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17 - Jabala Upanishad (Śukla Yajur Veda)


17 - Jabala Upanishad

Traduzido por:
 Prof. A. A. Ramanathan
Publicado por:
 The Theosophical Publishing House, Chennai
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Maio/2010
___________________________
Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library

Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


PARTE I

1: Brihaspati (o preceptor dos deuses) pergunto (ao sábio) Yajnavalkya: (O que é) o Kurukshetra (o famoso local sagrado que destrói os pecados e protege o bom), (o local) onde os deuses realizam sacrifícios e que é a morada de Brahman em todos os seres? (Yajnavalkya respondeu): Avimukta é o Kurukshetra, (o local) onde os deuses realizam sacrifícios para as deidades e que é a morada de Brahman em todos os seres (ou seja, o meio das sobrancelhas). Assim, sempre que alguém vai, deve-se dizer assim: Este é o Kurukshetra, o local onde os deuses realizam sacrifícios para as deidades e que é a morada de Brahman em todos os seres. Este é o ponto onde, quando os ares vitais afastam-se da pessoa viva, Rudra transmite o mantra (Taraka Brahman) para ele, pelo que, tornando-se imortal, ele atinge a liberação (beatitude final). Assim deve-se recorrer ao Avimukta; não se deve abandonar o Avimukta. (Brihaspati aprovou a declaração dizendo): “Assim é, Yajnavalkya”, verdadeiramente, assim é, Oh, único reverendo! Ele é assim, Yajnavalkya”.

PARTE II

1: Em seguida, o sábio Atri (filho do criador Brahma) perguntou a Yajnavalkya: “Como eu posso realizar o Eu que é infinito e não humano?” (para isso) Yajnavalkya respondeu: Aquele Avimukta (Senhor Siva como o redentor) deve ser adorado; o Eu que é infinito e não-manifesto, está estabelecido (ou seja, não é diferente de) o Avimukta (em Ishvara, dotado de atributos)”.
2: “O que é aquele (lugar) onde Avimukta está estabelecido?” “Ele está estabelecido entre Varana e Nasi”. “O que (significa) Varana e o que (por) Nasi?” “Varana é assim chamado por guardar de todas as falhas cometidas pelos (dez) órgãos (da percepção e da ação). Nasi é assim chamado por destruir todos os pecados cometidos pelos (dez) órgãos. (O local entre Varana e Nasi é o ponto de encontro da parte superior do nariz, e do centro da sobrancelha). “Qual é a sede dele (Avimukta)?” “Isso, que é (conhecido como) junção das sobrancelhas e do nariz, é a junção do paraíso (na forma da coroa da cabeça) e este mundo (sob a forma no final do queixo). O conhecedor do Veda certamente adora esta junção (Samadhi) como Sandhya (em sua adoração diária). Aquele Avimukta é para ser adorado. Quem conhece isto assim (a verdadeira natureza de Avimukta), transmite a sabedoria de Avimukta (aquele eu individual não é outro que não o Brahman sem atributos, aos seus discípulos).

(NT. Varana + Nasi = Varanasi, o local sagrado na Índia, localizado na confluência dos dois rios, Ganges e Yamuna; simbolicamente no corpo, como o encontro de ida e pingala, na raiz do entrecenho.)

PARTE III

1: Então, os estudantes discípulos (Brahmacharins de Yajnavalkya) perguntaram-lhe: “Suplico, diga-nos, qual é aquele mantra que, pelo recitamento, atinge-se a imortalidade?” Ele respondeu: “Ao (recitando) Satarudriya”. Estes mantras são, de fato, os nomes de (Rudra para alcançar) a imortalidade. Ao (recitando) estes (mantras) a pessoa torna-se imortal.

(NT. Pesquisando o Mantra Citado, encontrei referências nos ensinamentos de Swami Krishnananda, que segue ao final deste Upanishad, em sânscrito.)

