oh, Imperador”, disse Yajnavalkya; “com o Manas, Oh, Imperador, um homem (fantasia e) corteja uma mulher. Um filho que se assemelha a ele, é nascido dela, e ele é a causa da felicidade. O Manas, Oh, Imperador, é o Supremo Brahman. O Manas nunca deixa quem, conhecendo assim, medita nele; todos os seres, ansiosamente, vão a ele, e sendo um deus, ele alcança os deuses”. “Dou-lhe mil vacas com um touro, bem como um elefante”, disse o Imperador Janaka. Yajnavalkya respondeu, “Meu pai era da opinião de que não se deve aceitar (riqueza) de um discípulo sem instruí-lo completamente”.
7: “Deixe-me ouvir o que qualquer um possa ter lhe dito”. “Vidagdha, o filho de Sakala, tem me dito que o coração (mente, aqui, Prajapati) é Brahman”. “Assim como alguém que tem uma mãe, um pai e um professor deveriam dizer, assim o filho de Sakala dito isto – que o coração é Brahman, pois o que pode uma pessoa ter quando sem o coração?” “Mas ele lhe informou sobre a sua morada (corpo) e seu suporte?” “Não, ele não fez”. “Este Brahman é somente uma única base, Oh, Imperador”. “Então, diga-nos, Yajnavalkya”. “O coração é sua morada, e o éter (o Indiferenciado) é seu suporte”. “Ele deve ser meditado como estabilidade”. “O que é estabilidade, Yajnavalkya?” “O próprio coração, Oh, Imperador”, disse Yajnavalkya; “o coração, Oh, Imperador, é a morada de todos os seres, e o coração, Oh, Imperador, é o suporte de todos os seres; no coração, Oh, Imperador, todos os seres repousam; o coração, Oh, Imperador, é o Supremo Brahman. O coração nunca deixa quem, conhecendo assim, medita nele; todos os seres, ansiosamente, vão a ele, e sendo um deus, ele alcança os deuses”. “Dou-lhe mil vacas com um touro, bem como um elefante”, disse o Imperador Janaka. Yajnavalkya respondeu, “Meu pai era da opinião de que não se deve aceitar (riqueza) de um discípulo sem instruí-lo completamente”.

CAPÍTULO II

1: Janaka, Imperador de Videha, levantou-se de seu sofá e, aproximando-se de Yajnavalkya, disse, “Saudações a você, Yajnavalkya, por favor, instrua-me”. Yajnavalkya respondeu, “Assim como alguém deseja percorrer uma longa distância, Oh, Imperador, você deve obter uma carruagem, ou um barco, assim você terá sua mente totalmente equipada com muitos nomes secretos (de Brahman). Você é igualmente rico e respeitado, e tem estudado os Vedas e ouvido os upanishads; (mas) onde você vai quando se separa deste corpo?” “Eu não sei, senhor, onde irei”. “Então, eu direi onde você irá”. “Diga-me, senhor”.
2: Este ser que está no olho direito é chamado Indha. Embora ele seja Indha, ele é indiretamente chamado Indra, pois os deuses têm um carinho, como se fosse, por nomes indiretos, e odeiam serem chamados diretamente.
3: A forma humana que está no olho esquerdo é sua esposa, Viraj (matéria). O espaço que está dentro do coração é o seu local de união. Seu alimento é o amontoado de sangue (a melhor essência daquilo que nós comemos) no coração. Seu envoltório é como a estrutura entrelaçada no coração. Sua estrada para movimento são os nervos que partem do coração; eles são como um cabelo que se dividem em mil partes. Neste corpo existem nervos chamados Hita, os quais estão colocados no coração. Através deles a essência de nossa comida circula e se move neles. Portanto, o corpo sutil tem um alimento mais sutil do que o corpo grosseiro.
4: Do sábio (que está identificado com a força vital), o Leste é o lado oriental da força vital, o Sul o lado meridional da força vital, o Oeste o lado ocidental da força vital, o norte o lado setentrional da força vital, a direção acima a parte superior da força vital, a direção abaixo a parte inferior da força vital, e todos os quadrantes existem diferentes forças vitais. Este eu é Aquele que tem sido descrito como “Não este, não este”, “Ele é imperceptível, pois Ele nunca é percebido; não decaído, pois Ele nunca cai; independente, pois Ele nunca depende; irrestrito – Ele nunca sente dor, e nunca sofre injúria”. “Você tem atingido Aquele que é livre de medo, Oh, Janaka”, disse Yajnavalkya. “Reverendo Yajnavalkya”, disse o Imperador Janaka, “possa Aquele que é livre de medo ser seu, pois você tem feito Aquele que é livre de medo conhecer a nós. Saudações a você! Aqui está este (império de) Videha, bem como a mim mesmo ao seu serviço”.

