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21 - Niralamba Upanishad (Śukla Yajur Veda)


21 - Niralamba Upanishad


Traduzido por:
 Dr. A. G. Krishna Warrier
Publicado por:
 The Theosophical Publishing House, Chennai
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Maio/2010
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library

Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


1: Vou levantar e responder (questões encobertas) tudo o que deve ser conhecido para a liquidar os infortúnios dos seres viventes mergulhados na ignorância.

2: (1) O que é Brahman? (2) Quem é Deus? (3) O que é ser vivente? (4) O que é Prakriti? (5) Quem é o Supremo Eu? (6) Quem é Brahma? (7) Quem é Vishnu? (8) Quem é Rudra? (9) Quem é Indra? (10) Quem é (o deus da) Morte? (11) Quem é the Sol? (12) Quem é the Lua? (13) Quem são the Deuses? (14) Quem são the demônios? (15) Quem são os espíritos maus? (16) Quem são os homens? (17) Quem são as mulheres? (18) Quem são os animais e assim por diante? (19) O que é a imobilidade? (20) Quem são os Brahmanas, etc? (21) O que é uma casta? (22) O que é ação? (23) O que é uma não-ação? (24) O que é conhecimento? (25) O que é ignorância? (26) O que é prazer? (27) O que é dor? (28) O que é paraíso? (29) O que é inferno? (30) O que é escravidão? (31) O que é liberação? (32) O que é ser adorado? (33) Quem é o discípulo? (34) Quem é o sábio? (35) Quem é a ilusão? (36) O que é o demoníaco? (37) O que é austeridade? (38) Qual é a suprema morada? (39) O que é ser solicitado depois? (40) O que é ser rejeitado? (41) Quem é o renunciante (Sannyasin)?

3: (1) Brahman é o Espírito inefável. Ele aparece como o Mahat (o Grande Sankhyan), o ego, (os elementos) terra, água, fogo, ar e éter – o macrocosmo e as ações, conhecimento e fins. Ele é não-dual e livre de todos os adjuntos. É grande, como todos os poderes e é sem início e sem fim. Pode se falar de tão puro, bom, quieto e sem ressalvas.

4 (2) Deus é verdadeiro Brahman que, dependendo de Sua potência chamada Prakriti, cria os mundos e entra (neles) como o interno Controlador de Brahma, etc., (Ele) é Ishvara, conforme Ele controla o intelecto e os órgãos dos sentidos.

5: (3) O ser vivente (Jiva) é ele que, através da falsa sobreposição, afirma “Eu sou o corpo denso” devido ao “nome e à forma” de Brahma, Vishnu, Isana, Indra etc. (Jiva pensa): Embora eu sou um, devido às diferenças das causas que originaram o corpo, os Jivas são muitos.

6: (4) Prakriti é, senão, a potência de Brahman; ela é intelectual na natureza e competente para criar o mundo maravilhoso e diversificado da (matriz) de Brahman.

7: (5) O supremo Eu é Brahman sozinho, sendo completamente diferente do corpo, etc.

8-9: (6-20) Brahman, Vishnu, Indra, (o deus da) Morte, do Sol, da Lua, os deuses, os demônios, os homens, as mulheres, os animais etc.; o imóvel, os Brahmanas etc.; são aquele mesmo Espírito.

10: (21) Nem pele, nem sangue, nem carne, nem osso tem a casta; para si é a casta atribuída através do mero costume.

11: (22) “Eu faço as ações que são feitas através dos órgãos dos sentidos” – a ação, assim, feita como centrada no Eu, por si só, é a ação (em questão).

12: (23) A ação feita com presunção, como agente e desfrutador, causando nascimento etc., vincula. A não-ação é a ação obrigatória e ocasional – sacrifício, voto sagrado, austeridade, doações etc., feito sem desejo por seus frutos.

13: (24) O conhecimento é a realização imediata, devido à disciplina do corpo e dos órgãos dos sentidos, o serviço prestado ao Professor, ouvindo, pensando e meditando, de que não existe mais nada além do Espírito, a essência de ambos, sujeito e objeto, que é imutável entre os mutáveis, como panelas e roupas, o mesmo em tudo, a sua (essência) mais íntima.

