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46 - Maha Narayana Upanishad (Kṛṣṇa Yajur Veda)



46
Maha Narayana Upanishad


Traduzido por:
Swami Vimalananda
Publicado por:
Sri Ramakrishna Math, Chennai

Traduzido para o Português por

Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt

***
Brasil – RJ
Junho/2010
___________________________

Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library


Invocação

Hari Om! Que Mitra, Varuna, Aryaman, Indra e Brihaspati
E o todo permeante Vishnu sejam propícios a nós,
E concedam-nos o bem estar e a bem-aventurança.
Eu me prosto a Brahman em reverência.Oh, Vayu, eu me prosto a Ti em adoração.
Tu, na verdade, és Brahman perceptível.
Eu declaro: Tu estás correto.
Tu és a verdade e o bem.
Que ele – o Ser Supremo, adorado como Vayu – preserve-me.
Que Ele preserve o professor.
A mim, que ele proteja; A meu professor, que Ele o proteja.

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!

PARTE I

1:  O Senhor da criação, que está presente nas águas ilimitadas, na terra e acima, no paraíso, e que é maior do que o maior, tendo entrado nas inteligências brilhantes das criaturas, em forma de semente, atua nos fetos (que cresce no ser vivente que nasce).

2: Aquele no qual todo o universo existe junto, e no qual ele se dissolve. Aquele no qual todos os deuses permanecem desfrutando de seus respectivos poderes – Aquele, certamente, é o que tem sido no passado e que, de fato, virá no futuro. Esta causa do universo, Prajapati, é suportada por Sua própria natureza imperecível, descrita como éter absoluto.

3: Ele, por quem o espaço entre o paraíso e a terra, bem como o paraíso e a terra estão envoltos. Ele, por quem o sol queima com calor e dá luz, e Ele, por quem os sábios prendem no éter de seus corações (com o fio da meditação), no qual – O Único Imperecível – todas as criaturas habitam.

4-5: De quem a criadora do mundo, Prakriti, nasceu, que criou no mundo as criaturas de seus elementos, tal como água; que entrou nos seres, consistindo de ervas, quadrúpedes e homens, como o controlador interno, que é maior do que os maiores, que é um sem um segundo, que é imperecível, que é de formas ilimitadas, que é o universo, que é o ancião, que permanece além da escuridão, ou de Prakriti, e que é o mais elevado do que o mais elevado – não existe mais nada além, ou mais sutil, do que Ele.

6: Os sábios declaram: Aquele, por si só, é o correto; e Aquele, por si só, é a verdade: Aquele, por si só, é o venerável Brahman contemplado pelo sábio. Atos de adoração e utilidade social também são aquela Realidade. Aquele, por si só, é o umbigo do universo, sustentando a multiplicidade do universo que surgiu no passado e que salta para a existência presente.

7: Aquele, por si só, é Fogo: Aquele é Ar; Aquele é Sol; Aquele, verdadeiramente, é Lua; Aquele, por si só, é Estrela brilhando e Ambrosia. Aquele é alimento; Aquele é Água e Ele é o Senhor das criaturas.

8-9: Todos os nimesas, kalas, muhurtas, kasthas, duas, meios meses, meses, e estações, nasceram da Pessoa auto-luminosa. O ano também nasceu Dele. Ele ordenhou as águas e também estes dois, o firmamento e o paraíso.

10: Nenhuma pessoa nunca compreendeu por sua compreensão o limite acima deste Paramatman, nem Seu em seus limites, nem em Sua porção mediana. Seu nome é “Grande Glória”, pois ninguém limita Sua natureza pela definição.

11: Sua forma não para ser vista; ninguém O contempla com os olhos. Aqueles que meditam Nele com suas mentes sem distrações, e fixadas no coração, O percebem; eles se tornam imortais.

[Paramatma-sukta ou Hiranyagarbha-sukta – do Yajur-Veda-Samhita:

1: O universo surgiu de Visvakarman através da água, da terra, do fogo e de outros elementos. Ele distinguiu Aditya, Indra e outros deuses. O sol, chamado Tvasta, nasceu na manhã, incorporando Seu esplendor. No início da criação o mundo mortal, envolvido em escuridão, recebeu seu esplendor divino do sol brilhando na glória de Paramatman.

2: Eu conheço esta Grande Pessoa que está além da ignorância e da escuridão, e que, cujo esplendor, é comparável àquele do sol. Conhecendo-O assim nesta vida, transcende-se a morte. Não existe outro caminho que conduz à realização da liberação.

3: O sol que é o Senhor das criaturas, move-se no espaço entre o céu e a terra, produzindo o dia e a noite. Embora Ele é o não nascido, sendo o Eu de todos, Ele manifesta-Se como o universo manifesto. Os homens sábios percebem a fonte do universo, o todo permeante Paramatman. Prajapati, o primeiro patriarca, procurou a posição, o qual Marichi e outros sábios alcançaram.

4: Saudação o Deus Sol resplandecente, que é o filho de Para-Brahman, que brilha em benefício dos deuses, que é invocado como o líder benevolente dos deuses, e que nasceu como o mais velho entre os deuses.

5: Quando os deuses instituíram o Conhecimento de Brahman, eles declararam assim ensinando sobre a Suprema Realidade. – Aquele sábio que conhece o Supremo, como descrito anteriormente, terá soberania sobre os deuses, pois ele se torna o Eu Íntimo de todos.

6: Oh, Sol, Hri e Lakshmi são Tuas consortes, sendo Teu eu Brahma, Vishnu e Siva. O dia e a noite são Teus dois lados. As constelações no céu são Tua própria forma. Os Ashvins são Teus meses. Sendo assim, conceda-me o que eu desejo, iluminação espiritual, felicidade aqui e outros objetos de desejo.]

[Hino a Hiranyagarbha – do Taittiriya-Samhita IV-1-8:

1: O resplandecente Prajapati, nascido no início da criação, da Suprema potência, com o poder de Maya. Tendo nascido, Ele se torna um sustentador e um nutridor de todos os seres. O mesmo Paramatman, aqui designado como Hiranyagarbha, suporta a terra, bem como o paraíso. Que nós possamos adorar aquele Único brilhante com oferendas – que é da natureza da bem-aventurança, e cujas característica, ou natureza, não podem ser questionadas.

2: Quem se tornou o soberano governante de todos os seres, vivendo e existindo na terra; quem controla como o Espírito habitando em todos os bípedes e quadrúpedes evidentes sobre a terra;

3: Quem é o doador do Eu (todos os Seres em realidade sendo Ele próprio). Quem é o doador de força (como um nutridor através do alimento); cujo comando até mesmo os deuses estão ansiosos por receber; a quem a imortalidade e a morte obedecem como a sombra;

4: Cuja glória as montanhas, o Himalaia e o resto, declaram; cuja grandeza o oceano, juntamente com os rios proclama; a cujas mãos envolvidas em administrar a justiça pode ser comparada às oito direções;

5: Que é a divindade dual, paraíso e terra, brilhando pela luz e estabelecido para a proteção da visão do mundo na mente, como a fonte da sua grandeza; apoiado por quem o sol se move gloriosamente depois de elevar-se.

6: Por quem o poderoso céu e a região terrestre foram feitos firmes; por quem o paraíso bem-aventurado foi concedido aos virtuosos, por quem a Liberação foi empregado para os virtuosos; que é o criador da criação Rajasa na região média;

7: Através do poder de quem as grandes Águas Causais conservam, com seu poder de desdobramento, e a capacidade para produzir fogo transformado a si mesmo na forma do mundo, e de quem o Alento de todos os deuses vêm à existência.

8: Quem – o Hiranyagarbha – vê as águas que criam o fogo, e suportam os atos védicos de culto (a fim de dotá-lo com tal potência); que é o único Deus governando sobre todo o resto)].


PARTE I (CONTINUAÇÃO)

12: Este Senhor, Auto-luminoso, renomado nas escrituras, permeia todos os quadrantes do paraíso. Tendo nascido como Hiranyagarbha no princípio, Ele, na verdade, está dentro do universo, representado como o útero. Ele, por si só, é o mundo múltiplo da criação, agora saltando na existência e causando o nascimento do mundo da criação ainda por vir. Como alguém tendo a face em toda a parte, Ele habita também como o Eu mais oculto, conduzindo todas as criaturas.

13: A Realidade Auto-luminosa é um sem um segundo, e é o criador do paraíso e da terra. (Tendo criado o universo por Si mesmo e de Si mesmo), Ele tornou-se o possuidor dos olhos, das faces, das mãos e dos pés de todas as criaturas em cada parte do universo. Ele controla todos eles pelo dharma e pelo adharma (mérito e demérito), representado como Suas duas mãos, e os elementos constitutivos do universo, que forneceram as Almas com o material personificado representado como patatra, ou pernas.

14-15: Aquele, no qual este universo se originou, e no qual será absorvido; Ele que existe como a urdidura e a trama em todos os seres criados; Ele pelo qual os três estados (de vigília, sonho e sono profundo) são empregados no intelecto oculto nas criaturas; Aquele, em que o universo encontra um único local de repouso – tendo em vista que Paramatman, o Gandharva chamado Vena, torna-se um verdadeiro conhecedor de todos os mundos, e proclamado (por seus discípulos pela primeira vez), aquela Realidade como imortal. Ele que conhece aquele Único onipresente torna-se merecedor de receber a honra devida ao pai mesmo de seu próprio pai natural.

16: Através de cujo poder os deuses que atingiram a imortalidade na terceira região do paraíso, atribuíram seus respectivos locais; Ele é seu amigo, pai e ordenador. Ele conhece os lugares próprios de cada um, porque Ele compreende todos os seres criados.