CAPÍTULO III

1: Yajnavalkya foi a Janaka, Imperador de Videha. Ele pensou que não iria dizer nada. Agora Janaka e Yajnavalkya já haviam falado sobre Agnihotra, e Yajnavalkya tinha lhe oferecido um benefício. Ele havia pedido liberdade para fazer qualquer pergunta que gostasse; e Yajnavalkya lhe concedera o benefício. Então, ele foi o primeiro a lhe perguntar.
2: “Yajnavalkya, o que serve como luz para um homem?” “A luz do sol, Oh Imperador”, disse Yajnavalkya, “é através da luz do sol que ele se senta, sai, trabalha e retorna”. “É apenas assim, Yajnavalkya”.
3: “Quando o sol tiver se posto, Yajnavalkya, o que exatamente serve como luz para um homem?” “A lua serve como sua luz. É através da luz da lua que ele senta, sai, trabalha e retorna”. “É apenas assim, Yajnavalkya”.
4: “Quando o sol e a lua tiverem se posto, Yajnavalkya, o que exatamente serve como luz para um homem?” “O fogo serve como sua luz. É através da luz do fogo que ele senta, sai, trabalha e retorna”. “É apenas assim, Yajnavalkya”.
5: Quando o sol e a lua tiverem, ambos, se posto, e o fogo tiver saído, Yajnavalkya, o que exatamente serve como luz para um homem?” “O discurso (som) serve como sua luz. É através da luz do discurso que ele senta, sai, trabalha e retorna. Portanto, Oh, Imperador, mesmo quando a própria mão não é visível, se um som for proferido, consegue-se ir para lá”. “É apenas assim, Yajnavalkya”.
6: Quando o sol e a lua tiverem, ambos, se posto, e o fogo tiver saído, e o discurso tiver parado,  Yajnavalkya, o que exatamente serve como luz para um homem?” “O eu serve como sua luz. É através da luz do eu que ele senta, sai, trabalha e retorna.” “É apenas assim, Yajnavalkya”.
7: “O que é o eu?” “Esta entidade infinita (Purusha) que está identificada com o intelecto e está no meio dos órgãos, a (auto-radiante) luz dentro do coração (intelecto). Assumindo a semelhança (do intelecto) ele se move entre os dois mundos; ele pensa, como se fosse, e treme, como se fosse. Estando identificado com o sonho, ele transcende este mundo – as formas da morte (ignorância etc.)”.
8: Aquele homem, quando ele nasce, ou alcança um corpo, está conectado com a maldade (o corpo e os órgãos); e quando ele morre, ou deixa o corpo, ele descarta aquelas maldades.
9: Aquele homem tem apenas duas moradas, este e o próximo mundo. O estado de sonho, que é o terceiro, é a junção (dos dois). Estando na junção, ele examina as duas moradas, este e o próximo mundo. Seja qual for a vestimenta que ele possa ter no próximo mundo, abastece ele mesmo, com aquilo que ele vê, os dois males, (sofrimentos) e alegrias. Quando ele sonha, ele tira um pouca de (as impressões do) deste mundo todo abrangente (o estado de vigília), coloca ele mesmo o corpo de lado e cria a si mesmo (um corpo de sonho neste lugar), revelando seu próprio brilho pela sua própria luz – e sonhos. Neste estado o homem torna a si mesmo a luz.
10: Não existem carruagens, nem animais para serem atrelados a ele, nem estradas, mas ele cria as carruagens, os animais e as estradas. Não existem prazeres, alegrias, ou delícias, mas ele cria os prazeres, as alegrias e as delícias. Não existem piscinas, tanques ou rios, mas ele cria as piscinas, os tanques e os rios. Pois ele é o agente.
11: Quanto a isto, existem os seguintes versos incisivos: “O infinito ser radiante (Purusha) que se move sozinho, coloca o corpo de lado no estado de sonho e, permanecendo ele próprio acordado, e tendo as funções dos órgãos brilhando com ele, vigia aqueles que estão dormindo. Mais uma vez ele vem para o estado de vigília.
12: “O infinito ser radiante que é imortal e se move sozinho, preserva o abrigo impuro (o corpo) com a ajuda da força vital, e vaga para fora do ninho. Imortal, ele vai par onde ele gosta.
13: “No mundo do sonho, o brilhante, atingindo os mais elevados e inferiores estados, coloca inumeráveis formas adiante. Ele parece estar se divertindo na companhia de mulheres, ou rindo, ou mesmo vendo coisas assustadoras.