PARTE IV

1: Em seguida, Janaka, o rei dos Videhas (respeitosamente) aproximou-se de Yajnavalkya e pediu-lhe: “Reverendo Senhor, explique (para mim) os (princípios) da renúncia (Sannyasa)”. Ele (Yajnavalkya), então, respondeu: “Depois de completar o período da disciplina de estudante (Brahmacharya) pode-se tornar um chefe de família. Depois de ser um chefe de família, ele pode se tornar um habitante de uma floresta (ou seja, tornar-se um Vanaprastha). Tendo se tornado um Vanaprastha, ele pode renunciar ao mundo (e assim, tornar-se um monge mendicante). Ou, alternadamente, ele pode abraçar a renúncia de brahmacharya, em si, do (estágio de um) chefe de família, ou da floresta (vida de um Vanaprastha). (Pode ser também que) uma pessoa pode renunciar a vida mundana que lhe desagrada, ou não observando os votos (antes da fase da renúncia, ou os observando, ou tendo se submetido à ablução prescrita em conclusão da disciplina de estudante, ou não, ou se ele é aquele que tem interrompido a manutenção do fogo sagrado na morte de sua esposa (utsannagni), ou se é aquele que não mantém (por outras causas) o sagrado fogo (anagnika).
2: Algumas (doadores da lei) prescrevem o sacrifício chamado Prajapatya (do qual o deus Brahma é a divindade que preside, para um nascido duas vezes, antes dele abraçar a renúncia). Mas (ainda assim estabelecido) ele pode não fazê-lo. ele deve somente realizar o sacrifício no qual Agni é a deidade. Pois Agni é o ar vital (Prana). Assim ele faz (reforçando) o ar vital. Ele deve, então, realizar o sacrifício traidhataviya. Pois as três formas de Agni nele, chamado, Sattva, Rajas e Tamas estão (reforçados) por este sacrifício. (Tendo realizado o sacrifício) ele deve cheirar (a fumaça do) fogo sagrado, recitando o seguinte mantra:
3: “Oh, Fogo, este (ar vital) é a sua fonte; assim como você é nascido de Sutratman (no momento certo), você brilha adiante. Conhecendo-lhe (o Atman, sua melhor fonte) possa você imergir (nele). Possa você aumentar minha riqueza” (aqui o conhecimento transcendental). Na verdade, esta é a fonte do fogo, chamado ar vital. Então. O que é dito neste mantra é: “Que você possa ir até a sua fonte”. Svaha.
4: Tendo procurado o fogo sagrado da (a casa de um bem versado estudante Védico) da aldeia, ele deve cheirar o fogo sagrado como descrito anteriormente. Se ele Fo incapaz de obter o fogo sagrado, ele deve oferecer oblações na água. Pois a água é, na verdade, todos os deuses. Recitando “Eu ofereço oblações a todos os deuses, Svaha”, ele deve colocar a oblação e a colheita (uma pequena porção da) oblação oferecida que está misturado com ghee, ele deve comê-la, pois isso é benéfico. O mantra da liberação (chamado “OM”) é (a essência dos) três Vedas; isto é o que ele deve realizar. Ele é Brahman, e Ele é para ser adorado. De fato, assim é, Oh, reverenciado Yajnavalkya, (disse Janaka).

PARTE V

1: Então, o (Sábio) Atri, perguntou a Yajnavalkya: “Posso perguntar-lhe, Yajnavalkya, como é alguém sem o cordão sagrado de um Brahmana?” Yajnavalkya respondeu: “(A convicção que eu sou o) Eu sozinho é o sagrado cordão. Ele deve, então, sorver um pequeno gole de água (cerimonialmente três vezes). Este é o método recomendado àqueles que renunciam a vida mundana.”
2: (No caso dos Kshatriyas e de outros que não têm direito à renuncia, eles podem pedir a liberação) no caminho dos bravos (de quem busca a morte no campo de batalha), ou rápido (até a morte como uma disciplina), ou entrando na água (e não subir mais), ou entrar no fogo (para ser queimado em cinzas), ou empreender a grande jornada (no qual eles entram em colapso por exaustão).
3: Então, (no caso daqueles que têm direito à renuncia), o monge mendicante vestindo (ocre), vestuário colorido, com a cabeça raspada, aceitando nada (exceto comida para o seu sustento), sendo puro, a ninguém ferindo (em pensamento, palavra e ação), (austeridade) vivendo de esmolas, torna-se apto a realizar Brahman. Se ele for martirizado (por doenças, etc), ele pode renunciar ao mundo por determinação mental, ou por palavras, proferindo mantras. Esta forma (de renúncia) tem sido prescrita por Brahma (o criador, no Vedanta); o asceta (o Sannyasin que tem renunciado o mundo) seguindo seu caminho realiza Brahman. “Assim, de fato, ele é, Oh, reverendo Yajnavalkya”, (apreciou Janaka).