17: Eles (ou seja, aqueles que realizaram sua identidade com o Mais Elevado Senhor) imediatamente propagam-se sobre o paraíso e a terra. Eles permeiam outros mundos, os quadrantes do paraíso e o a região celestial chamada Suvarloka. Quem quer que, entre os seres criados, vê aquele Brahman nomeado Rita, ou “a Verdade” não intermitentemente permeando a criação como o fio de um tecido, pela contemplação na mente, verdadeiramente, torna-se Aquele.

18: Tendo permeado os mundos, e criado os seres, e todos os quadrantes, e os quadrantes intermediários, o primeiro nascido de Brahman, conhecido como Prajapati, ou Hiranyagarbha, torna-se, por Sua própria natureza, como Paramatman, o governador e protetor das almas individuais.

19: Eu rezo para que possa alcançar o Senhor maravilhosamente excelente da causa imanifesta do universo, que é querido por Indra e meu próprio Eu, que é invejável, que é digno de reverência, e que é o doador do poder intelectual.

20: Oh, Jatavedas, reluza brilhantemente a fim de destruir os pecados ligados a mim. Confira sobre mim prazeres de várias espécies, incluindo o gado. Dê-me sustento e longevidade, e nomeie uma habitação adequada para mim em qualquer direção.

21: Oh, Jatavedas, através da Tua graça, que o mal não possa matar nossas vacas, cavalos, homens e outros pertences no mundo. Oh, Fogo, venha socorrer-nos sem segurar armas em Tuas mãos, ou através de nossos delitos em Tua mente. Junte-me por todos os lados com a riqueza.

22: Que nós possamos conhecer a Pessoa Suprema, e para a realização de Seu Conhecimento, que nós possamos meditar Nele, o Grande Deus de mil olhos. Que Rudra possa, o doador do Conhecimento, nos impelir assim para a meditação, mantendo-nos nela.

23: Que nós possamos conhecer, ou perceber, a Pessoa Suprema. Para isso, que nós possamos meditar em Mahadeva, e que Rudra possa nos impelir à meditação.

24: Que nós possamos conhecer a Pessoa Suprema. Para isso, que nós possamos meditar em Vakratunda. Que Dantin possa nos impelir.

25: Que nós possamos conhecer a Pessoa Divina. Para isso, que nós possamos meditar em Chakratunda. Que Nandi possa nos impelir.

26: Que nós possamos conhecer aquela Pessoa Divina. Para isso, que nós possamos meditar em Mahasena. Que Shanmukha possa nos impelir.

27: Que nós possamos conhecer aquela Pessoa Divina. Para isso, que nós possamos meditar em Suvarnapaksha. Que Garuda possa nos impelir.

28: Que nós possamos conhecer o Veda, personificado como as quatro faces de Brahman. Para isso, que nós possamos meditar em Hiranyagarbha. Que Brahman possa nos impelir.

29: Que nós possamos conhecer Narayana. Para isso, que nós possamos meditar em Vasudeva. Que Vishnu possa nos impelir.

30: Que nós possamos conhecer Vajranakha. Para isso, que nós possamos meditar em Tikshnadamstra. Que Narasimha possa nos impelir.

31: Que nós possamos conhecer Bhaskara. Para isso, que nós possamos meditar no grande produtor de luz. Que Aditya possa nos impelir.

32: Que nós possamos conhecer Vaishvanara. Para isso, que nós possamos meditar em Lalila. Que Agni possa nos impelir.

33: Que nós possamos conhecer Katyayana. Para isso, que nós possamos meditar em Kanyakumari. Que Durgi possa nos impelir.

34: Que durva possa (a grama do medo), que representa o Espírito divino, que é superior a mil agentes purificando, que tem inúmeros nós e brotos, e que destrói os efeitos dos maus sonhos, remover todas as minhas impurezas.

35: Oh, durva, assim como tu cresces mais e mais, multiplicando-se a cada nó, fazendo brotar raízes e caules frescos, assim também ajude-nos a crescer em progênie por centenas e milhares de anos.

36: Oh, Devi, adorada pelos devotos, que nós possamos adorar-Te com oblações – tu, que Te multiplica por centenas e cresce em milhares.

37: Oh, terra, que é atravessada por um cavalo, uma carruagem e Vishnu, eu te guardarei em minha cabeça; proteja-me a cada passo.

38: A terra é a doadora da felicidade, como o a vaca leiteira, a sustentadora da vida e o suporte de todos os seres viventes. (Representada como tal, a terra é endereçada): Tu foste levantada por Krishna em Sua encarnação de javali tendo cem mãos.

39: Oh, excelente terra, destrua minha maldade profunda, bem como os pecados ligados a mim. Oh, excelente terra, tu és um presente do Deus das criaturas. Tu és louvada sobre Kashyapa. Oh, excelente terra, conceda-me prosperidade, pois tudo depende de ti.

40: Oh, excelente terra, no qual todas as criaturas são suportadas, limpe todos os pecados de mim. oh, excelente terra, meus pecados tem sido destruídos por ti, eu alcanço o mais elevado objetivo.

41: Oh, Indra, faça-nos sem medo daquelas (causas, tais como pecado, inimigos e inferno) do qual nós temos medo. Oh, Maghavan, destrua aquela, ou seja, a causa do medo, que está em nós (teus devotos). Para nossa proteção, destrua o assédio de nossos inimigos.

42: Que Indra possa voltar para nos socorrer – Indra, que é o doador de bem-estar na terra, e de bem-aventurança no próximo mundo, que é o senhor das pessoas, que é o matador de Vritra, que é o subjugador dos inimigos, e o doador da chuva, que é pacífico e o doador da proteção.

43: Que Indra possa, que é profusamente louvado pelos devotos, através de hinos sagrados, ou frequentemente adorado com oblações, conceder-nos segurança e bem estar. Que Garuda possa, o filho de Triksha, cuja carruagem não é prejudicada por ninguém, conceder-nos segurança. Que Brihaspati, o preceptor dos deuses, conceda-nos bem estar.

44: Soma, que é de raiva suave, que bate com pedras, que abala os inimigos, que tem muitos feitos, que empunha armas, e que se delicia no suco de soma, guardado ao longe, faz a floresta, de árvores e arbustos secos, crescer pelo aguaceiro das chuvas. Opositores de peso não oprimem a luz de Indra.

45: Vena, o sol do meio dia, que nasceu no princípio da criação como o primeiro efeito da Realidade Suprema, Brahman, e que é de excelente brilho, espalha-se sobre todo o mundo até o seu limite. Ele ilumina também os corpos celestes. Ele permanece multiplicado em sua própria forma limitada, o qual é como si mesmo. ele também se espalha e impregna a substância causal do qual o visível e o invisível universo emerge.

46: Sendo a produtora das criaturas, incluindo os homens e seus colonizadores, em regiões respectivas, e também muito famosa pela paciência, Oh, terra, seja para nós uma encerradora dos sofrimentos e uma doadora de bem-aventurança aqui e no futuro.

47: Eu invoco neste ato de adoração, Sri, o suporte de todos, que é conhecida através do cheiro, que é incontestável, perpetuamente próspera, rica em estrume de vaca e amante de todos os seres criados.

48: Que Sri possa me favorecer. Que Alakshmi possa se unir comigo e com meu ser destruído. Os deuses, tendo Vishnu por seu chefe, (que é a morada perpétua de Sri), pela ajuda dos (os meios prescritos nos) Vedas, ganhe esses mundos para se livrar do medo dos inimigos. Que Indra possa, armado com raios, e venerando a lua, conceder-nos felicidade.

49: Que Indra possa conceder-nos bem estar. Que ele possa destruir o mal que nos hostiliza.

50: Oh, Senhor das orações, faça-me o calcador (o que espreme) do suco do soma, bem conhecido entre os deuses como Kakshivan, o filho de Usik. Faça-me fisicamente capaz de executar sacrifícios. Deixe aqueles que nos são hostis permanecerem “lá”, por muito tempo, no inferno.

51: Aquele que se tornou sagrado pelo ancião, difundido, pés santificados (ou pela conduta virtuosa) atravessa sobre as ações maldosas e seus efeitos. Tendo se tornado sagrado por aquela natureza pura, e purificando os pés do Senhor (ou conduta), que nós possamos vencer nossos inimigos, os pecados.

52: Oh Indra, Oh matador de Vritra, Oh único valoroso e único conhecedor de tudo, aceite com prazer nossa oblação de soma e companhia de sua comitiva e tropas de deuses. Mate os nossos inimigos, dê-nos vitória na batalha e conceda-nos a segurança e a coragem a cada trimestre.

53: Que (os regentes da) água e das ervas possam ser amigáveis para nós, e para aqueles que não gostam de nós, e de quem não gostamos, deixe-os serem hostis.


54: Oh, águas, verdadeiramente vocês conferem bem-aventurança. Sendo assim, conceda-nos alimento, e grande e bela visão (ou a Suprema Verdade). Mais além faça-nos nesta mesma vida participantes daquela alegria que é mais auspiciosa, como mães amáveis (que nutrem seus amados com sustento). Que nós possamos alcançar aquela morada satisfatória dos seus, que você está satisfeita em nos conceder. Gere também para nós as águas da vida e os prazeres na terra (durante a nossa estada aqui).

55: Eu me refugio em Varuna, que é de brilho dourado, ou que tem um diadema dourado. Oh, Varuna, suplico por mim, conceda-me a graça da salvação. Por eu ter apreciado o que pertence às pessoas más e aceitado presentes dos pecadores.

56: Possa Indra, Varuna, Brihaspati e Savitur, destruírem completamente aquele pecado cometido por mim e por meu povo, em pensamentos, palavras e atos.

57: Saudações ao fogo oculto na água. Saudações a Indra. Saudações a Varuna. Saudações a Varuni, a consorte de Varuna. Saudações às deidades das águas.