14: “Todos vêem suas brincadeiras, mas ninguém o vê”. Eles dizem, “Não o acorde de repente. Se ele não encontrar o órgão corretamente, o corpo se torna difícil para o médico.” Outros, contudo, dizem que o estado de sonho de um homem não é senão o estado de vigília, porque ele vê em sonho somente aquelas coisas que ele vê no estado de vigília. (Isto é errado). No estado de sonho o homem torna a si mesmo a luz. “Dou-vos mil vacas, senhor. Por favor, instrua-me mais sobre a libertação”.
15: Depois de desfrutar de si mesmo e vaguear, e meramente vendo (o resultado de) bom e mau (no sonho), ele (fica) em um estado de sono profundo, e volta na ordem inversa à sua condição anterior, o estado de sonho. Ele é intocável por tudo o que ele vê nesse estado, pois este ser infinito é independente. “É apenas assim, Yajnavalkya. Dou-vos mil (vacas), senhor. Por favor, instrua-me mais sobre a liberação em si.”
16: Depois de desfrutar de si mesmo e vaguear, e meramente vendo (o resultado de) bom e mau (no sonho), ele (fica) em um estado de sono profundo, e volta na ordem inversa à sua condição anterior, o estado de vigília. Ele é intocável por tudo o que ele vê nesse estado, pois este ser infinito é independente. “É apenas assim, Yajnavalkya. Dou-vos mil (vacas), senhor. Por favor, instrua-me mais sobre a liberação em si.”
17: Depois de desfrutar de si mesmo e vaguear, e meramente vendo (o resultado de) bom e mau (no sonho), ele (fica) em um estado de sono profundo, e volta na ordem inversa à sua condição anterior, o estado de sono (ou aquele do sono profundo).
18: Assim como um grande peixe nada alternadamente para ambos os bancos (de um rio), de leste para oeste, assim faz este ser infinito, movendo-se para ambos os estados, o estado de sonho e o de vigília.
19: Assim como um gavião, ou falcão, voando no céu, torna-se cansado, e estende as suas asas, voltando para o seu ninho, assim faz o ser infinito vagando nesse estado, onde, ao dormir, ele não almeja e não vê nenhum sonho.
20: Nele estão os nervos chamados Hita, os quais são tão finos como um cabelo dividido em mil partes, e preenchido com (soros) branco, azul, marrom, verde e vermelho. (Eles estão localizados no corpo sutil, no qual as impressões estão armazenadas). Agora, quando (ele sente) como se ele estivesse morte, ou dominado, ou sendo perseguido por um elefante, ou caindo em um poço (em breve), ele evoca na hora, por qualquer ignorância, terríveis coisas que tenha experenciado nesse estado, (que é o estado de sonho). E quando (ele se torna) um deus, por assim dizer, ou um rei, por assim dizer, pensa, “Este (universo) é meu eu, eu sou tudo”, que é o seu mais elevado estado.
21: Essa é a sua forma – para além dos desejos, livre de maldades e destemido. Como um homem, completamente abraçado por sua amada esposa, não sabe absolutamente nada, quer externo ou interno, assim este ser infinito (eu), completamente abraçado pelo Eu Supremo, não conhece nada, quer externo ou interno. Esta é a sua forma – no qual todos os objetos do desejo tem sido alcançados e são, senão, o eu, e que está livre de desejos e desprovido de dor.
22: Neste estado um pai não é pai, uma mãe não é mãe, os mundos não são os mundos, os deuses não são os deuses, os Vedas não são os Vedas. Neste estado um ladrão não é ladrão, o assassino de um nobre Brahmana não é um assassino, um Chandala não é um Chandala, um Pulkasa não é um Pulkasa, um monge não é um monge, um eremita não é um eremita. (Esta forma dele) é intocável pelo bom trabalho e é intocável pelo mau trabalho, pois ele está, assim, além de todas as aflições de seu coração (intelecto).
23: O que não vê naquele estado é porque, embora vendo assim, não vê; pois a visão da testemunha nunca pode ser perdida, porque é imperecível. Mas não existe aquela segunda coisa separada daquilo que ele pode ver.
24: O que não cheira naquele estado é porque, embora cheirando assim, não cheira; pois o cheiro da pessoa que cheira nunca pode ser perdido, porque é imperecível. Mas não existe aquela segunda coisa separada daquilo que ele pode cheirar.
25: O que não sente gosto naquele estado é porque, embora sentindo o gosto assim, não sente o gosto; pois o paladar da degustação nunca pode ser perdido, porque é imperecível. Mas não existe aquela segunda coisa separada daquilo que ele pode sentir o gosto.
26: O que não fala naquele estado é porque, embora falando assim, não fala; pois a função do orador nunca pode ser perdida, porque é imperecível. Mas não existe aquela segunda coisa separada daquilo que ele pode falar.
27: O que não ouve naquele estado é porque, embora ouvindo assim, não ouve; pois a função do ouvinte nunca pode ser perdida, porque é imperecível. Mas não existe aquela segunda coisa separada daquilo que ele pode ouvir.
