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32 - Amrita-Nada Upanishad (Kṛṣṇa Yajur Veda)


32
Amrita-Nada Upanishad


Traduzido por:
K. Narayanasvami Aiyar
Publicado por:
Advaita Ashram, Kolkatta
  
Traduzido para o Português por

Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Maio/2010
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library



Invocação

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


1: O sábio, tendo estudado os Shastras e refletido neles repetidas vezes, e tendo vindo a conhecer Brahman, deve abandoná-los (os Shastras) todos, como um estigma (marca de fogo).

2-3: Tendo subido o carro do OM, com Vishnu (o Eu Mais Elevado), como o cocheiro, deve-se pretender ir para o assento de Brahmaloka, intencionando na adoração de Rudra, deve-se ir no carro enquanto ele puder ir. Em seguida, abandonando o carro, ele alcança o local do Senhor do carro.

4: Tendo desistido de Matra, Linga e Pada, ele atinge o Pada sutil (sede, ou palavra) sem as vogais ou as consoantes, pelos meios da letra “M” sem o Svara (acento).

5: Aquilo é chamado de Pratyahara (abstração dos sentidos), quando alguém meramente pensa que os cinco objetos dos sentidos, tais como som etc., bem como a mente muito instável como as rédeas do Atman.

6: Pratyahara (subjugação dos sentidos), Dhyana (contemplação), Pranayama (controle do alento), Dharana (concentração), Tarka e Samadhi são ditos serem as seis partes do Yoga.

7: Assim como as impurezas das montanhas de minerais são queimadas pelo soprador, assim o as manchas praticadas pelos órgãos são queimadas pelo controle do Prana.

8: Através dos Pranayamas deve-se queimar as manchas; através de Dharana, os pecados; através de Pratyahara, as (más) associações; através de Dhyana, as qualidades ímpias.

9: Tendo destruído os pecados, deve-se pensar em Ruchira (o brilhante).

10: Ruchira (cessação), expiração e inspiração – estes três são Pranayama da (Rechaka, Puraka e Kumbhaka) expiração, inspiração e cessação da respiração.

11: Aquele é chamado (único) Pranayama quando se repete com um prolongado (ou alongado) respiração três vezes o Gayatri com seus Vyahritis e Pranava (antes), juntamente com os Siras (a cabeça), juntando-o depois.

12: Aumentar o Vayu do Akasa (região, ou seja, o coração), e fazendo o corpo vazio (de Vayu), e esvaziar, e unir (a alma) ao estado de vazio, é chamado Rechaka (expiração).

13: Isso é chamado Puraka (inspiração) quando se leva em Vayu, como um homem deveria levar água em sua boca através do caule de lótus (ou seja, muito lentamente).

14: Isto é chamado Kumbhaka (cessação da respiração), quando não existe nem inspiração e nem expiração, e o corpo está imóvel, permanecendo ainda em um estado.

15: Então, ele vê as formas como os cegos, ouve sons como os surdos, e vê o corpo como uma madeira. Isto é a característica de quem tem atingido uma grande serenidade.

16: Isso é chamado Dharana quando o homem sábio, no que se refere à mente como Sankalpa (*) e, imergindo em Sankalpa em Atman, contempla em seu Atman (sozinho).

(*) Sankalpa é uma frase curta, por exemplo: “Eu sou Brahman”, etc.

17: Isso é chamado Tarka, quando se faz inferência o qual não entra em conflito com os Vedas. Isto é chamado Samadhi, no qual um, em atingi-lo, pensa (todos) iguais.

18-20: Sentando-se no chão em um assento de grama Kusa, o qual seja agradável e desprovido de todos os males, tendo protegido-se mentalmente (das influências maléficas), proferindo o Ratha Mandala, assumindo qualquer postura Padma, Svastika, ou Bhadra, ou qualquer outra que possa ser praticada facilmente, com a face voltada para o norte e fechando a narina como o polegar, deve-se inspirar através da outra narina e reter a respiração com o polegar e reter a respiração no interior, e preservar o Agni (fogo). Então, ele deve pensar no som (OM) somente.

21: Om, a única letra é Brahman; Om não deve ser soprado. Através deste divino mantra (OM), ele deve fazer muitas vezes para se livrar das impurezas.

22: Quando, conforme dito antes, o Mantra, conhecido pelo sábio, deve ser meditado regularmente, iniciando do umbigo para cima, do estado bruto, o primário (ou sem) bruto e sutil (estados).

23: O nobre sábio deve desistir de tudo (visão), vendo através de, acima ou abaixo, e deve praticar yoga sempre estando imóvel e sem tremor.

24: A união como determinada (feito) pela permanência, sem tremor, no caule reverenciado (ou seja, Sushumna) é, exclusivamente, Dharana. O yoga com a duração de doze Matras é chamado (Dharana).

25: Aquele que nunca decai é Akshara (OM), o qual está sem Ghosha (terceira, quarta e quinta letras de “K”), consoante, vogal, palatal, gutural, nasal, letra “R” e sibilantes.

26: O Prana viaja através (ou passa) do caminho através do qual este Akshara (OM) vai. Portanto, deve-se praticar diariamente, a fim de passar ao longo deste (curso).

27: É através da abertura (ou buraco) do coração, através da abertura de Vayu (provavelmente o umbigo), através da abertura da cabeça, e através da abertura de Moksha. Eles o chamam de Bila (caverna), Sushira (buraco), ou Mandala (roda).

28: (Em seguida, sobre os obstáculos do yoga): Um yogue deve sempre evitar o medo, a raiva, a preguiça, muito sono ou a vigília, e também muita comida ou o jejum.

29: Se a regra acima for bem, e rigorosamente, praticada a cada dia, a sabedoria espiritual surgirá, por si só, em três meses, sem dúvida.

30: Em quatro meses, ele vê os Devas; em cinco meses, ele conhece (ou torna-se) Brahma-Nishtha (aquele que está estabelecido em conhecimento em Brahman); e, verdadeiramente, em seis meses ele atinge Kaivalya (liberação) à sua vontade. Não há dúvidas.

31: O que é da terra é de cinco Matras (ou leva cinco Matras para pronunciar Parthiva-Pranava). O que é da água é de quatro Matras; de Agni, três Matras; de Vayu, dois.

32: E do Akasa, um. Mas ele deve pensar que é sem Matras. Tendo unido Atman com Manas, deve-se contemplar a Atman através de Atman.

33: Prana é de trinta dígitos. Tal é a posição (de alcance) dos Pranas. Isso se chama Prana, o qual é a sedo dos Pranas externos.

34: A respiração, pelo dia e pela noite, é numerada como 1, 13, 180 (ou 21, 600,?).

35: (Dos Pranas) o primeiro, ou seja, o Prana está permeando o coração; o Apana, o ânus; Samana, o umbigo; Udana, a garganta;

36: E Vyana, todas as partes do corpo. Em seguida, vem as cores dos cinco Pranas, nesta ordem.

37: Prana é dito ser da cor vermelho sangue, da gema (ou coral); Apana, que está no meio, é da cor de Indragopa (um inseto de cor branca, ou vermelha);

38: Samana está entre a cor do leite puro e do cristal (ou óleo e reluzente), entre ambos (Prana e Apana); Udana é Apandara (branco pálido); e Vyana assemelha-se à cor de Archis (ou raio de luz).

39: Aquele homem nunca renasce, onde quer ele morra, de quem cujo alento sai da cabeça após perfurar através desta Mandala (da glândula pineal). Aquele homem nunca renasce.

Invocação


Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!



Aqui termina o Amritanada Upanishad pertencente ao Krishna-Yajur-Veda.