58: (Através do poder deste mantra) deixe tudo o que é prejudicial, impuro e incômodo, ser destruído na água.

59: Que o Rei Varuna possa apagar, por suas mãos, qualquer que seja o pecado que eu tenha incorrido pela comida ilícita, pela bebida ilícita e, aceitando presentes de pessoas ilícitas.

60: Assim sendo, sem pecado, imaculado e desvinculado do mal da escravidão, que eu possa subir ao paraíso, feliz, e desfrutar igualmente do status com Brahman.

61: Que Varuna, apagando o pecado que habita em outras fontes de água, como rios, cisternas e poços, também nos purifique.

62: Oh Ganga, Oh Yamuna, Oh Sarasvati, Oh Sutudri, Oh Marudvrudha, Oh Arjikiya, venham juntos e ouçam este meu hino juntamente com Parushni, Asikni, Vitasta e Sushoma.

63: Do Supremo Todo iluminando, por Sua determinação, o direito e a verdade foram gerados. Dele, noite e dia foram gerados. E, Dele, novamente o mar foi gerado com diferentes águas.

64-65: Então, depois da criação do vasto oceano, o ano foi gerado. Mais tarde, o governante do mundo, dos seres sensíveis e não-sensíveis, que fez o dia e a noite ordenando o sol e a lua, céu e terra, e a atmosfera e o bem-aventurado paraíso, assim como foram nos ciclos anteriores da criação.

66: Que Varuna, apagando o pecado, a deidade que preside sobre as águas, purifique a mácula do pecado atribuído aos seres que habitam na terra, na região atmosférica e no espaço entre a terra e o paraíso, e também ligado conosco (o executor dos trabalhos religiosos). Que os Vasus possam nos purificar. Que Varuna purifique-nos. Que Aghamarshana, o sábio chamado por este nome, purifique-os. Ele, Varuna, é o protetor do mundo que foi, e também do mundo que existe no presente, entre os mundos do passado e do futuro. Ele concede aos praticantes de atos meritórios os mundos pelo qual eles merecem, e para os pecadores, o mundo da morte chamado Hiranmaya. Novamente Varuna, que é o suporte do paraíso e da terá, tendo se tornado o sol, é saudável e atrativo. Sendo assim, em natureza bem-aventurado, tu, Oh Varuna, conceda-nos teus favores e nos purifique.


67: Aquela Suprema luz que projeta a Si mesmo como o universo, semelhante a uma semente encharcada que brota (ou aquela Suprema Luz que brilha como o substrato do elemento líquido) – Eu sou aquela Suprema Luz. Eu sou aquela Suprema Luz de Brahman que brilha como a essência íntima de tudo o que existe. Na verdade, Eu sou o mesmo infinito Brahman mesmo quando Eu estou experimentando meu Eu como um Eu finito, devido à Ignorância. Agora pelo começo do conhecimento, Eu sou, verdadeiramente, aquele Brahman que é minha natureza eterna. Portanto, Eu percebo essa identidade ao fazer a Mim mesmo, no Eu finito, uma oblação no fogo do Brahman infinito, que Eu sou sempre. Que essa oblação possa ser bem feita.

68: Quem é um transgressor da conduta das escrituras, um renegado, um ladrão, um feticídio ou um ultrajante da honra de seu preceptor, é liberado de seus pecados; pois Varuna, o regente das águas e o apagador dos pecados (os absolve dos pecados pela repetição desse mantra).

69: Eu sou a terra dos pecados. Portanto, você me faz lamentar. Os homens sábios dizem (não me faça lamentar, mas, por favor, destrua meus pecados).

70: O Supremo, representado como o oceano, tem sobrevoado toda a criação. Ele criou primeiro as criaturas de acordo com os méritos de suas várias ações passadas. Ele é o governante do universo e o doador magnânimo das doações dos devotos. Ele habita junto com Uma (Sua potência que doa a iluminação espiritual) nos corações dos devotos, o qual é mais santo do que as outras partes de seus corpos (o assento do Divino) e, portanto, superior e elevado, como um pico, e dispondo proteção. O Jiva que é a sua morada cresce para ser infinito. Ele é o Senhor que se deleita nas almas individuais, por orientadores de acordo com suas ações, e conferindo a eles frutos de suas ações.

PARTE II

1: Que nós possamos oferecer oblações de soma aos Jatavedas. Que o Único onisciente possa destruir o que é hostil para nós. Que Ele, o Divino Fogo que leva tudo, possa proteger-nos fazendo-nos atravessar todos os perigos, assim como um capitão leva o barco para cruzar o mar. Que Ele também possa salvar-nos de todos os males.

2: Eu me refugio Nela, a Deusa Durga, que é do brilho do fogo e radiante com ardência, que é a Potência que pertence ao Supremo, que se manifesta em multiplicidade Nele mesmo, que é a Potência residindo nas ações e seus frutos, tornando-os eficazes (ou o Poder que é suplicado pelos devotos para a frutificação de seus trabalhos). Oh, Tu, Deusa habilidosa da salvação. Tu sabes nos conduzir excelentemente bem através das dificuldades. Nossas saudações a Ti.

3: Oh, Fogo, tu és digno de louvor. Com os métodos felizes leve-nos além de todas as dificuldades. Que nossa casa e nossa terra natal possam se tornar extensivas, e a parcela de terra (para o cultivo) também possa ser ampla. Além disso, agrade-te de unir nossos filhos e seus filhos com alegria.

4: Oh, Jatavedas, Tu que és o destruidor de todos os pecados, leva-nos além de todos os problemas e proteja-nos assim como se cruza o mar com um barco. Oh, Fogo, guarda nossos corpos e esteja atento (de sua segurança) como o sábio Atri que sempre repete mentalmente (“Que todos sejam sempre felizes”).

5: Nos invocamos do mais elevado lugar da assembléia do Deus do Fogo, que é o líder de todos, que é o entregador e o conquistador das hostes dos inimigos, e que é feroz. Que Ele, o Deus do Fogo, possa levar todas as nossas dificuldades e erros, e tudo o que é perecível, e possa proteger-nos.

6: Tu que és louvado nos sacrifícios, multipliques nossa felicidade. Tu abitas na forma dos sacrifícios, antigo e recente, nos locais do sacrifício. Oh, Fogo, sê tu agradado em fazer-nos feliz (nós que) somos o teu próprio eu. Além disso, conceda-nos, por todos os lados, boa fortuna.

7: Oh, Senhor, Tu és alheio (com pecado e sofrimento) e Tu impregnas (todos os sacrifícios). (Desejoso de boa fortuna) compreendendo gado e abundância (com o fluxo da bem-aventurança imortal), que nós possamos servir-Te sem pausa. Que os deuses que habitam na região mais elevada do paraíso possam agradar-me (praticando adoração amorosa) para Vishnu – aqui na terra através da concessão de meu desejo.

PARTE III

1: Que a Divindade da Terra possa conceder-me alimento. Para que eu faça oblações ao Fogo e à Terra. Salve! Que a Divindade da Atmosfera possa conceder-me alimento. Para que eu faça oblações ao Ar e à Atmosfera. Salve! Que a Divindade do Paraíso possa conceder-me alimento. Para que eu faça oblações ao Sol e ao Paraíso. Salve! Que as Divindades da Terra, da Atmosfera e do Paraíso concedam-me alimento. Para que faça oblações à Lua e aos Quadrantes. Salve! Saudações aos Deuses! Svadha (reverência) aos Manes! Que as Divindades da Terra, da Atmosfera e do Paraíso (façam valer a minha vontade com a expressão do) Om (e concedam-me) alimento

PARTE IV

1: Salve! Eu ofereço esta oblação a Brahman que está expresso, em primeiro lugar, por Vyahriti, ao Fogo criado por Ele e para a Terra dependente Dele. Salve! Eu ofereço esta oblação a Brahman que está expresso, em segundo lugar, por Vyahriti, ao Ar criado por Ele a para a Atmosfera dependente Dele. Salve! Eu ofereço esta oblação a Brahman que está expresso, em terceiro lugar, por Vyahriti, ao Sol criado por Ele e para o Paraíso dependente Dele. Salve!

Eu ofereço esta oblação a Brahman que está expresso por Vyahriti, Bhuh, Bhuvah e Suvah, à Lua criada por Ele e para os Quadrantes dependentes. Saudações aos deuses que habitam em todas as regiões! Reverências ao ancestrais passados! Eu sou aquele Brahman expressado pelo Om, em unidade, e também expressado pelos três Vyahritis em Seus três aspectos. Oh, Fogo Divino, aprove minha oração.

PARTE V

1: Salve! Eu ofereço esta oblação ao Supremo adorável que é o Todo, e às Suas partes, as Divindades, Bhuh, Fogo e Terra. Salve! Eu ofereço esta oblação ao Supremo adorável que é o Todo, e às Suas partes, Bhuvah, Ar e Atmosfera. Salve! Eu ofereço esta oblação ao Supremo adorável que é o Todo, e às Suas partes, Suvah, o Sol e o Paraíso. Salve! Eu ofereço esta oblação ao Supremo adorável que é o Todo, e às Suas partes, Bhuh, Bhuvah, Suvah, a Lua, as Constelações e aos Quadrantes. Saudações aos Deuses. Reverências aos Manes. Eu sou aquela Suprema Realidade expressada pela sílaba OM, e pelos três Vyahritis, Bhuh, Bhuvah e Suvah. Que eu possa alcançar o supremo!

PARTE VI

1: Oh Fogo, Proteja-nos do pecado. Salve! Proteja-nos para que possamos alcançar o conhecimento pleno. Salve! Oh, Único Resplandecente, proteja nossos atos de sacrifícios. Salve! Oh, Satakratu, proteja tudo (que nos pertence). Salve!