28: O que não pensa naquele estado é porque, embora pensando assim, não pensa; pois a função de pensar do pensador nunca pode ser perdida, porque é imperecível. Mas não existe aquela segunda coisa separada daquilo que ele pode pensar.
29: O que não sente o tato naquele estado é porque, embora sentindo o tato assim, não toca; pois a função de tato do que toca nunca pode ser perdida, porque é imperecível. Mas não existe aquela segunda coisa separada daquilo que ele pode tocar.
30: O que não conhece naquele estado é porque, embora conhecendo assim, não conhece; pois a função do conhecedor do conhecimento nunca pode ser perdida, porque é imperecível. Mas não existe aquela segunda coisa separada daquilo que ele pode conhecer.
31: Quando existe alguma outra coisa, como se fosse, então pode-se ver algo, pode-se sentir o cheiro de algo, pode-se sentir o paladar de algo, pode-se falar algo, pode-se ouvir algo, pode-se pensar algo, pode-se sentir o toque de algo, ou pode-se conhecer algo.
32: Ele se torna (transparente) como água, único, a testemunha, e sem um segundo. Esta é a esfera (estado) de Brahman, Oh, Imperador. Assim Yajnavalkya instruiu Janaka: Esta é a sua realização suprema, esta é a sua glória suprema, este é o seu mais elevado mundo, esta é a bem-aventurança suprema. Sobre uma partícula desta maior bem aventurança outros seres vivem.
33: Aquele que é perfeito de compleição física e próspero entre os homens, o governante de outros, e mais profusamente fornecido com todos os prazeres humanos, representa a maior alegria entre os homens. Esta alegria humana, multiplicada cem vezes, torna-se unidade de alegria para os homens que ganharam aqueles seus mundos. A alegria desses homens que ganharam esse mundo é multiplicada cem vezes pela unidade de alegria no mundo dos trovadores celestiais. Esta alegria no mundo dos trovadores celestiais, multiplicado cem vezes, torna uma unidade de alegria para os deuses pela ação – aqueles que atingiram a divindade por suas ações. Esta alegria dos deuses através da ação, multiplicada por cem vezes, torna uma unidade de alegria para os deuses pelo nascimento, bem como de quem é versado nos Vedas, sem pecado e sem desejo. Esta alegria dos deuses pelo nascimento, multiplicado cem vezes, torna uma unidade de alegria no mundo de Prajapati (Viraj), bem como de quem é versado nos Vedas, sem pecado e livre de desejo. Essa alegria no mundo de Prajapati, multiplicado cem vezes, torna uma unidade de alegria no mundo de Brahman (Hiranyagarbha), bem como daquele que é versado nos Vedas, sem pecado e livre de desejo. Isto, de fato, é a suprema bem-aventurança. Este é o estado de Brahman, Oh, Imperador, disse Yajnavalkya. “Eu dou-vos mil (vacas), senhor. Por favor, instrua-me mais sobre a liberação em si”. Nisto, Yajnavalkya tinha medo de que o Imperador inteligente o obrigasse a terminar com todas as suas conclusões.
34: Depois de desfrutar de si mesmo e vagar no estado de sonho, e meramente vendo os efeitos dos méritos e deméritos, ele volta, na ordem inversa, para sua condição anterior, o estado de vigília.
35: Assim como uma carroça, muito carregado, desloca-se com ruído, assim faz o eu que está no corpo, sendo presidido sobre o Eu Supremo, vai fazendo barulho, quando a respiração se torna difícil.
36: Quando este (corpo) se torna magro – está definhado através da velhice, ou doença – quando, como uma manga, ou um figo, ou um fruto de figueira é separado de sua haste, assim também este ser infinito, completamente destacado do eu, parte do corpo, novamente vai, da mesma forma que ele veio, aos corpos particulares, para o desdobramento de sua força vital.
37: Assim, como quando um rei está chegando, os Ugras põem-se contra ofensas específicas, os Sutas e os líderes da aldeia esperam por ele com variedades de alimento e bebidas e mansões prontas, dizendo, “Lá vem ele, lá vem ele”, assim, para a pessoa que conhece sobre os resultados deste trabalho, todos os elementos dizem, “Lá vem Brahman, lá vem Ele”.
38: Assim, como quando o rei deseja afastar-se, os Ugras põem-se contra ofensas específicas, os Sutas e os líderes da aldeia se aproximam dele, assim faz todos os órgãos aproximando-se da partida do homem ao mesmo tempo da morte, quando a respiração se torna difícil.

CAPÍTULO IV

1: Quando este eu se torna fraco e sem sentido, como se fosse, os órgãos vêm a ele. Completamente retirado destas partículas de luz, ele vem para o coração. Quando a deidade que preside o olho volta para todos os lados, o homem não consegue perceber a cor.