14: (25) A ignorância é o conhecimento ilusório – como aquele da serpente numa corda – de Brahman que é Tudo em tudo, todo penetrante e não-dual. (Este conhecimento ilusório) está associado com a pluralidade de seres, com base na pluralidade dos adjuntos do cativeiro e da liberação, ou seja, estações na vida, castas, homens, mulheres, os movimentos, a humanidade, (inferior) animais e deuses.

15: (26) O prazer é o estado de felicidade que sucede o conhecimento da essência do Ser, Inteligência e Bem-aventurança. (27) Ela (Dukha – dor) é simples Sankalpa (ou pensamento) dos objetos da existência mundana (ou do não-Eu).

16: (28) O Paraíso é a associação com o sagrado.

17: (28) A associação com as pessoas mundanas que são profanas é o inferno.

18: (30) A escravidão consiste na imaginação devido às impressões latentes nascidas da ignorância de, “Eu sou nascido etc.”

19: A escravidão consiste em imaginar uma queda no fluxo da existência, com suas reivindicações possessivas em campos, jardins, casas, filhos, esposas, irmãos, mães e pais.

20: A escravidão é a presunção do agente egoísta no que diz respeito às ações etc.

21: A escravidão é a imaginação motivada pelo desejo dos oito poderes, anima etc.

22: A escravidão é a imaginação motivada pelo desejo de adorar deuses, homens etc.

23: A escravidão é a imaginação (levando a) pratica do yoga com seus oito membros, Yama, etc.

24: A escravidão é o planejamento da ação e deveres vinculados com castas e estações da vida.

25: A escravidão é imaginar que Atman tem qualidades como dúvidas, medo etc.

26: A escravidão é planejar (adquirir) conhecimento, para realizar sacrifícios, votos, austeridades e (fazer) doações.

27: A escravidão é planejar devotar-se exclusivamente a moksha.

28: A escravidão é o que nasce exclusivamente da imaginação.

29: (31) A liberação é a atenuação, através da discriminação entre o eterno e o efêmero, do sentido de posse em relação aos objetos quer geram prazeres fugazes e dores na vida transmigratória.

30: (32) Adorável é o professor que conduz a Brahman o Espírito que habita em todos os corpos.

31: (33) O discípulo é Brahman, certamente, que permanece completamente imerso no conhecimento do mundo como eliminado pela consciência (da sua base, ou seja, Brahman).

32: (34) O sábio é o conhecedor da essência da autoconsciência presente em todas as suas mais íntimas (partes).

33: (35) O iludido é quem é sustentado pelo conceito do egoísmo no que diz respeito ao agente etc.

34: (36) o demoníaco é a austeridade, enraizada no apego entrincheirado, aversão, violência destrutiva, hipocrisia etc.; que atormenta a si mesmo pela realização da “a repetição dos nomes sagrados” e Agnihotra, durante o jejum, e que é motivado pelo desejo de assegurar os poderes dos deuses como Brahman, Vishnu, Indra e Isana.

35: (37) Austeridade é a queima, no fogo da realização imediata, da falsidade do mundo, da semente da imaginação formada pelo desejo de assegurar o poder de Brahma etc.

36: (38) A suprema morada é o estado de Brahman, em uma liberdade eterna, compreendendo o Ser, Inteligência e Bem-aventurança, além das qualidades dos órgãos internos e dos órgãos dos sentidos e da respiração vital.

37: (39) Ser solicitado depois é a essência do Espírito puro indeterminado pelo espaço, tempo e objetos.

38: (40) Ser rejeitado é o pensamento de que a verdade é o mundo, que não seja o próprio Eu, que é percebido pelos falsos órgãos dos sentidos e do intelecto.

39: (41) O Sannyasin (monge mendicante) é o asceta peregrino independente quem tem conhecido para o certo, na concentração imprecisa (Nirvikalpa-Samadhi), “Eu sou Brahman”. Ele é levado até ele através do conhecimento empírico do conteúdo de textos importantes como: “Não há a pluralidade aqui”; “Tudo isto é Brahman”; “Tu és Aquele” etc.; depois de renuncia todos os direitos, sentidos e posses, e o ego, e tomando refúgio no amado Brahman. Aquele asceta é liberado; ele é adorável; ele é o yogue; ele é o Imenso; ele é o Brahmana.


 Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!

Aqui termina o Niralambopanishad pertencente ao Sukla-Yajur-Veda.