PARTE VII

1: Oh, Fogo Divino, Oh Colono de todas as criaturas, sendo louvado por todos os hinos dos primeiro Veda, sê gracioso para nos proteger. Salve! Mais além, sendo louvado pelos hinos do segundo Veda, sê gracioso para nos proteger. Salve! Sendo louvado pelos hinos do terceiro Veda, sê gracioso para proteger nosso alimento e reforçar a essência dele. Salve! Sendo louvado pelos hinos do quarto Veda, sê gracioso para nos proteger. Salve!

PARTE VIII

1: O Ser Supremo, Indra, que é o mais excelente Pranava, como ensinado nos Vedas, que anima o universo inteiro, que lidera a coleção das expressões Védicas no Gayatri e em outras métricas desde o seu início, que é capaz de ser alcançado pelos adoradores, e que é o primeiro no elo da causalidade, ensinou os sábios contemplativos a sabedoria sagrada do Upanishad, sendo Ele próprio o tema dele, a fim de reforçá-lo com o poder do conhecimento. Eu saúdo os deuses para a remoção dos obstáculos do meu caminho, para a iluminação. Pelo mesmo eu também reverencio os Manes. As regiões triplas de Bhuh, Bhuvah e Suvah, e todo o Veda estão incluídos no OM.

PARTE IX

1: Minhas saudações ao Supremo. Que eu possa concentrar meus pensamentos Nele (a fim de que eu possa meu unir a Ele). Que eu possa me tornar um praticante concentrado, de pensamentos sem distrações. Eu já ouvi o suficiente com meus ouvidos (e percebi objetos agradáveis através dos outros sentidos). Oh, meus sentidos, não me falhem agora (mas estabeleçam-se no Supremo Brahman com quem eu desejo unir meu eu através da meditação do) Om.

PARTE X

1: Direito é austeridade. Verdade é austeridade. Entendimento das escrituras é austeridade. Subjugação dos próprios sentidos é austeridade. Restrição do corpo através dos meios rápidos é austeridade. Cultivação de uma disposição pacífica é austeridade. Doação de presentes sem motivos egoístas é austeridade. Adoração é austeridade. O Supremo Brahman se manifesta como Bhuh, Bhuvah e Suvah. Medite Nele. Isto é austeridade por excelência.

PARTE XI

1: Assim, do mesmo modo como a fragrância de uma árvore em plena floração é levada pelo vento de um lugar distante, assim a fragrância dos atos meritórios – o bom nome que advém dele – se espalha a uma grande distância (tanto quanto o paraíso). Lá esta ilustração é obtida. A ponta de uma espada é colocada em um poço. “Estou colocando meus pés nela, estou pisando sobre ela. Assim dizendo, se eu andar sobre ela, serei perturbado pelo pensamento de me machucar, ou cair no abismo”. Do mesmo modo um homem que é exposto à abertura de seus pecados ocultos, deve procurar se proteger, afim de que ele possa alcançar a Imortalidade.

PARTE XII

1: O Eu Infinito, menor do que o menor, e maior do que o maior, está estabelecido aqui, no coração dos seres. Através da graça do Criador é que se pode perceber Aquele que está livre de desejos baseados em valores, que é supremamente grande, e que é o governante mais elevado e o mestre de tudo, tornando-se livre de tristezas.

2: Dele se originou os sete Pranas, as sete chamas, seu combustível, as sete línguas e os sete mundos nos quais o alento da vida se movem. (Além disso, outras coisas que são) sete vezes também saíram Dele, quem habita no local secreto do coração e são definidos (em seus respectivos locais).

3: Dele surgiu todos os oceanos e as montanhas. Dele fluíram os rios de todos os tipos e, Dele, todas as ervas e essências surgiram; unido com a essência das ervas, a Alma individual, sentada no corpo sutil, habita nas criaturas.

4: O Supremo tornou-se o Brahma de quatro faces entre os deuses, o mestre das palavras corretas entre os compositores, o vidente entre as pessoas inteligentes, o búfalo entre os animais, o papagaio entre os pássaros, o machado entre as ferramentas de destruição, e o soma entre os sacrificadores, transcende tudo purificando os agentes acompanhados pelo som (da sagrada canção).

5: Existem uma Fêmea não nascida (Maya, a substância sem causa do universo) vermelha, branca e preta (representando Sattva, Rajas e Tamas), produzindo múltiplas proles da mesma natureza. Existe um não nascido (no sentido genérico de alguns Jivas que estão atados) que existem por ela, deleitando-se nela; existe outro não-nascido (no sentido genérico daqueles que não estão atados) que saem dela depois de terem desfrutado-a.

6: Aquele sol, que habita no céu claro, é Vasu (o ar que se move) na região mediana, é o fogo que habita no altar do sacrifício, e na lareira doméstica como o hóspede, é o fogo que brilha nos homens e nos deuses, como a Alma, é o gogo que é consagrado no sacrifício, está habitando no céu, como o ar, é nascido na água como o calor submerso, é nascido nos raios do sol, é o fogo que é visto diretamente como o luminar, é nascido na montanha como o sol nascente – aquele é a Suprema Verdade, a Realidade subjacente de tudo.

6(A): Os seres nascidos de Prajapati não estão separados Dele. Antes de seus nascimentos, nada existia além Dele, que entrou em todas as criaturas do mundo como na maioria de seu Eu. Prajapati Se identificou com as criaturas. Ele transmitiu os três luminares, fogo, sol e lua, brilho pela identificação de Si com eles. Ele é dotado com dezesseis partes.

6(B): Nós invocamos o criador do universo que sustenta a criação de muitas maneiras, e que testemunha os pensamentos e ações dos homens. Que Ele possa nos conceder abundância de excelente riqueza.

7: Os sacrificadores derramam manteiga clarificada em fogo consagrado. A manteiga clarificada é o local de origem disso, e na manteiga clarificada está seu suporte. De fato, a manteiga clarificada é sua luminância e residência. Oh, Fogo, com toda a oferta de oblações traga aqui os deuses e deleite-os. Oh, tu, único excelente, transmita aos deuses os oferecimentos que nós temos feito com Svaha.

8: Da Fonte Suprema, vasto como o oceano, surgiu o universo na forma de ondas complacente, produzindo gozo para os seres criados. O nome designado como a Realidade auto-luminosa, e consistindo da sílaba OM, está oculto nos Vedas. Contemplando o Supremo, juntamente com a repetição lenta daquele único nome, alcança-se a imortalidade. Esta designação do Supremo está nos lábios dos sábios contemplativos, e é o suporte central da bem-aventurança eterna.

9: Que nós possamos sempre repetir em nossos sacrifícios contemplativos o Om nominado, que tem por sua causa a Realidade Auto-luminosa, e que nós possamos também mantê-Lo em nossos corações com saudações. O Touro branco de quatro chifres, tem representado esse Supremo Brahman, louvado por nós nos ouvidos dos buscadores.

10: A sílaba OM concebida como o Touro, possui quatro chifres, três pés e duas cabeças. Ele tem sete mãos. Este Touro, ligado de uma tripla maneira, eloqüentemente declara o Supremo. A Divindade Auto-luminosa entrou nos mortais por toda parte.

11: Sábios, semelhantes a Deus, atingiram na ordem (de suas práticas espirituais) a Realidade Auto-luminosa defendida nos três estados de consciência, e secretamente mantida pelos professores que o louvam por cantos no discurso Védico (as grandes fórmulas tais como “Tu és Aquele”). Indra, ou Virat, o regente do universo visível e a consciência desperta, criou um, o mundo visível. Surya, representando Taijasa e Hiranyagarbha criou um, nominado, o mundo do sonho; e de Vena veio o único remanescente, o estado de sono sem sonhos. Pelo Paramatman auto-sustentado todas essas triplas categorias foram moldadas.

12: Que Ele, o Senhor, possa se juntar a nós com a lembrança benéfica – Aquele que é superior a todos, que foi revelado nos Vedas, que é o Supremo Vidente, e que vê Hiranyagarbha que é o primeiro entre os deuses, e que é nascido antes de todo o resto.

13: Exceto aquele nada há mais elevado, nada menor, nada maior, do que o Purusha – o Único que fica parado como uma árvore estabelecida no paraíso – tudo isso está preenchido.

14: Nem pelo trabalho, nem pela progênie, nem pela riqueza, eles atingem a Imortalidade. Alguns alcançam a Imortalidade pela renúncia. Aquele, o qual os eremitas alcançam está previsto para além do paraíso; mas ele reluz brilhantemente no (purificado) coração.

15: Tendo alcançado a Imortalidade, consistindo da identidade com o Supremo, todos aqueles aspirantes que se empenham no auto-controle, que chegaram rigorosamente à conclusão ensinada pelo Vedanta através do conhecimento direto, e que alcançaram a purificação da mente através da prática da disciplina do yoga, e firmemente no conhecimento de Brahman, precedidos pela renúncia, obtêm, eles mesmos, a liberação na região de Brahman no momento da dissolução de seu corpo final.

16: Na cidadela do corpo existe um pequeno lótus, puro e imaculado, no coração, o qual é a residência do Supremo. Além disso, no interior desta pequena área existe o Éter sem sofrimento. É neste que se deve meditar continuamente.

17: Ele é o Supremo Senhor que transcende a sílaba OM, o qual é proferida no início do recital dos Vedas, que está bem estabelecida nos Upanishads, e que é dissolvida na causa primeira durante a contemplação.