2: (O olho) se torna unido (com o corpo sutil); então a pessoa diz, “Ele não vê”. (O nariz) torna-se unido; então eles dizem, “Ele não sente cheiro”. (A língua) torna-se unida; então eles dizem, “Ele não tem paladar”. (O órgão vocal) torna-se unido; então eles dizem, “Ele não fala”. (O ouvido) torna-se unido; então eles dizem, “Ele não ouve”. (O Manas) torna-se unido; então, eles dizem, “Ele não pensa”. (A pele) torna-se unida; então, eles dizem, “Ele não toca”. (O intelecto) torna-se unido; então, eles dizem, “Ele não conhece”. O topo do coração ilumina. Através daquela iluminação no topo, o eu parte, quer através do olho, ou através da cabeça, ou através de qualquer outra parte do corpo. Quando ele parte, a força vital segue; quando a força vital parte, todos os órgãos seguem. Então, o eu tem a consciência específica, e vai para o corpo que está relacionado com aquela consciência. Ele é seguido pelo conhecimento, o trabalho e a experiência passada.
3: Assim como uma sanguessuga, apoiada sobre uma palha, vai ao final dela, toma posse de outro suporte e contrai-se, assim faz o eu jogando seu corpo de lado – fazendo-o sem sentido – tomando posse de outro suporte, e contraindo-se.
4: Assim como um ourives desmonta uma pequena quantidade de ouro e molda outra – uma nova e melhor – forma, assim faz o eu lançando este corpo fora, ou tornando-o sem sentido, e tomando outro – uma nova e melhor – forma adequada para os homens, ou trovadores celestiais, ou deuses, ou Viraj, ou Hiranyagarbha, ou outros seres.
5: Aquele eu é, de fato, Brahman, bem como identificado com o intelecto, o Manas e a força vital, com os olhos e os ouvidos, com a terra, a água, o ar e o éter, com o fogo, e o que é diferente do fogo, com o desejo e a ausência de desejo, com a raiva e a ausência da raiva, com justiça e com injustiça, com tudo – identificado, na verdade, com isto (o que é percebido) e com aquilo (o que é deduzido). Como ele faz e age, assim ele se torne; por fazer o bem ele se torna bom, e por fazer o mau, ele se torna mal – ele se torna virtuoso através dos bons atos e vicioso através dos atos maus. Outros, contudo, dizem, “O eu está identificado somente com o desejo. O que ele deseja, ele delibera; o que ele delibera, ele realiza; e o que ele realiza, ele alcança”.
6: A respeito disto, existe o seguinte verso expressivos: “Estando ligado a ele, junto com o trabalho, alcança aquele resultado ao qual seu corpo sutil, ou mente, está conectado. Esgotando os resultados de qualquer trabalho que ele fez nesta vida, ele retorna daquele mundo para este, por (novo) trabalho”. Assim faz o homem que deseja (transmigrar). Mas o homem que não deseja (nunca transmigra). Daquele sem desejos, que é livre de desejos, do desejo daqueles objetos, tem sido alcançado, e para quem todos os objetos são, senão, o Eu – os órgãos não partem. Sendo, senão, Brahman, ele está imerso em Brahman.
7: De acordo com isto, existe este verso expressivos: “Quando todos os desejos que habitam em seu coração (mente) se vão, então, ele, tendo sido mortal, torna-se imortal, e alcança Brahman neste mesmo corpo”. Assim como a pele de uma cobra é lançada fora e fica no formigueiro, assim também faz este corpo falso. Em seguida, o eu se torna desencarnado e imortal, (torna-se) o Prana (Eu Supremo), Brahman, a Luz. “Dou-vos mil (vacas), senhor”, disse Janaka, Imperador de Videha.
8: Quanto a isto, há os seguintes versos expressivos: “o caminho sutil, extenso e antigo, tem me tocado (sido alcançado por mim). (Ou melhor) Eu tenho me realizado. Através daquela sabedoria – o conhecimento de Brahman – (também) irei para a esfera do paraíso (liberação) depois de abandonar este corpo, sendo livre (mesmo enquanto vivendo).
9: Alguns falam dele como branco, outros como azul, cinza, verde ou vermelho. Este caminho é realizado por um Brahmana (conhecedor de Brahman). Qualquer outro conhecedor de Brahman que tem feito boas ações, e está identificado com a Suprema Luz, (também) pisa neste caminho.
10: Na escuridão ofuscante (ignorância) entram aqueles que adoram a ignorância (ritos). Dentro de uma maior escuridão, por assim dizer, do que aquela, entram aqueles que estão devotados ao conhecimento (a porção cerimonial dos Vedas).
11: Miseráveis são aqueles mundos envolvidos pela (aquele) escuridão ofuscante (ignorância). Para eles, depois da morte, vão aquelas pessoas que são ignorantes e insensatas.