PARTE VI

1: Há sábios chamados Paramahamsas (como nos dias de outrora, os sábios) Samvartaka, Aruni, Svetaketu, Durvasas, Ribhu, Nidagha, Jadabharata, Dattatreya, Raivataka e outros, usando nenhum sinal distintivo, com conduta além do alcance (das pessoas mundanas) e que se comportavam como que privados de seus sentidos, embora (perfeitamente) sanos.
2: Descartando tudo isto, a saber, os triplos bastões (de bambo), o pote de água, o (sling) (para transportar objetos pessoais), as (esmolas) bolsas, o pano para a purificação da água (ligada ao bastão), o tufo de cabelo e o sagrado cordão na água (ou seja, um reservatório), recitando “Bhuh Svaha”, o Paramahamsa deve procurar o Atman.
3: Possuindo uma aparência de um recém-nascido (ou seja, nu), não afetado pelos pares (de opostos, tal como calor e frio, prazer e dor), aceitando nada (exceto o amparo nu), bem estabelecido no caminho da verdade de Brahman, de mente pura, recebendo esmolas na boca (literalmente no vaso da barriga), na hora prevista, a fim de sustentar a vida, tornando-se equânime em ganho ou perda (das esmolas), abrigando-se, sem uma morada (de si próprio), em uma casa desocupada, um templo, uma moita de (alto) grama (ou uma pilha de palha), um formigueiro, à sombra de uma árvore, uma cabana de oleiro, uma casa de campo onde o fogo sagrado é mantido, o banco de areia de um rio, um bosque, uma montanha, ou uma caverna, uma cavidade em uma árvore, a proximidade de uma queda d’água, ou um buraco de chão limpo; sem fazer esforço (de qualquer tipo de atividade remunerada), livre de ‘possessividade’ (ou seja, um sentimento de não possessividade), sempre meditando em Brahman, devotado ao Eu, sempre na intenção de erradicar os bons e os maus karmas, (o sábio) finalmente dá o seu corpo no estado de renúncia - (tal sábio) é certamente um Paramahamsa.

Assim (termina) o Upanishad.


Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Aqui termina o Jabalopanishad pertencente ao Sukla-Yajur-Veda.

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MANTRA SATARUDRIYA
(Conforme citado no Jabala Upanishad)
Por:
Swami Krishnananda
*
Fonte de consulta:
http://www.swami-krishnananda.org
*


ōm namaste rudra manyava utota iṣave namaḥ,
namaste astu dhanvane bāhubhyāmuta te namaḥ.

yā ta iṣuḥ śivatamā śivaṁ babhūva te dhanuḥ,
śivā śaravyā yā tava tayā no rudra mṛḍaya.

yā te rudra śivā tanūraghorā'pāpakāśinī,
tayā nastanuvā śantamayā giriśaṁtābhicākaśīhi.

yāmiṣuṁ giriśaṁta haste bibharṣyastave,
śivāṁ giritra tāṁ kuru mā higṁsīḥ puruṣaṁ jagat.

śivena vacasā tvā giriśācchāvadāmasi,
yathā naḥ sarvamijjagadayakṣmagṁsumanā asat.

adhyavocadadhivaktā prathamo daivyo bhiṣak,
ahīgṁśca sarvāñjaṁbhayantsarvāśca yātudhānyaḥ.

asau yastāmro aruṇa uta babhruḥ sumaṁgalaḥ,
ye cemāgṁrudrā abhito dikṣu śritāḥ
sahasraśo'vaiṣāgṁheḍa īmahe.

asau yo’vasarpati nīlagrīvo vilohitaḥ
utainaṁ gopā adṛśannadṛśannudahāryaḥ
utainaṁ viśvābhūtāni sa dṛṣṭo mṛḍayāti naḥ.


namo astu nīlagrīvāya sahasrākṣāya mīḍhuṣe,
atho ye asya satvāno'haṁ tebhyo'karannamaḥ.

pramuṁca dhanvanastva-mubhayo rārtniyorjyām,
yāścate hasta iṣavaḥ parā tā bhagavo va.

avatatya dhanustvagïsahasrākṣa śateṣudhe,
niśīrya śalyānāṁ mukhā śivo naḥ sumanā bhava.

vijyaṁ dhanuḥ kapardino viśalyo bāṇavāgïuta,
aneśannasyeṣava ābhurasya niṣaṁgathiḥ.

yā te hetirmīḍhuṣṭama haste babhūva te dhanuḥ,
tayā'smānviśvatastva-mayakṣmayā paribbhuja.

namaste astvāyudhāyānātatāya dhṛṣṇave,
ubhābhyāmuta te namo bāhubhyāṁ tava dhanvane.

pari te dhanvano hetirasmānvruṇaktu viśvataḥ,
atho ya iṣudhistavāre asmannidhehi tam.