PARTE XIII

1-3: Esse universo é, na verdade, a Pessoa Divina somente. Portanto, ele subsiste Dele – o Ser Divino auto-refulgente – que tem muitas cabeças e muitos olhos, que é o produtor de alegria para o universo, que existe na forma do universo, que é o mestre e a causa da humanidade, cujas formas são de vários deuses, que é imperecível, que é o governante e o redentor auto-superado, que é superior ao mundo, que é infinito e oniforme, que é o objetivo da humanidade, que é o destruidor do pecado e da ignorância, que é o protetor do universo e o governante das almas individuais, que é permanente, supremamente auspicioso e imutável, que tem encarnado a Si mesmo no homem como seu suporte (sendo o Espírito íntimo), que é supremamente digno de ser conhecido pelas criaturas, que é encarnado no universo e que é o objetivo supremo.

4: Narayana é a Realidade Suprema designado como Brahman. Narayana é o mais elevado (Eu). Narayana é a Luz Suprema (descrito nos Upanishads). Narayana é o eu infinito. (Narayana é o mais excelente meditador e a meditação).

5: Tudo o que existe neste mundo, conhecido através da percepção (por causa de sua proximidade), ou conhecido através dos relatórios (por causa de sua distância), tudo é permeado por Narayana, dentro e fora.

6: Deve-se meditar no Supremo – o sem limites, imutável, Onisciente, causa da felicidade do mundo, habitando no mar de um coração, como o objetivo de todos os que sem empenham. O local de Sua meditação é o éter no coração – no coração que é comparável a um broto de lótus invertido.

7: Deve-se saber que o coração, que está localizado apenas à uma distância de um palmo de dedo abaixo do pomo de adão, e acima do umbigo, é a morada maior do universo.

8: Como o broto de um lótus, suspenso na posição invertida, o coração, cercado por artérias. Nele existe um espaço estreito (ou perto dele existe um espaço estreito chamado Sushumna). Neste (espaço) tudo está sustentado.

9-11: No meio dele (do espaço estreito do coração, ou Sushumna) permanece o indecaído, onisciente, todo face, grande Fogo, que tem chamas por muitos lados, que desfruta do alimento que lhe é submetido, que permanece assimilando o alimento consumido, (os raios dos quais se espalham, dispersando em si mesmo, vertical e horizontalmente), e que aquece o seu próprio corpo do interior à coroa. No centro desse Fogo que permeia todo o corpo, existe uma língua de Fogo, da cor do brilho do ouro, que é o mais elevado entre o sutil, que é deslumbrante como o clarão do relâmpago que aparece no meio de nuvens de chuvas, que é fino como a aresta de um arroz com casca; e que serve de comparação para ilustrar tal sutileza.

12: Paramatman habita no meio daquela chama. (Embora Ele seja assim limitado) ainda assim Ele é o criador de quatro faces, Siva, Vishnu, Indra, o material e a causa do Universo, e o Supremo Auto-luminoso, Consciência Pura.

PARTE XIV

1: Verdadeiramente Aditya é Ele; Esse Seu orbe doa luz e calor; os versos bem conhecidos do Rik (Rig Veda) existem; portanto, o orbe é a coleção dos Riks; Ele é a morado dos versos Rik. Agora, esta chama que está brilhando no orbe do sol é a coleção das canções do Saman (Sama Veda); aquela é a morada das canções do Saman. Agora Aquela é a Pessoa na chama dentro do orbe do sol (é para ser meditada como) a coleção dos Yajus (Yajur Veda); aquela parte do orbe é a coleção dos Yajus; aquela é a morada dos Yajus. Assim, por estes três, o conhecimento triplo brilha por si só. Quem está dentro do sol é a Pessoa Dourada. 

PARTE XV

1: O Sol, por si só, é, na verdade, todos estes: energia, esplendor, força, prestígio, visão, audição, corpo, mente, raiva, Vidente, as Divindades da Morte, Satya, Mitra, Vendo, Éter e Alento, os Governantes do mundo, Prajapati, o Único Indeterminável, felicidade, que transcende os sentidos, verdade, alimento, (tempo de vida), liberação, ou Imortalidade, Alma individual, o Universo, o auge da bem-aventurança, e o auto-nascido Brahman. Esta Pessoa no sol é eterna. Ele é o Senhor de todas as criaturas. Quem meditar Nele alcança a união com Brahman e vive na mesma região de prazer com Ele; ele alcança a união a co-residência e o gozo como com estes deuses em seus mundos, o conhecimento secreto é, assim, transmitido.

2: Aditya, a causa suprem do universo, é o doador de luz e água, e é a fonte de toda a energia. Ele é representado pela sílaba OM. Os deuses O adoram como Tapas e Verdade. (Sendo adorado assim) Ele concede bem-aventurança aos adoradores. (Ou os adoradores oferecem mel e oferendas doces a Ele). Essa forma do sol é Brahman. Aquele é a causa permeante de tudo. Aquele é a água, o fogo, o sabor e a ambrosia. Os três Vyahritis representando os três mundos e o Pranava representam a causa do universo, representando Brahman.

PARTE XVI

1: [Por estes vinte e dois nomes, finalizados com saudações, eles consagram o Sivalinga para tudo] – o Linga, o qual é representante do Soma e de Surya, deve ser mantido na mão enquanto as fórmulas sagradas são repetidas, purificando tudo:

Nidhanapataye Namah! [Saudações ao Senhor da dissolução do universo ]]
Nidhanapataantikaya Namah! [Saudações ao criador do fim (Yama que é responsável pela morte de todas as criaturas).]]
Urdhvaya Namah! [Saudações ao Mais Elevado em posição na cabeça das categorias que evoluem no universo.]]
Urdhva-Lingaya Namah! [Saudações ao princípio de Sadasiva incorporando o poder da Inteligência.]]
Hiranyaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é benéfico e encantador das criaturas.]]
Hiranya-Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é visualizado como o Linga feito de ouro.]]
Suvarnaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é dotado de esplendoroso atrativos.]]
Suvarna-Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é da forma do Linga feito de suvarna (prata).]]
Divyaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é a fonte da bem-aventurança no paraíso.]]
Divya-Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é adorado como o emblema divino.]]
Bhavaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é a fonte do ciclo de nascimento e morte.]]
Bhava-Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é adorado como o Linga pelos seres humanos.]]
Sarvaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é o supressor do universo no momento da dissolução final.]]
Sarva-Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é tem a forma de Linga, o emblema de Sarva, que doa bem-aventurança.]]
Shivaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é o mais auspicioso.]]
Shiva-Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é tem a forma de Sivalinga.]]
Jvalaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é tem a forma de uma chama de esplendor.]]
Jvala-Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é tem a forma do Linga brilhante.]]
Atmaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é o Espírito - Atman – habitando em todas as criaturas.]]
Atma-Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que está oculto no coração de todas as criaturas, sendo o seu Eu íntimo.]]
Paramaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é sem igual.]]
Parama Lingaya Namah! [Saudações a Ele, Aquele que é o supremo Senhor da bem-aventurança e da liberação, indicado pelo emblema do Linga.]]

PARTE XVII

1: Eu me refugio em Sadyojata. Verdadeiramente eu saúdo Sadyojata repetidas vezes. Oh, Sadyojata, não me entregue a repetidos renascimentos; leve-me para além do nascimento, no estado de bem aventurança e liberação. Eu meu curvo a Ele, que é a fonte da existência transmigratória.

PARTE XVIII

1: Saudações a Vamadeva (o Único belo e brilhante, ou o Deus generoso). Saudações a Jyestha (O Mais Velho, existindo antes da criação). Saudações a Srestha (o mais digno e excelente). Saudações a Rudra (Aquele que faz com que as criaturas chorem no momento da dissolução). Saudações a Kala (Aquele que é a Potência do tempo, responsável pela evolução da Natureza). Saudações a Kalavikarana (Aquele que causa as mudanças na evolução do universo, principiando com Prakriti). Saudações à Bala (Aquele que é a fonte de toda a força). Saudações a Balapramathana (Aquele que suprime todo o poder no tempo da retração). Saudações a Sarvabhutadamana (o Governando de todos os seres criados). Saudações a Manonmana (Aquele que é acende a luz da alma).

PARTE XIX

1: Agora, Oh Sarva, minhas saudações estão em todos os tempos e em todos os lugares para Tua forma de Rudra, benigno, terrificante, o mais terrível e destruidor.

PARTE XX

1: Que nós possamos conhecer, ou realizar a Pessoa Suprema. De modo que nós possamos meditar em Mahadeva, e para essa meditação, que Rudra possa nos impulsionar.

PARTE XXI

1: Que o Supremo, que é o governando de todo o conhecimento, o controlador de todos os seres criados, o preservador dos Vedas e o único sobre o Senhor Hiranyagarbha, possa ser benigno para mim. eu sou o Sadasiva descrito assim e simbolizado pelo Pranava.

PARTE XXII

1: Saudações repetidas vezes a Hiranyabahu (Aquele que tem ornamentos de ouro nos braços, ou que possui um forma da cor dourada), Hiranyavarna (Ele que é a fonte das sílabas dos Vedas, que são tão preciosos quanto ouro), Hiranyarupa (Aquele que é brilhante em esplendor), Hiranyapati (o Senhor das riquezas, robusto e charmoso), Ambikapati (o consorte de Ambika, a Mãe do universo), Umapati (O mestre de Uma, Brahma-vidya personificado como tal), Pasupati (o Senhor de todos os seres criados).

PARTE XXIII

1: O Supremo Brahman, a Realidade Absoluta, tornou-se uma Pessoa andrógina na forma de Umamaheshvara, da cor azul escura e marrom avermelhada, absolutamente casto e possuindo olhos notáveis. Saudações a Ele sozinho, que é a Alma do universo, ou cuja forma é o universo.