12: Se um homem conhece o Eu como “Eu sou isto”, então, desejando o que e por causa de quem ele sofrerá na vigília do corpo?
13: Aquele que tem realizado e, intimamente, conhecido o Eu que tem entrado neste lugar perigoso e inacessível (o corpo), é o criador do universo, pois ele é o criador de tudo, (é tudo) seu Eu, e ele novamente é, de fato, o Eu (de todos).
14: Estando neste mesmo corpo temos, de alguma forma, conhecido aquele (Brahman). Se não, (eu deveria ter sido) ignorante (e) grande destruição (teria ocorrido). Aqueles que O conhecem, tornam-se imortais, enquanto outros só alcançam a miséria.
15: Quando um homem depois (recebendo instruções de um professor) percebe diretamente este Eu fulgurante, o Senhor de todos que foi e será, ele não mais deseja esconder-se Dele.
16: Abaixo do qual o ano com seus dias giram, sob aquela Luz imortal de todas as luzes, os deuses meditam com longevidade.
17: Aquele, no qual os cinco grupos de cinco, e o (sutil) éter estão colocados, aquele mesmo Atman que eu considero como o imortal Brahman. Conhecendo (Brahman) eu sou imortal.
18: Aqueles que conhecem a Força Vital da força vital, o Olho do olho, o Ouvido do ouvido, a Mente da mente, realizam o antigo e primordial Brahman.
19: Somente através da mente (Ele) é para ser realizado. Não existe diferença qualquer que seja Nele. Ele vai da morte para morte, quem vê a diferença, por assim dizer, Nele.
20: Deve ser realizado em uma forma somente, (pois) Ele é incognoscível e eterno. O Eu é imaculado, além do (sutil) éter, não nascido, infinito e constante.
21: O aspirante inteligente após Brahman, conhecendo isso exclusivamente, deve atingir o conhecimento intuitivo. (Ele) não deve pensar com muitas palavras, pois é particurlamente cansativo ao órgão do discurso.
22: Aquele grande, não nascido, Eu, que está identificado com o intelecto, e está no meio dos órgãos, repousa no éter que está dentro do coração. Ele é o controlador de tudo, o senhor de tudo, o governante de tudo. Ele não torna-se melhor através de um bom trabalho, nem pior através de um mau trabalho. Ele é o senhor de tudo, Ele é o governante de todos os seres, Ele é o protetor de todos os seres. É o banco que serve de limite para manter os diferentes mundos separados. Os Brahmanas procuram conhecê-Lo através dos estudos dos Vedas, sacrifícios, caridades, e austeridade, que consistem em uma apreciação desapaixonada dos objetos dos sentidos. Somente conhecendo-O, é que uma pessoa se torna um sábio. Desejando sozinho este mundo (o Eu), os monges renunciam às suas casas. Esta é (a razão para isto); os sábios antigos, eles disseram, não deseje crianças (pensando), “O que havemos de conseguir através das crianças, nós que temos atingido esse Eu, este mundo (resultado)”. Eles, foi dito, renunciando estes desejo por filhos, por riqueza e pelos mundos, e levando uma vida de mendigo. Aquilo que é o desejo por filhos, é o desejo por riqueza e o desejo pelos mundos, pois ambos estes são desejos. Este eu é Aquele que tem sido descrito como “Não isso, não isso”. Ele é imperceptível, pois Ele nunca é percebido; não caído, pois Ele nunca cai; ; não decaído, pois Ele nunca decai; independente, pois Ele nunca depende; irrestrito – Ele nunca sente dor, e nunca sofre ferimento. (Mas é apropriado) que o sábio nunca é surpreendido por esses dois pensamentos, “Eu fiz um ato de maldade por este”, “Eu fiz um ato de bondade por este”. Ele conquista a ambos. Coisas, feitas ou não, não o afetam.
23: Isto tem sido expressado pelo seguinte hino: Esta é a glória eterna de um conhecedor de Brahman: ele nunca aumenta nem diminui através do trabalho. (Portanto) deve-se conhecer a natureza daquele somente. Sabendo que não se é tocado pela ação do mal. Portanto, quem conhece, como tal, torna-se o auto-controlado, calmo, retirado em si mesmo, resistindo e concentrado, ele vê o eu em seu próprio eu (corpo); ele vê todos como o Eu. A maldade não o surpreende, mas ele transcende toda a maldade, a maldade não o afeta, (mas) ele consome toda a maldade. Ele se torna sem pecado, imaculado, livre de dúvidas, e um Brahmana (conhecedor de Brahman). Este é o mundo de Brahman, Oh, Imperador, e você tem alcançado-o – disse Yajnavalkya. “Dou-vos, senhor, o império de Videha, e a mim também com ele, espere.