ōm namaste astu bhagavan
viśveśvarāya mahādevāya
tryaṁbakāya tripurāntakāya
trikalāgni-kālāya kālāgnirudrāya
nīlakaṇṭhāya mrutyuṁjayāya
sarveśvarāya śankaraya
sadāśivāya śrīmanmahādevāya namaḥ.

namo hiraṇyabāhave senānye diśāṁ ca pataye namo
namo vṛkṣebhyo harikeśebhyaḥ paśūnāṁ pataye namo
namaḥ saspiñjarāya tviṣīmate pathīnāṁ pataye namaḥ.

namo babhluśāya vivyādhine'nnānāṁ pataye namo
namo harikeśāyopavītine puṣṭānāṁ pataye namo
namo bhavasya hetyai jagatāṁ pataye namo.

namo rudrāyātatāvine kṣetrāṇāṁ pataye namo
namaḥ sūtāyāhantyāya vanānāṁ pataye namo
namaḥ rohitāya sthapataye vṛkṣāṇāṁ pataye namaḥ.

namo mantriṇe vāṇijāya kakṣāṇāṁ pataye namo
namo bhuvaṁtaye vārivaskṛtāyauṣadhīnāṁ pataye namo
nama uccairghoṣāyākrandayate pattīnāṁ pataye namo
namaḥ kṛtsnavītāya dhāvate satvanāṁ pataye namaḥ.

namaḥ sahamānāya nivyādhina āvyādhinīnāṁ pataye namo
namaḥ kakubhāya niṣaṅgiṇe stenānāṁ pataye namaḥ.

namo niṣaṅgiṇa iṣudhimate taskarāṇāṁ pataye namo
namo vañcate parivañcate stāyūnāṁ pataye namo
namo nicerave paricarāyāraṇyānāṁ pataye namo.

namaḥ sṛkāvibhyo jighāgïsadbhyo muṣṇatāṁ pataye namo
namo'simadbhyo nakta ṁcaradbhyaḥ prakṛntānāṁ pataye namo
nama u ṣṇīṣiṇe giricarāya kuluñcānāṁ pataye namaḥ.

nama iṣumadbhyo dhanvāvibhyaśca vo namo
nama ātanvānebhyaḥ pratidadhānebhyaśca vo namo
nama āyacchadbhyo visṛjadbhyaśca vo namo
namo'syadbhyo viddhyadbhya śca vo namo namaḥ.

nama āsīnebhyaśaśāyānebhyaśca vo namo
nama ḥsvapadbhyo jāgradbhyaśca vo namo
namasti ṣṭhadbhyo dhāvadbhyaśca vo namo
nama ḥsabhābhyaḥ sabhāpatibhyaśca vo namo
namo a śvebhyo'śvapatibhyaśca vo namaḥ.

nama āvyadhinībhyo vividhyantībhyaśca vo namo
nama uga ṇābhyastṛgïhatībhyaśca vo namo
namo g ṛtsebhyo gṛtsapatibhyaśca vo namo
namo vr ātebhyo vrātapatibhyaśca vo namo namaḥ.

namo gaṇebhyo gaṇapatibhyaśca vo namo
namo vir ūpebhyo viśvarūpebhyaśca vo namo
namo mahadbhya ḥkṣullakebhyaśca vo namo
namo rathibhyo'rathebhya śca vo namo
namo rathebhyo rathapatibhya śca vo namaḥ.

namaḥ senābhyaḥ senanibhyaśca vo namo
nama ḥkṣattṛbhyaḥ saṁgrahītṛbhyaśca vo namo
namastakṣabhyo rathakārebhyaśca vo namo
nama ḥkulālebhyaḥ kamārebhyaśca vo namo
nama ḥpuñjiṣṭebhyo niṣādebhyaśca vo namaḥ.

nama iṣukṛdbhyo dhanvakṛdbhyaśca vo namo
namo mrugayubhya ḥśvanibhyaśca vo namo
nama ḥśvabhyaḥ śvapatibhyaśca vo namaḥ.

namo bhavāya ca rudrāya ca namaḥ śarvāya ca
pa śupataye ca namo nīlagrīvāya ca śitikaṇṭhāya ca
nama ḥkapardine ca vyuptakeśāya ca namaḥ
sahasr ākṣāya ca śatadhanvane ca.