PARTE XXIV

1: Tudo isto, verdadeiramente, é Rudra. Para Rudra que é assim, nós oferecemos nossas saudações. Nós saudamos repetidas vezes esse Ser, Rudra, que, por si só, é a luz e a Alma das criaturas. O universo material dos seres criados, e o que existe, foi múltiplo e profusamente criado no passado e no presente na forma do mundo, tudo aquilo é, de fato, Rudra. Saudações a Rudra, que é assim.

PARTE XXV

1: Nós cantamos um hino que nos confere felicidade no mais elevado grau a Rudra, que é digno de louvor, que é dotado com o mais elevado conhecimento, que derrama objetos aos adoradores mais excelentes, que é mais poderoso e que está habitando no coração. De fato, tudo isto é Rudra. Saudações a Rudra, que é assim.

PARTE XXVI

1: Quem faz o sacrifício feito em panela da árvore de Vikankata (Flacourtia Sapida) (*) em seu ritual de Agnihotra, oferece oblações eficazes na produção dos frutos desejados. Além disso, estas oblações contribuem para estabelecer (seu conhecimento espiritual através da geração da pureza mental).

 (*) Flacourtia Sapida – também conhecida como Batoka plum, Batoko plum, Botoko plum, Ceyon plum,  Governor's plum, Indian plum, Madagascar plum, Mauritius plum, Paniala, Ramontchi, Rhodesia plum e, em português, Ameixa de Madagascar, Ameixa da Mauricia, Cerezo del gobernador.

PARTE XXVII

1: Krinushva paja iti panja.

(Cinco mantras começando com a norma krinushva paja são indicados somente nos textos por referência ao índice de palavras. Eles são recitados para efetuar a destruição das influências hostis. Eles são do Taittiriya-Samhita I-II-14. Originalmente eles são do Rig-Veda IV-IV-1-5.)

PARTE XXVIII

1: O Sábio Vasistha declarou que Aditi é a mãe e a protetora dos deuses, dos ministreis celestiais, dos homens, dos ancestrais passados, dos demônios e de outros; que ela é possuída de dureza e coesão, que ela é excelente e honrada, que ela pertence ao Divino Espírito, que ela é própria para ser louvada, contingente e apoiando tudo, que ela é rica em colheitas, ampla e possuidora de uma riqueza de objetos, que ela é universal e compreende o elemento primário, que ela é excessivamente bem-aventurada, transformada nos corpos das criaturas, ilustre, duradoura e por isso imortal.

PARTE XXIX

1: Verdadeiramente tudo isto é água. Todos os seres criados são água. Os ares vitais no corpo são águas. Os quadrúpedes são águas. As colheitas comestíveis são água. A ambrosia é água. O Samrat (brilho perpétuo) é água. Virat (brilho múltiplo) é água. Svarat (auto-luminoso) é água. As métricas são águas. Os luminares são água. As fórmulas védicas são águas. A verdade é água. Todas as deidades são águas. Os três mundos representados por Bhuh, Bhuvah e Suvah são águas. A fonte de tudo isto é o Supremo representado pela sílaba “OM”.

PARTE XXX

1-2: Que essa água possa limpar meu corpo físico que é feito de substâncias terrenas. Assim purificado, que o corpo terreno possa purificar-me, a Alma interior. Que essa água possa purificar o guardião dos Vedas, meu preceptor. Que os Vedas purificados, ensinado pelo professor purificado, possa purificar-me. (OU que o Supremo possa purificar-me. Que a água purificada pelo Supremo possa purificar-me). Meus defeitos, as refeições dos alimentos proibidos e a má conduta, se houver, e o pecado proveniente da aceitação de doações de pessoas desaprovadas pela escritura – de tudo isso eu possa ser absolvido. Que as águas possam purificar-me. Salve!

PARTE XXXI

1: Que o fogo, Raiva e Guardiões da raiva, guarde-me dos pecados resultantes da raiva. Que o Dia possa apagar completamente qualquer pecado que eu tenha cometido neste dia, por pensamento, palavra, mãos, pés, estômago e órgão da procriação. Além disso, que qualquer ação pecaminosa que eu tenha cometido por mim, eu ofereço como uma oblação na Verdade auto-luminosa, a fonte da Imortalidade. Salve!

PARTE XXXII

1: Que o Sol, Raiva e Guardiões da raiva, guardem-me dos pecados resultantes da raiva. Que a Noite possa apagar completamente qualquer pecado que eu tenha cometido durante a última noite, por pensamento, palavra, mãos, pés, estômago e o órgão da procriação. Além disso, qualquer ação pecaminosa que tenha sido cometida por mim, tudo isso e a mim eu ofereço como uma oblação na Suprema Luz, representado pelo sol, a fonte da Imortalidade. Salve!

PARTE XXXIII

1: A única sílaba “OM” é Brahman, Agni é sua Divindade. Seu Rishi também é Brahman. Sua métrica é Gayatri. Seu uso é para a união com Paramatma, que existe como o universo múltiplo.

PARTE XXXIV

1: Que Gayatri, a bênção que confere discernimento, possa vir para nós (a fim de nos instruir sobre) o imperecível Brahman, que está determinado pelo Vedanta. Que Gayatri, a mãe das métricas, possa nos favorecer com o Supremo que há pouco foi mencionado.

2: Oh, tu que és a fonte de todas as letras, Oh, tu a grande Divindade, Oh, tu, o objeto de meditação no crepúsculo, Oh, tu, Sarasvati, que teus devotos possam ser liberados do pecado que eles tenham cometido durante o dia, no mesmo dia, e pelo pecado que eles tenham cometido durante a noite, na mesma noite.

PARTE XXXV

1: Oh, Gayatri, Tu és a essência da força. Tu és paciente, ou o poder de subjugar. Tu és a capacidade física. Tu és esplendor. Tu és a morada dos deuses e seu nome. Tu és o universo inanimado. Tu és a extensão completa da vida do Senhor de tudo. Tu és todas as coisas vivas. Tu és o alcance da vida de todos. Tu és a conquistadora de tudo o que nos é hostil. Tu és a Verdade representada pelo Pranava. Eu invoco Gayatri (em meu coração). Eu invoco Savitri. Eu invoco Sarasvati. Eu invoco as métricas, os Rishis (e deuses). Eu invoco o esplendor (de todos os deuses). De Gayatri a métrica é Gayatri, o Rishi é Vishvamitra, e a Divindade é Savitur. O fogo representa a boca; o Brahman de quatro faces, a cabeça; Vishnu, o coração; Rudra, a coroa de cabelo; Terra, a fonte; a inspiração, a expiração, o alento difuso, o alento suspenso e o alento intermediário (do meio), o alento. Gayatri é justamente da cor e é da mesma família como Paramatman alcançado pelos Sankhyas – os sábios iluminados. A Divindade Gayatri (explicada mais como uma fórmula) tem vinte e quatro sílabas, composta de três pés, seis invólucros, ou cavidades, e cinco cabeças. Ela é empregada em Upanayana, ou na iniciação dos estudantes védicos.

2: Om Terra. Om Céu. Om Paraíso. Om Região Mediana. Om Local do Nascimento. Om Mansão dos Bem-aventurados. Om Morada da Verdade. Om, que nós possamos meditar na Adorável Luz daquele Divino Gerador que aviva a nossa compreensão. Om, Ele é água, luz, aroma, ambrosia e também os três mundos. Aquele que é representado pelo Pranava é tudo isso.

PARTE XXXVI

1: Oh, Deusa, que Tu possas vir e permanecer ao Teu prazer no mais elevado e sagrado pico na terra, ou em qualquer local elevado até que os Brahmanas lembrem Teus ganhos.

2: Que as bênçãos conferidas pela Mãe dos Vedas, que foram ampliadas por mim, que impele os seres criados como o vento, e que tem dois locais de nascimentos, possam saírem para produzirem excelentemente o mundo de Brahman, tendo conferido em mim, aqui na terra, vida longa, riqueza e poder de aprendizado Védico.

PARTE XXXVII

1: O imperecível Aditya, que é o doador do brilho e o criador do universo, move-se no céu como seus próprios raios. A essência dele está na forma do fluxo de água doce dos rios. Ele é a Verdade. Aditya, a causa suprema do universo, é o doador d luz e da água, e é a fonte de toda energia. Ele é representado pela sílaba Om. Os Deuses O adoram como Tapas e Verdade. (Sendo adorado assim) Ele concede bem-aventurança ao adorador. (ou o adorador oferece mel e oferendas doces a Ele). Essa forma do sol é Brahman. Essa é a causa permeante de tudo. Essa é a água, o fogo, o sabor e ambrosia. Os três Vyahritis, representando os três mundos, e o Pranava, representando a causa do universo, representa esse Brahman.

PARTE XXXVIII

1: Que o Supremo me alcance. Que o Bem-aventurado me alcance. Que o Supremo, que por si só é esse bem-aventurado, alcance-me. Oh, Senhor, sendo um entre Tuas criaturas eu sou Teu filho. Reprima o sonho sombrio da existência empírica que eu experimento. Por isso eu me ofereço como uma oblação em Ti. Oh, Senhor, e os poderes vital e mental. Tu tens mantido em mim.

2: Pode-se dar o (mantra) Trisuparna a um Brahmana não solicitado. Tais Brahmans que recitam o Trisuparna, de fato, destroem até mesmo o pecado de um assassino de brâmanes. Eles alcançam o fruto da execução do sacrifício do Soma. Eles purificam todos aqueles que se sentam em uma linha de um mil (enquanto jantam), e alcançam a união com o Pranava, ou seja, a Divindade deste Mantra.

PARTE XXXIX

1: Esse Brahman é alcançado através do poder da inteligência. Essa Bem-aventurança é alcançada através do poder da inteligência. A Bem-aventurança que, de fato, é Brahman, é alcançada através do poder da inteligência.