24: O grande e não nascido Eu é o comedor do alimento e o doador da riqueza (Os frutos de quem trabalha). Quem O conhece como tal, recebe riqueza (aqueles frutos).
25: Aquele grande e não nascido Eu é sempiterno, imortal, destemido e (infinito) Brahman. Brahman é, na verdade, destemido. Quem O conhece como tal, certamente se torna destemido como Brahman.

CAPÍTULO V

1: Agora Yajnavalkya tinha duas esposas, Maitreyi e Katyayani. Daquelas, Maitreyi discutia sobre Brahman, (enquanto) Katyayani tinha tão e somente uma perspectiva essencialmente feminina. Um dia, Yajnavalkya, com uma idéia de abraçar a vida –
2: “Oh, Maitreyi, minha querida”, disse Yajnavalkya, “Eu vou renunciar a esta vida pela monástica. Permitam-me terminar entre você e Katyayani”.
3: Então, Maitreyi disse: “Senhor, se realmente toda esta terra cheia de riquezas é minha, deverei ser imortal através do que, ou não? “Não”, respondeu Yajnavalkya, “sua vida será somente como daquelas pessoas que possuem abundância de coisas, mas não têm nenhuma esperança de imortalidade através da riqueza”.
4: Então, Maitreyi disse, “O que eu devo fazer com aquilo que não me faria imortal? Diga-me, senhor, do que só o senhor conhece (qual a única forma de imortalidade)”.
5: Yajnavalkya disse, “Minha querida, você tem sido minha amada (mesmo antes), e você diz o que está por detrás do meu coração. Venha, tome o seu lugar, irei explicar isto a você. Conforme eu explicar, medite nisto (sobre o seu significado).
6 : Ele disse: “Não é por causa do marido, minha querida, que ele é amado, mas por seu próprio benefício ele é amado. Não é por causa da esposa, minha querida, que ela é amada, mas por seu próprio benefício ela é amada. não é por causa dos filhos, minha querida, que eles são amados, mas por seu próprio benefício que eles são amados. Não é por causa da riqueza, minha querida, que ela é amada, mas por seu próprio benefício ela é amada. Não é por causa do Brahmana, minha querida, que ele é amado, mas por seu próprio benefício ele é amado. Não é por causa de Kshatriya, minha querida, que ele é amado, mas por seu próprio benefício ele é amado. Não é por causa dos mundos, minha querida, que eles são amados, mas por seu próprio benefício eles são amados. Não é por causa dos deuses, minha querida, que eles são amados, mas por seu próprio benefício eles são amados. Não é por causa dos seres, minha querida, que eles são amados, mas por seu próprio benefício eles são amados. Não é por causa de tudo, minha querida, que tudo é amado, mas por seu próprio benefício ele é amado. O Eu, minha querida Maitreyi, deve ser realizado – deve ser ouvido, refletido e meditado. Pela realização do Eu, minha querida, através da audição, da reflexão e da meditação, tudo isto é conhecido.
7: O Brahmana substitui (desconsidera) aquele que o conhece como diferente do Eu. O Kshatriya substitui aquele que o conhece como diferente do Eu. Os mundos substituem aquele que os desconhecem como diferentes do Eu. Os deuses substituem aquele que os conhecem como diferentes do Eu. Todos substituem aquele que os conhecem como diferentes do Eu. Este Brahmana, este Kshatriya, estes mundos, estes deuses, estes seres, e todos estes são este Eu.
8: Assim como, quando um tambor é golpeado, não se pode distinguir as suas diversas notas específicas, mas elas estão incluídas na nota geral do tambor, ou no som geral produzido por diferentes tipos de golpes.
9: Assim como, quando uma concha é soprada, não se pode distinguir suas diversas notas particulares, mas elas estão incluídas na nota geral da concha, ou no som geral, produzido por diferentes tipos de sopro.
10: Assim como, quando uma Vina (*) é tocada, não se pode distinguir suas diversas notas específicas, mas elas estão inclusas na nota geral da Vina, ou no som geral, produzido por diferentes tipos de tocar.

(*) Vina é um instrumento de cordas indiano que utiliza duas caixas de ressonância, normalmente feitas decabaça.

11: A partir de um fogo aceso, um feixe molhado emite diversos tipos de fumaça, ainda assim, minha querida, o Rig-Veda, Yajur –Veda, Sama-Veda, Atharvangirasa, história, mitologia, artes, Upanishads, versos fortes, aforismos, elucidações e explanações, são (como) a respiração desta infinita Realidade. Eles são como a respiração deste (Supremo Eu).
