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19 - Mantrika Upanishad (Śukla Yajur Veda)


19 - Mantrika Upanishad

Traduzido por:
 Dr. A. G. Krishna Warrier
 
Publicado por:
 The Theosophical Publishing House, Chennai
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Maio/2010
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library


Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


1: O imaculado Swan, de quatro pés, limitado com três cordões, sutis e imperecíveis, a quem três formas conduz, eu não vejo, embora o veja em toda a parte.

2: Ao mesmo tempo, todos os seres viventes estão confundidos (na escuridão da ignorância) quando (contudo) a escuridão acumulada é destruída (pelo sol do conhecimento redentor). Os sábios, estabelecidos em Sattva, observam o Absoluto além das Gunas (correto) na esfera das gunas.

3 (a): Contemplado pelos sábios como Kumara, etc.; o Absoluto não é, de outro modo, capaz de ser percebido (ao todo).

3 (b) – 4: O agente da sobreposição, a Não-nascida (Maya), a mãe da ignorância inveterada, oito vezes, das modificações; assim ele é estendido e novamente dá origem. O mundo sob tal poder e orientação dá origem aos valores do homem.

5: A poderosa Maya do Senhor, tendo, ambos, um início e um fim, a criadora, traz seres em existência; branco, negro e vermelho (Ela) realiza todos os desejos.

6: (O ignorante) experimenta esta Maya não objetiva (cuja natureza é real) desconhecida (mesmo) aos sábios como Kumara. O Senhor, por si só, livremente seguindo (Sua) aprecia Maya (como Seu Senhor e Companheiro).

7: Ele aprecia (Ela) através, tanto da contemplação quanto da ação. Ele , o onipresente único, sustenta (Ela) que é comum a um e a todos, a safra (dos objetos desejados) e é apreciado pelos sacrificadores.

8: Os magnânimos (sábios) observam em (a esfera de) Maya a ave comer os frutos (dos Karmas). Os sacerdotes, que têm completado a sua formação Védica, têm declarado o Outro para ser destacado.

9: Os mestres do Rig-Veda, bem versados nos Shastras, repetem o que os Yajur-Vedins têm declarado. Os adeptos em Sama-Veda cantam Brhatsama e Rathantara também (reafirmando esta verdade).

10: (Védico) sábios como Bhrigu e os Bhargavas – estes seguidores do Atharva-Veda, praticando o Veda, os mantras e as doutrinas secretas, na sequência em Palavras, (todos enunciam a mesma doutrina).

11-13: O co-discípulo fiel, firme e realizado, o Touro vermelho, o Remanescente sacrificial – como todos estes, em relação à Sua imensidão; e como o Tempo, a Vida, a ira divina, o Destruidor, o grande Senhor, o Próprio, Rudra, o Protetor dos Jivas, o Recompensador dos virtuosos, o Senhor dos seres viventes, o Virat, o Sustentador e as Águas (da vida), é o Todo-penetrante, louvado por seres magníficos nos mantras, e bem conhecido ao Atharva-Veda.

14: Alguns declaram-Lhe (o grande Senhor) como o vigésimo sexto (Princípio); outros como o vigésimo sétimo; o mestre do Atharva-Veda e dos Atharva Upanishads conhecem os Espíritos além das qualidades, como estabelecido no Sankhya.

15: O manifesto e o imanifesto foram contados (juntos) como quarenta e quatro. (Alguns) declaram-Lhe não-dual; como dual; como três vezes; e, semelhantemente, como cinco vezes.

16: Aqueles que vêem com o olho da sabedoria, o duas vezes nascido, percebem-No como compreendendo tudo de Brahman, desde as estacas, como um único, puro por completo, todo penetrante.

17: Aquele no qual esta força múltipla, móvel e imóvel, é tecido – naquela mesma coisa ele também se funde como os rios fazem no mar.

18: Naquele, no qual os objetos estão dissolvidos, e, tendo sido dissolvidos, tornam-se imanifestos, uma vez mais eles alcançam a manifestação; eles são novamente nascidos como bolhas.

19: Eles voltam como seres pela virtude das causas supervisionadas pelos eus individuais que conhecem “o campo”. Tal é o bendito Senhor, assim outros, repetidamente, declaram.

20: Aqueles Brahmanas que (exato) conhecem Brahman – aqui somente eles estão dissolvidos; e sendo dissolvidos eles existem no Avyakta. Tendo sido dissolvidos eles existem no Avyakta – esta é a doutrina secreta.

Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Aqui termina o Mantrikopanishad pertencente ao Sukla-Yajur-Veda.