2: Oh, Deus, O Tu, Criador, conceda-nos hoje a prosperidade que consiste de progênie. Afaste-nos deste sonho ruim (do mundo).

3: Oh, Deus, Oh Criador, afaste de mim todos os pecados. Traga-me o que é benéfico.

4: Para mim, que sou devoto da Suprema Verdade, deixe o vento soprar docemente. Deixe os rios correrem docemente. Deixe as ervas nos serem doces e benéficas.

5: Deixe haver doçura de dia e de noite. Deixe as partículas da terra serem docemente trazidas. Deixe o paraíso, nosso pai, ser doce para nós.

6: Deixe os frutos trazidos das árvores serem doces para nós. Deixe o sol ser doce e benéfico para nós. Deixe as vacas serem trazidas docemente para nós.

7: Pode-se dar o Trisuparna a um Brahman não solicitado. Tais Brahmans que recitam o Trisuparna, de fato, destroem até mesmo o pecado de um aborto ou de ferir um Brahmana bem versado nos Vedas, e em seus auxiliares. Eles alcançam o fruto da execução do sacrifício do Soma. Eles purificam todos aqueles que se sentam em uma linha de um mil (enquanto jantam), e alcançam a união com o Pranava, ou seja, a Divindade deste Mantra.

PARTE XL

1: Esse Brahman é alcançado através do poder do sacrifício. Essa Bem-aventurança é alcançada através do poder do sacrifício. A Bem-aventurança que, de fato, é Brahman, é alcançada através do poder do sacrifício.

2: O Supremo, tendo se tornado o Brahma de quatro faces entre os deuses, o mestre das palavras verdadeiras entre os compositores, o vidente entre as pessoas inteligentes, o búfalo entre os animais, o papagaio entre os pássaros, o machado entre as ferramentas destrutivas, e o soma entre os sacrificadores, transcende todos purificando os agentes acompanhado pelo som(da canção sagrada).

3: Esse que é o sol, que habita no céu claro, é o Vasu (o ar que se move) na região mediana, é o fogo que habita no altar do sacrifício e nas lareiras domésticas como o hóspede, é o fogo que brilha nos homens e nos deuses, como a Alma, é o fogo que é consagrado no sacrifício, é habitante do céu, como ar, é nascido na água, como calor submerso, é nascido nos raios do sol, é o fogo que é visto diretamente como a luminária, e é nascido na montanha como os raios de sol – que é a Suprema Verdade, a Realidade subjacente a tudo.

4: Eu, pilha de combustível de fogo consagrado, com o propósito de adquirir os Vedas necessários para Tua adoração, meditando em Ti, na forma do Rig Veda. A corrente ininterrupta de manteiga clarificada oferecida no fogo aceso – faz sagrado pelos pensamentos cordiais e calorosos –como fluxo dos rios, a água do qual é potável para os Deuses. Por isso eu acendo o esplendor do fogo sagrado.

5: Naquele Fogo Ahavaniya, em meio a estas correntes de manteiga clarificada, oferecida como oblação, habita o Supremo Ser, profusamente rico e esplêndido, que é magnífico no Trisuparna, que mora no ninho dos corpos dos seres criados, que confere bem-aventurança nas criaturas de acordo com seu mérito, e que compartilha com os deuses a doce ambrosia na forma de oblações oferecidas pelos adoradores no Fogo. Próximo Dele estão sentados os sete sábios que destroem os pecados pela mera lembrança, e que continuamente derramam oblações na forma de uma corrente de néctar, mantendo na mente os vários deuses para quem eles se destinam.

6: Este Trisuparna pode ser dado a um Brahman não solicitado. Tais Brahmans que recitam o Trisuparna, de fato, destroem até mesmo o pecado do assassinato de um Brahman digno, ou um rei ungido. Eles alcançam o fruto da execução do sacrifício do Soma. Eles purificam todos aqueles que se sentam em uma linha de um mil (enquanto jantam), e alcançam a união com o Pranava, ou seja, a Divindade deste Mantra.

PARTE XLI

1: Que a deusa toda penetrante do intelecto, que é benéfica, favorável, disposta a , e deliciando-se em, visitar a nós; Oh, deusa, que nós possamos nos deleitar no discurso beneficente antes de tua visita, agora como o resultado de teu deleite em nós, torna-se iluminados e também capazes de expressar a Verdade Suprema juntamente como nossos filhos heróicos e discípulos.

2: Oh, deusa do intelecto, favorecido por Ti, eu me torno um vidente; torno-me um Brahmana, ou um conhecedor de Brahman. Favorecido por Ti, torno-me também possuidor de riquezas. Favorecido por Ti, obtenho múltipla riqueza. Sendo assim, Oh, deusa do intelecto, deleite-se em nós e confira-nos riqueza.

PARTE XLII

1: Que Indra possa conceder-me inteligência. Que a deusa Sarasvati possa conceder-me inteligência. Que os dois Ashvins possam vestir-me de guirlandas de flores de lótus gerando em mim inteligência.

2: Salve! Que aquela inteligência possa favorecer-me – aquela que é possuída pelos Apsaras (mulheres celestiais), o qual é o poder mental nos Gandharvas (ministreis celestiais) que a inteligência expressada como a sabedoria do divino Védico e que a inteligência se propague como fragrância.

PARTE XLIII

1: Que essa deusa da inteligência possa vir para mim com uma face alegre e favoreça-me – Essa deusa da inteligência que é penetrante como a fragrância, que é capaz de examinar todos os objetos, que possui letras douradas na forma das sílabas dos Vedas (de quem é saudável e encantadora), que está continuamente presente, que está apta a ser recorrida pelos requerentes dos valores da vida, repetidas vezes, que possui sabor e força, eu que nutre-me com leite e outras riquezas.

PARTE XLIV

1: Que Agni possa conceder-me inteligência, continuidade de progênie e esplendor nascido do estudo Védico. Que Indra possa conceder-me inteligência, continuidade de progênie e virilidade. Que Surya possa conceder-me inteligência, continuidade de progênie e valentia que golpeia o medo nos corações dos inimigos.

PARTE XLV

1: que a morte possa se afastar de nós. Que a Imortalidade venha a nós. Que Vaivasvata Yama conceda-nos segurança. Que os nossos pecados sejam destruídos como folhas queimadas da árvore. Que a força doadora de riqueza venha a nós.

PARTE XLVI

1: Oh, Morte, volte pelos teus próprios caminhos que são contrários aos dos deuses. Eu rogo-Te que sejas capaz de me ver e de me ouvir; Não destruas nossa progênie. Não abata nossos heróis.

PARTE XLVII

1: Sinceramente nós suplicamos ao Senhor das criaturas, que é o protetor do universo, e que está ativo dentro de nós como o alento da vida, e fora de nós, como o vento soprando. Que ele possa nos guardar da morte e nos proteger do pecado. Que nós possamos viver brilhantemente até a nossa velhice.

PARTE XLVIII

1: Oh, Tu, Ser Supremo, livre-me do medo de Yama e da acusação das pessoas e da necessidade de estar no mundo além. Oh, Agni, que os dois médicos divinos, os Ashvins, afugentem de nós a morte pela virtude dos poderes dos trabalhos religiosos.

PARTE XLIX

1: Como os deuses servos seguem Hari, que é o Senhor do universo, que leva todos os pensamentos como o líder principal, e que absorve em Si o universo no momento da dissolução (ou que destrói dos pecados dos devotos). Que esse caminho para a liberação, ensinado nos Vedas, possa ter a mesma forma como Brahman conhecido, em Si, para mim. Não me prive disto. Esforce-se para segurá-lo para mim.

PARTE L

1: Acendendo o fogo consagrado com lascas de madeira (a fim de oferecer oblações durante a adoração), que eu possa alcançar ambos os mundos. Tendo alcançado a prosperidade desse mundo, o próximo eu desejo atravessar a morte.

PARTE LI

1: Oh, Morte feroz, não retire a minha vida. não ofenda (meu interesse). Não paralise a minha força. Não me sujeite à privação. Não machuque minha progênie e minha vida. Eu sirvo-te com oblações; pois, tu és vigilante sobre os atos dos homens.

PARTE LII

1: Oh, Rudra, não fira nossos idosos, nossos filhos, nossos adultos capazes de procriação, o feto já previsto no ventre da mãe, e nossos pai e mãe. não fira nosos queridos.

PARTE LIII

1: Oh, Rudra, não nos fira em relação aos nossos filhos, nossos netos, outros homens que nos pertence, nosso gado e nossos cavalos. Não fira com raiva nossos heróis. Nós te serviremos com oblações e reverências.

PARTE LIV

1: Oh, Prajapati, tudo o que nasce não é diferente de Ti. Tu és antes deles e depois também (quando eles são reabsorvidos em Ti). Os seres criados não podem ultrapassar-Te. Com tudo o que desejamos, oferecemos oblações a Ti, que elas possam ser cumpridas. Que nós possamos nos tornar senhores de riquezas.

PARTE LV

1: Que Indra possa vir em nosso socorro – Indra que é o doador do bem-estar na terra e da bem-aventurança no próximo mundo, que é o senhor das pessoas, que é o matador de Vritra, que é o subjugador dos inimigos e o doador da chuva, que é pacífico e o doador da salvação.

PARTE LVI

1: Nós adoramos o Senhor de três olhos, que é perfumado e que alimenta cada vez mais os devotos. Adorando-O, que nós possamos facilmente recuar da morte assim como o pepino maduro facilmente se separa do caule que o prende. Que nós nunca possamos nos separar da Imortalidade.

PARTE LVII

1: Oh, Morte, aqueles milhares e dezenas de milhares de armadilhas que tu tens previsto para matar os homens, todos eles nós removemos pelo poder de nossos atos de adoração.