12: Assim como o oceano é o único objetivo de todas as águas menores, assim como a pele é o único objetivo de todos os tipos de toque, assim como as narinas é o único objetivo de todos os tipos de cheiro, como a língua é o único objetivo de todos os tipos de sabores, como o olho é o único objetivo de todas as cores, como o ouvido é o único objetivo de todos os sons, como o Manas é a única meta de todas as deliberações, como o intelecto é o único objetivo de todos os tipos de conhecimento, as mãos são o único objetivo de toda espécie de trabalho, assim como o órgão da procriação é o único objetivo de todo tipo de prazer, como o ânus é o objetivo de todas as excreções, como os pés são o único objetivo de todas as espécies de caminhada, como o órgão do discurso é o único objetivo de todos os Vedas.
13: Assim como um torrão de sal que cai na água se dissolve com (seu componente) a água, e ninguém é capaz de pegá-lo, mas, de onde quer que ele esteja, ele torna salgado, mesmo assim, minha querida, esta grande, interminável e infinita Realidade é, senão, a mais Pura Inteligência. (O Eu) surge (como uma entidade separada) desses elementos, e (esta separatividade) é destruída com eles. Depois, atingindo (esta unidade) ele não tem mais consciência. Isto é o que eu digo, minha querida. Assim disse, Yajnavalkya.
14: Maitreyi disse, “Até aqui você tem me jogado em confusão, senhor, eu não compreendo isto totalmente”. Ele disse, “Certamente, eu não estou dizendo nada de confuso. Este Eu é, na verdade, imutável e indestrutível, minha querida”.
15: Porque, quando há dualidade, como se fosse, então cheira-se algo, vê-se algo, ouve-se algo, fala-se algo, pensa-se algo, conhece-se algo. Mas, quando o conhecedor de Brahman, torna-se todo o eu, então o que deve-se cheirar e através do que, o que deve-se ver e através do que, o que deve-se ouvir e através do que, o que deve-se falar e através do que, o que deve-se pensar e através do que, o que deve-se conhecer e através do que? Através do que deve-se conhecer Aquele devido ao que tudo isto é conhecido?Este eu é Aquele que tem sido descrito como “Não isso, não isso”. Ele é imperceptível, pois Ele nunca é percebido; não caído, pois Ele nunca cai; não decaído, pois Ele nunca decai; independente, pois Ele nunca depende; irrestrito – Ele nunca sente dor, e nunca sofre ferimento. Através do que, Oh, Maitreyi, deve-se conhecer o Conhecedor? Então, você tem a instrução Maitreyi. Este mesmo fato é (os meios de) imortalidade, minha querida. Dizendo isto, Yajnavalkya afastou-se.

CAPÍTULO VI

1: Agora a linhagem de professores: Pautimasya (recebeu-o) de Gaupavana. Gaupavana de outro Pautimasya. Este Pautimasya de outro Gaupavana. Este Gaupavana de Kausika. Kausika de Kaundinya. Kaundinya de Sandilya. Sandilya de Kausika e Gautama. Gautama –
2: De Agnivesya. Agnivesya de Sandilya e Anabhimlata. Anabhimlata de outro daquele nome. Ele de um terceiro Anabhimlata. Este Anabhimlata de Gautama. Gautama de Saitava e Pracinayogya. Eles de Parasarya. Parasarya de Bharadvaja. Ele de Bharadvaja e Gautama. Gautama de outro Bharadvaja. Ele de outro Parasarya. Parasarya de Baijavapayana. Ele de Kausikayani. Kausikayani.
3: De Ghrtakausika. Ghrtakausika de Parasaryayana. Ele de Parasarya. Parasarya de Jatukarnya. Jatukarnya de Asurayana and Yaska. Asurayana de Traivani. Traivani de Aupajandhani. Ele de Asuri. Asuri de Bharadvaja. Bharadvaja de Atreya. Atreya de Manti. Manti de Gautama. Gautama de outro Gautama. Ele de Vatsya. Vatsya de Sandilya. Sandilya de Kaisorya Kapya. Ele de Kumaraharita. Kumaraharita de Galava. Galava de Vidarbhi-kaundinya. Ele de Vatsanapat Babhrava. Ele de Pathin Saubhara. Ele de Ayasya Angirasa. Ele de Abhuti Tvastra. Ele de Visvarupa Tvastra. Ele de the Asvins. Eles de Dadhyac Atharvana. Ele de Atharvan Daiva. Ele de Mrtyu Pradhvamsana. Ele de Pradhvamsana. Pradhvamsana de Ekarsi. Ekarsi de Viprachitti. Viprachitti de Vyasri. Vyasti de Sanaru. Sanaru de Sanatana. Sanatana de Sanaga. Sanaga de Paramesthin (Viraj). Ele de Brahman (Hiranyabarbha). Brahman é o auto-nascido. Saudações a Brahman.

Aqui termina o Brihadaranyaka Upanishad pertencente ao Shukla Yajur Veda.