namo giriśāya ca śipiviṣṭāya ca namo mīḍhuṣṭamāya
ce ṣumate ca namo hrasvāya ca vāmanāya ca namo
b ṛhate ca varṣīyase ca namo vṛddhāya ca.

saṁvṛddhvane canamo agriyāya ca prathamāya ca
nama āśave cājirāya
ca nama ḥśīghriyāya ca śībhyāya ca nama ūrmyāya
c āvasvanyāya ca namaḥ srotasyāya ca dvīpyāya ca.

namo jyeṣṭhāya ca kaniṣṭhāya ca namaḥ pūrvajāya
c āparajāya ca namo madhyamāya cāpagalbhāya ca
namo jaghany āya ca budhniyāya ca namaḥ
sobhy āya ca pratisaryāya ca.

namo yāmyāya ca kṣemyāya ca nama urvaryāya ca
khaly āya ca namaḥ ślokyāya cāvasānyāya ca namo
vany āya ca kakśyāya ca namaḥ śravāya ca
prati śravāya ca.

nama āśuṣeṇāya cāśurathāya ca namaḥ śūrāya
cāvabhindate ca namo varmiṇe ca varūthine ca
namo bilmine ca kavacine ca nama ḥśrutāya ca
śrutasenāya ca.

namo dundubhyāya cāhananyāya ca namo dhṛṣṇave
ca pramṛśāya ca namo dūtāya ca prahitāya ca namo
niṣaṅgiṇe ceṣudhimate ca.

namastīkṣṇeṣave cāyudhine ca namaḥ svāyudhāya ca sudhanvane ca
namaḥ srutyāya ca pathyāya ca namaḥ kāṭyāya ca nīpyāya ca.

namaḥ sūdyāya ca sarasyāya ca namo nādyāya ca
vaiśantāya ca namaḥ kūpyāya cāvaṭyāya ca
namo varṣyāya cāvarṣyāya ca namo meghyāya  ca
vidyutyāya ca.

nama īdhriyāya cātapyāya ca namo vātyāya ca
reṣmiyāya ca namo vāstavyāya ca vāstupāya ca.

namaḥ somāya ca rudrāya ca namastāmrāya
cāruṇāya ca namaḥ śaṅgāya ca paśupataye ca nama
ugrāya ca bhīmāya ca.

namo agrevadhāya ca dūrevadhāya ca namo hantre ca
hanīyase ca namo vṛkṣebhyo harikeśebhyo namastārāya.

namaśśaṁbhave ca mayobhave ca namaḥ śaṁkarāya
ca mayaskarāya ca namaḥ śivāya ca śivatarāya ca.

namastīrthyāya ca kūlyāya ca namaḥ pāryāya
cāvāryāya ca namaḥ prataraṇāya cottaraṇāya ca nama
ātāryāya cālādyāya ca namaḥ śaṣpyāya ca phenyāya
ca namaḥ sikatyāya ca pravāhyāya ca.

nama iriṇyāya ca prapathyāya ca namaḥ kigïśilāya ca
kṣayaṇāya ca namaḥ kapardine ca pulastaye ca namo goṣṭhyāya ca
gṛhyāya ca namastalpyāya ca gehyāya ca namaḥ kāṭyāya ca
gahvareṣṭhāya ca namo hṛdayyāya ca niveṣpyāya ca.

namaḥ pāgïsavyāya ca rajasyāya ca namaḥ
śuṣkyāya ca harityāya ca namo lopyāya
colapyāya ca nama ūrvyāya ca sūrmyāya ca.

namaḥ parṇyāya ca parṇaśadyāya ca
namo'paguramāṇāya cābhighnate ca
nama ākhkhidate ca prakhkhidate ca.

namo vaḥ kirikebhyo devānāgïhṛdayebhyo
namo vikṣīṇakebhyo namo vicinvatkebhyo
nama ānirhatebhyo nama āmīvatkebhyaḥ.

drāpe andhasaspate daridrannīlalohita,
eṣāṁ puruṣāṇāmeṣāṁ paśūnāṁ mā
bhermā'ro mo eṣāṁ kiṁ canāmamat.

yā te rudra śivā tanūh śivā viśvāha bheṣajī,
śivā rudrasya bheṣajī tayā no mṛḍa jīvase.

imāgïrudrāya tavase kapardine kṣayadvīrāya prabharāmahe matim,
yathā naḥ śamasaddvipade catuṣpade viśvaṁ puṣṭaṁ grāme āsmin anāturam.

mṛḍā no rudrota no mayaskṛdhi kṣayadvīrāya namasā vidhema tey,
yacchaṁ ca yośca manurāyaje pitā tadaśyāma tava rudra praṇītau.

mā no mahāntamuta mā no arbhakaṁ mā na ukṣanta-muta mā na ukṣitam,
mā no'vadhīḥ pitaraṁ mota mātaraṁ priyā mā nastanuvaḥ rudrarīriṣaḥ.

mā nastoke tanaye mā na āyuṣi mā no goṣu mā no aśveṣu rīriṣaḥ,
vīrānmā no rudra bhāmito'vadhīr-haviṣmanto namasā vidhema te.

