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13 - Bhikshuka Upanishad (Śukla Yajur Veda)


13 - Bhikshuka Upanishad


Traduzido para o Inglês por:
Prof. A. A. Ramanathan
Publicado por:
The Theosophical Publishing House, Chennai
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt.
***
Brasil – RJ
Dezembro/2009
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library

Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito segue para o infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu meio!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


1: Monges mendicantes desejando a liberação são de quatro tipos: Kutichaka, Bahudaka, Hamsa e Paramahamsa.
2: Os Kutichakas (habitantes de cabanas ascetas) como (os sábios de outrora como) Gautama, Bharadvaja, Yajnavalkya e Vasistha, subsistem com oito bocados de alimento e buscam a liberação sozinhos pelo caminho do yoga.
3: Em seguida, os ascetas Bahudaka (remanescentes sobretudo em um local sagrado de águas sagradas) que carregam um batete triplo, um bastão, (tridande) um vaso de água, o tufo de cabelo (parte do cabelo mantido na altura do bindu), um cordão sagrado e vestimentas amarelo ocre. Evitando vinho e carne, eles subsistem com oito bocados de alimento assegurado como esmolas das casas dos sábios Brâmanes e buscam a liberação sozinhos no caminho do yoga.
4: Em seguida vem os ascetas Hamsa que se abrigam uma noite em uma aldeia, cinco noites em uma cidade e sete noites ou mais em um local sagrado. Subsistindo da urina da vaca e de outros produtos da vaca e sempre dedicados ao voto chandrayana, eles buscam a libertação sozinhos no caminho do yoga.
5: Depois há os ascetas Paramahamsa (como os sábios de outrora) Samvartaka, Aruni, Svetaketu, Jadabharata, Dattatreya, Suka, Vamadeva e Harita que vivem com oito bocados de alimentos e buscam a liberação sozinhos no caminho do yoga. Eles se abrigam sob a sombra das árvores, em casas abandonadas ou em um cemitério. Eles podem usar um vestido ou andarem despidos. Eles não observam nem Dharma nem Adharma (ou seja, eles estão acima das leis terrenas). Eles não são conscientes dos ganhos e perdas de qualquer coisa. Eles descartam as doutrinas do Visishtadavaita (proposta por Ramanuja), o Suddha Dvaita (de Madhvacharya) e o Asuddha Dvaita. Considerando igualmente um cristal, pedra e ouro, recebem esmolas de (pessoas de) todas as castas e vêem Atman em toda a parte. Despido, não apegado por pares (dos opostos, calor e frio, etc.,) não recebem doações, somente aderem à meditação pura, estabelecidos somente em Atman, recebendo esmolas em datas prescritas para sustentar a vida, (tomando abrigo durante as noites) em uma casa abandonada, templo, pilha de feno, formigueiro, sombra de uma árvore, cabana de oleiro, um local onde o ritual do fogo é guardado, margem arenosa de um rio, um bosque de montanha ou cavidade, um buraco em uma árvore, nas proximidades de uma queda d’água ou um pedaço de chão limpo, eles estão profundamente no caminho para compreender Brahman; com a mente pura, eles desistem de seus corpos em estado de renúncia como um Paramahamsa. Eles são de fato os Paramahamsas ( conforme eles se tornam absorvidos em Brahman). Assim (termina) o Upanishad.


Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito segue para o infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu meio!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Aqui termina o Bhikshukopanishad pertencente ao Sukla-Yajur-Veda.