© Todos os Direitos Reservados. Não é permitido compartilhar o conteúdo deste Blog em outros sites. Este Blog está protegido contra cópias de seu conteúdo inteiro ou em partes. Grata pela compreensão.

23 - Paramahamsa Upanishad (Śukla Yajur Veda)


23 - Paramahamsa Upanishad


Traduzido por:
 Swami Madhavananda
Publicado por:
 Advaita Ashram, Kolkatta
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Maio/2010
___________________________
Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library


Invocação
 

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!



1: “Qual é o caminho dos yogues Paramahamsas, e quais são seus deveres? – foi a pergunta que Narada fez ao aproximar-se do Senhor Brahma (o Criador). Para ele, o Senhor respondeu: O caminho dos Paramahamsas que você questiona, é acessível com grande dificuldade pelas pessoas; ele não tem muitos expoentes, e é o bastante se houver um semelhante. Verdadeiramente, tal semelhante descansa no sempre puro Brahman; ele é, de fato, o Brahman incutido nos Vedas – isto é o que os conhecedores da Verdade observam; ele é o grande um, pois ele repousa toda a sua mente sempre em Mim; e Eu, também, pois por essa razão, Resido nele. Tendo renunciado seus filhos, amigos, esposa e relacionamentos etc., e tendo acabado com o Shikha, o cordão sagrado, o estudo dos Vedas e todos os trabalhos, bem como com este universo, ele deve usar o Kaupina, o bastão, e somente roupas suficientes, etc., para a manutenção de seu corpo nu, e para o bem de todos. E isso não é o final. Se ele for perguntado o que é o final, é como se segue:

2: O Paramahamsa carrega nem o bastão, nem o tufo de cabelo, nem o cordão sagrado, nem qualquer revestimento. Ele não sente frio nem calor, nem felicidade nem miséria, nem honra, nem desprezo, etc. Ele se encontra além do alcance das seis ondas do oceano do mundo. Tendo desistido de todo o pensamento de calúnia, vaidade, inveja, ostentação, arrogância, apego ou antipatia aos objetos, alegria e tristeza, luxúria, ira, avareza, auto-ilusão, exaltação, despeito, egoísmo, e assim por diante, ele considera o seu corpo como um cadáver, conforme ele tenha completamente destruído a idéia do corpo. Sendo eternamente livre de causa da dúvida, e da compreensão equivocada e do falso conhecimento, realizando o Eterno Brahman, ele vive em si mesmo, com a consciência “Eu sou Ele, Eu sou Aquele que é sempre calmo, imutável, indiviso, da essência do conhecimento da Bem-aventurança, que, por Si só, é a minha real natureza”. Aquele (Jnana), por si só, é seu Shikha. Aquele (Jnana), por si só, é o cordão sagrado. Através do conhecimento da unidade do Jivatman com o Paramatman, a distinção entre eles é totalmente desaparecido, também. Esta (unificação) é sua cerimônia Sandhya.

3: Aquele que abandona todos os desejos tem seu descanso supremo no Um sem um outro segundo, e quem observa o bastão do conhecimento, é a verdade Ekadandi. Quem carrega um mero cajado de madeira, que leva para todos os tipos de objetos dos sentidos, e é desprovido de Jnana, vai para os infernos terríveis, conhecidos como Maharauravas. Conhecendo a distinção entre estes dois, ele se torna um Paramahamsa.

4: Os quadrantes são suas roupas, ele ajoelha-se diante de ninguém, ele oferece nenhuma oblação aos Pitris (manes), culpa nenhuma, louvor nenhum – o Sannyasin é sempre independente da vontade. Para ele não há invocação a Deus, nenhuma cerimônia de despedida; nenhum Mantra, nem meditação, nem culto; para ele nem sequer o mundo fenomenal, nem aquele o qual é desconhecido; ele não vê sequer a dualidade, nem sequer percebe a unidade. Ele não vê sequer o “Eu” ou “Tu”, nem tudo isto. O Sannyasin não tem casa. Ele não deve aceitar qualquer coisa feita de ouro ou algo semelhante, ele não deve ter um corpo de discípulos, ou aceitar riqueza. Se ele for perguntado que mal há em aceitá-los, (a resposta é), sim, não há mal algum em fazê-lo. Porque se o Sannyasin olha o ouro com saudades, ele faz a si mesmo um matador de Brahman; porque se o Sannyasin toca o ouro com saudade, ele se torna um degradado em Chandala; porque se ele toca o ouro com saudade, ele faz a si mesmo um matador do Atman. Portanto, o Sannyasin não deve nem olhar, nem tocar, nem tirar ouro com saudade. Todos os desejos da mente cessam de existir, (e conseqüentemente) ele não é agitado pela dor, e não tem saudade pela felicidade; renúncia do apego aos prazeres dos sentidos vem, e ele está em toda parte sem apego na bondade ou na maldade, (conseqüentemente) ele não odeia nem se exalta. A inclinação da cessação de todos os órgãos dos sentidos retrocede nele, que repousa no Atman, sozinho. Realizando “Eu sou aquele Brahman que é o Único Conhecimento Infinito da Bem-aventurança”, ele chega ao fim de seus desejos, verdadeiramente, ele chega ao fim de seus desejos.



Invocação


Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Paz! Paz! Paz!


Aqui termina o Paramahamsopanishad pertencente ao Sukla-Yajur-Veda.