ārātte goghna uta pūruṣaghne kṣayadvīrāya sumnamasme te astu,
rakṣā ca no adhi ca deva brūhyathā ca naḥ śarma yacchadvibarhāḥ.

stuhi śrutaṁ gartasadaṁ yuvānaṁ mṛganna bhīma-mupahatnumugram,
mruḍā jaritre rudra stavāno anyante asmannivapantu senāḥ.

pariṇo rudrasya hetirvṛṇaktu pari tveṣasya durmatiraghāyoḥ,
ava sthirā maghavadbhyastanuṣva  mīḍhvastokāya tanayāya mruḍaya.

mīḍhuṣṭama śivatama śivo naḥ sumanā bhava,
parame vrukśa āyudhaṁ nidhāya kṛttiṁ vasāna ācara pinākaṁ bibhradāgahi.
vikirida vilohita namaste astu bhagavaḥ,
yāste sahasragïhetayo'nyamasmannivapantu tāḥ.

sahasrāṇi sahasradhā bāhuvostava hetayaḥ,
tāsāmīśāno bhagavaḥ parācīnā mukhā kṛdhi.

sahasrāṇi sahasraśo ye rudrā adhi bhūmyām,
teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.

asmin mahatyarṇave'ntarikṣe bhavā adhi,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi).

nīlagrīvāśitikaṇṭhāḥ śarvā adhaḥ kṣamācarāḥ,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.)

nīlagrīvāśśitikaṇṭhā divagïrudrā upaśritāḥ,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.)

ye vṛkśeṣu saspiṁjarā nīlagrīvā vilohitāḥ,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.)

ye bhūtānāmadhipatayo viśikhāsaḥ kapardinaḥ,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.)

ye anneṣu vividhyanti pātreṣu pibato janān,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.)

ye pathāṁ pathirakśaya ailabṛdā yavyudhaḥ,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.)

ye tīrthāni pracaranti sṛkāvanto niṣaṅgiṇaḥ,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.)

ya etāvantaśca bhūyāgïsaśca diśo rudrā vitasthire,
(teṣāgïsahasrayojane'vadhanvāni tanmasi.)

namo rudrebhyo ye pṛthivyāṁ ye'ntarikśe ye divi yeṣāmannaṁ vāto
varṣamiṣavastebhyo daśa prācīrdaśa dakṣiṇā daśa
pratīcīrdaśodīcīrdaśordhvāstebhyo namaste no
mṛḍayantu te yaṁ dviṣmo yaśca no dveṣṭi  taṁ vo jambhe dadhāmi.

tryaṁbakaṁ yajāmahe sugandhiṁ puṣṭivardhanam,
urvārukamiva bandhanānmṛtyor-mukśīya mā'mṛtāt.

yo rudro'agnau yo'apsu ya oṣadhīṣu yo rudro
viśvā bhuvanā viveśa tasmai rudrāya namo astu.

tamu ṣṭuhi yaḥ sviṣuḥ sudhanvā yo viśvasya kśayati bheṣajasya,
yakśvāmahe saumanasāya rudraṁ namhobhirdevamasuraṁ duvasya.

ayaṁ me hasto bhagavānayaṁ me bhagavattaraḥ,
ayaṁ me viśva-bheṣajo'yagïśivābhimarśanaḥ.

ye te sahasramayutaṁ pāśā mṛtyo martyāya hantave,
tān yajñasya māyayā sarvānava yajāmahe.

mṛtyave svāhā mṛtyave svāhā,
ōṁ namo bhagavate rudrāya viṣṇave mṛtyurme pāhi.

prāṇānāṁ granthirasi rudro mā viśāntakaḥ
tenānnenāpyāyasva. ōṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ.

ōṁ tatpuruṣhaya vidmahe
mahādevāya dhīmahi,
tanno rudraḥ prachodayāt.

ōṁ śāntiḥ śāntiḥ śāntiḥ.