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31 - Amrita Bindu Upanishad (Kṛṣṇa Yajur Veda)



31
Amrita Bindu Upanishad

Traduzido por:
Swami Madhavananda

Publicado por:
Advaita Ashram, Kolkatta
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt

***
Brasil – RJ
Maio/2010 
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library


Invocação

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


1: A mente é citada como de dois tipos, pura e impura. A mente impura é aquele que é possuída de desejos, e a pura é aquele que é desprovida de desejos.

2: Ela é, na verdade, a mente que é a causa da escravidão e da liberação dos homens. A mente que está atrelada aos objetos dos sentidos, leva à escravidão, enquanto que dissociada dos objetos dos sentidos, tende a levar à liberação. Assim eles pensam.

3: Uma vez que a liberação é predicado da mente desprovida de desejos pelos objetos dos sentidos, a mente deve sempre estar livre de tais desejos, pelo buscador atrás da liberação.

4: Quando a mente, com seus apegos pelos objetos dos sentidos é aniquilada, está totalmente controlada dentro do coração e, assim, realizada em sua própria essência, então, aquele Supremo Estado (é adquirido).

5: A mente deve ser controlada para aquela dimensão no qual ele se funde no coração. Isto é Jnana (realização) e isto é Dhyana (meditação) também, tudo o mais é argumentação e palavreados.

6: (O Supremo Estado) não deve nem ser pensado (como sendo algo externo e agradável para mente), nem digno de ser pensado de (como algo desagradável para mente); nem é Ele para ser pensado de (como sendo da forma do prazer dos sentidos), mas para ser pensado de (como a essência do sempre manifesto, eterno, suprema Bem-aventurança, em Si); aquele Brahman, o qual é livre de todas as parcialidades, é alcançado naquele estado.

7: Deve-se praticar devidamente a concentração no OM (primeiramente), através dos meios destas letras, em seguida, meditar no OM sem levar em conta suas letras. Finalmente, na realização com esta última forma de meditação no OM, a idéia da não-entidade é atingida como entidade.

8: Aquele, por si só, é Brahman, sem partes componentes, sem dúvida e sem mácula. Realizando “Eu sou aquele Brahman”, a pessoa se torna o imutável Brahman.

9: (Brahman é) sem dúvida, infinito, além da razão e da analogia, além de todas as provas e sem causas conhecidas, o qual o sábio se torna livre.

10: A mais elevada Verdade é aquela (consciência pura), o qual realiza, “Não há nenhum controle da mente, nem sua vinda em jogo”, “Nem eu estou confinado, nem eu sou um adorador, nem eu sou um buscador atrás da liberação, nem quem tem atingido a liberação”.

11: Na verdade, o Atman deve ser conhecido como sendo o mesmo em Seus estados de vigília, sonho e sono sem sonhos. Para ele, que transcendeu os três estados, não há mais renascimento.

12: Sendo o único, a Alma universal está presente em todos os seres. Embora único, Ela é vista como muitos, como a lua na água.

13: Assim como o jarro que está sendo removido (de um local para outro), mudando de lugar, e não muda o Akasa encerrado no jarro – assim é o Jiva semelhante ao Akasa.

14: Quando várias formas, como o jarro, são quebradas repetidas vezes, o Akasa não as reconhece como quebradas, mas Ele as reconhece como perfeitas.

15: Estando coberto por Maya, o qual é um simples som, Ele não reconhece, através da escuridão, o Akasa (o único Bem aventurado). Quando a ignorância é separada, estando Ele, então, Ele mesmo, sozinho, só vê a unidade.

16: O OM como Palavra é (primeiramente contemplado como) o Supremo Brahma. Depois, aquela (palavra idéia) desaparece, aquele Brahman imperecível (permanece). O sábio deve meditar naquele Brahman imperecível, se ele desejar a paz de sua alma.

17: Dois tipos de Vidya devem ser conhecidos – a Palavra-Brahman, e o Supremo Brahman. Tendo dominado a Palavra-Brahman, alcança-se o Mais Elevado Brahman.

18: Depois de estudar os Vedas, a pessoa inteligente, que está unicamente com a intenção de adquirir conhecimento e realização, deve descartar os Vedas completamente, como o homem que procura obter arroz descartando a casca.

19: Das vacas, os quais são de diversas cores, o leite é da mesma cor. (Aquele inteligente) refere-se à Jnana como o leite, e as muitas ramificações dos Vedas como as vacas.

20: Como a manteiga escondida no leite, a Pura Consciência reside em todos os seres. Aquela deve ser constantemente agitada pela vara de agitar da mente.

21: Pegando a corda do conhecimento, deve-se levar para fora, como fogo, o Supremo Brahman. Eu sou aquele Brahman indivisível, imutável e calmo, assim ele é pensado.

22: Em Quem reside todos os seres, e Quem reside em todos os seres pela virtude de Seu ser, o doador da graça para todos – Eu sou aquela Alma do Universo, o Supremo Ser, Eu sou aquela Alma do Universo, o Supremo Ser.

Invocação


Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!

Aqui termina o Amritabindupanishad, como contido no Krishna-Yajur-Veda.