PARTE LVIII

1: Salve! Que essa seja uma oblação feita para Mrityu, o fabricante da morte.

PARTE LIX

1: Oh, Agni, tu és o removedor das ofensas que nós temos cometido contra os deuses. Salve! Tu és o removedor das ofensas que cometemos contra os homens. Salve. Tu és o removedor das ofensas que cometemos contra nossos ancestrais passados. Salve! Tu és o removedor das ofensas que cometemos contra nós mesmos. Salve! Tu és o removedor das ofensas cometidas por outras pessoas vinculadas a nós. Salve! Tu és o removedor das ofensas cometidas por nossos parentes. Salve! Tu és o removedor das ofensas cometidas durante o dia e a noite. Salve! Tu és o removedor das ofensas que cometidas no estado de sonho e de vigília. Salve! Tu és o removedor das ofensas que cometemos no estado de sono sem sonhos e no estado de vigília. Salve! Tu és o removedor das ofensas que cometidas consciente e inconscientemente. Salve! Tu és o removedor das ofensas que cometidas pelo contato com aqueles que são pecadores. Salve!

PARTE LX

1: Oh, Deuses, Oh, Vasus, que o grave pecado de ofensa a Deus, que temos cometido por nossa língua, por nossa compreensão, e por nossas ações, tome lugar naqueles que vêm de perto e agem de forma maldosa para conosco. Salve!

PARTE LXI

1: Saudações aos deuses. O desejo realiza o ato. O desejo faz o ato. O desejo está realizando o ato, não eu. O desejo é o agente, não eu. O desejo faz o executor agir, não eu. Oh, Desejo, de forma fascinante, deixe essa oblação ser oferecida a Ti. Salve!

PARTE LXII

1: Saudações aos deuses. A raiva realiza o ato. A raiva faz o ato. A raiva está realizando o ato, não eu. A raiva é o agente, não eu. A raiva faz o executor agir, não eu. Oh, Raiva, deixe essa oblação ser oferecida a Ti. Salve!

PARTE LXIII

1: O Supremo Ser, eu ofereço oblações do saboroso tila (Sesamum indicum) sementes (de gergelim) misturadas com alguma farinha, no fogo consagrado; que a minha mente possa alegrar-se nas características do Supremo. Salve!

2: Oh, Deus, através de Tua graça, que eu possa obter gado, ouro, riqueza, alimento e bebida, e todos os objetos desejados, e beleza e prosperidade, pois esta oblação é oferecida a Ti. Salve!

3: Que Deus possa me conceder prosperidade real, a bem-aventurança da liberdade, saúde, reputação nobre, capacidade de saldar as dívidas aos deuses, renúncia de espírito e prudência, as qualidades de um Brahmana ideal, muitos filhos, fé, inteligência e netos. Que esta oblação possa ser oferecida para isso. Salve!

PARTE LXIV

1: Oh, Senhor, por Tua graça, que estas sementes pretas de gergelim, sementes brancas de gergelim, sementes saudáveis de gergelim e as próprias sementes de gergelim limpem qualquer pecado associado a mim, ou qualquer coisa errada em mim. Por isso eu ofereço oblações. Salve!

2: Que as sementes de gergelim oferecidas removam meus pecados, tal como a participação do alimento fornecido por roubo, o jantar em um local onde a comida é servida em associação com os ritos fúnebres de uma alma recentemente desencarnada, pelo assassinato de um Brahmana, pelo ultraje à honra do preceptor, pela elevação do gado, por beber e matar um herói, ou um feto. Que eu possa ter paz. Salve!

3: Que Deus possa me conceder prosperidade real, a bem-aventurança da liberdade, saúde, reputação nobre, capacidade de saldar as dívidas aos deuses, renúncia de espírito e prudência, as qualidades de um Brahmana ideal, muitos filhos, fé, inteligência e netos. Que essa oblação seja oferecida para isso. Salve! Oh Jatavedas (o onisciente Supremo invocado no fogo)!

PARTE LXV

1: (Viraja Homa) (*): Por esta oblação, que minha inspiração, expiração, a respiração difusa, a respiração suspensa e a respiração do meio, tornem-se purificadas. Eu oro para que eu me torne a Luz Suprema, desprovido de todos os pecados que obstruem e de suas causas, das paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

2: Através desta oblação, que meu discurso, mente, visão, audição, paladar, olfato, sementes, intelecto, intenção e objetivo sejam purificados. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

3: Através desta oblação, que os meus sete ingredientes corporais – pele externa, carne, sangue, gordura, medula, nervos e ossos – possam ser purificados. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

4: Através desta oblação, que os membros e as partes do meu corpo, formados pela cabeça, mãos, pés, lados, costas, coxas, barriga, canelas, o órgão da procriação, a parte média do corpo (ou o os órgãos masculino e feminino da procriação) e o ânus, possam ser purificados. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

5: Oh, Tu, Pessoa Divina, que é azul escuro e marrom, e que tem os olhos vermelhos se apresse a favorecer-me. Conceda-me mais e mais pureza. Seja um concessor de conhecimento e pureza para mim por intermédio do meu preceptor. Que meus pensamentos possam ser purificados. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

(*) Na sociedade védica, o Viraja Homa, é o fogo do sacrifício realizado antes de um homem aceitar a ordem de sannyasa. As oferendas são oferecidas a todas as entidades que vivem em sua petição para libertar o Sannyasin de todas as obrigações karmicas que ele poderia ter em relação eles.

PARTE LXVI

1: (Viraja Homa): Através dessa oblação, que os cinco elementos constituintes do meu corpo – terra, água, fogo e éter – possam ser purificados. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

2: Através dessa oblação, que as qualidades do som, toque, cor, paladar e cheiro (residindo na morada dos cinco elementos constituindo o meu corpo) possam ser purificados). Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

3: Através dessa oblação, que os atos realizados pela minha mente, discurso e corpo, possam ser purificados. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

4: Que eu não tenha qualquer sentimento de egoísmo suprimido. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

5: Através dessa oblação, que meu corpo se torne purificado. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

6: Através dessa oblação que o meus órgãos internos possam ser purificados. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

7: Através dessa oblação, que o meu Eu infinito possa ser purificado. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

8: Que essa oblação possa ser feita para a deidade da fome. Salve. Que essa oblação possa ser feita para as deidades juntas da fome e da sede. Salve! Que essa oblação seja feita para o Supremo todo penetrante. Salve! Que essa oblação seja feita para o Supremo que é o ordenador das canções do Rik. Salve! Que essa oblação seja feita para o Supremo que é o interessado em Sua criação. Salve! (Eu som a Verdade expressada pelo Pranava. Para a realização disso, possa essa oblação ser oferecida no fogo consagrado. Salve!).

9: Oh Senhor, por meio de Tua graça eu removo de mim essas impurezas na forma de fome e sede, o infortúnio e a adversidade, a pobreza e a falta de progresso, e todos os outros. Apagues os meus pecados. Salve!

10: Através dessa oblação, que o meu eu, cinco vezes composto pelos invólucros de comida, respiração, mente, inteligência e bem aventurança, possam ser purificados. Eu oro para que eu me torne a Suprema Luz, desprovido de todos os obstáculos que obstruem e de suas causas, as paixões em mim. Para esse fim, que essa oblação possa ser apropriadamente oferecida no fogo consagrado. Salve!

PARTE LXVII

1: Agnaye Svaha [oblações ao Fogo]!

Vishvebhyo Devebhya Svaha [oblações a soma total das divindades, ou Todos os deuses]!
Dhruvaya Bhumaya Svaha [oblações à plenitude permanente]!
Dhruvakshitaye Svaha [oblações ao chão permanente]!
Achyutakshitaye Svaha [oblações à morada imutável]!
Agnaye Svishtakrite Svaha [oblações ao fabricante do sacrifício correto]!
Dharmaya Svaha [oblações aos deveres religiosos]!
Adharmaya Svaha [oblações aos deveres religiosos]!
Adbhya Svaha [oblações às águas]!
Oshodhi-vanaspatibhya Svaha [oblações às ervas e às árvores]!
Raksho-devajanebhya Svaha [oblações aos demônios e aos deuses]!
Grihyabhya Svaha [oblações às deidades das famílias]!
Avasanebhya Svaha [oblações às deidades que habitam nos arredores dos lares]! Avasaanapatibhya Svaha [ oblações aos líderes de tais deidades]!
Sarvabhutebhya Svaha [oblações aos espíritos, ou às deidades dos cinco elementos primordiais]!
Kamaya Svaha [oblações ao deus do amor]!
Antarikshaya Svaha [oblações ao vento que sopra no céu]!
Yadejati jagati yachcha chestati namno bhagoyam namne Svaha [oblações ao Ser Supremo que é a totalidade das palavras nos Vedas, e também ao que há neste mundo se movendo como o insensível e tudo o que age como sensível]!
Pritivyai Svaha [oblações à terra]!
Antarikshaya Svaha [oblações aos espíritos habitantes no céu]!
Deve Svaha [oblações ao paraíso]!
Suryaya Svaha [oblações ao sol]!
Chandramase Svaha [oblações à lua]!
Nakshatrebhya Svaha [oblações às constelações]!
Indraya Svaha [oblações ao chefe dos deuses]!
Brihaspataye Svaha [oblações ao preceptor dos deuses]!
Prajapataye Svaha [oblações ao senhor das criaturas]!
Brahmane Svaha [oblações ao criador de quarto faces]!
Svadha Pitrubhya Svaha [oblações aos ancestrais passados]!
Namo Rudraya Pasupataye Svaha [Saudações e oblações a Rudra, o senhor dos seres viventes]!
Devebhya Svaha [oblações aos deuses]!
Pitrubhya Svadhastu [oblações aos manes]!
Bhutebhyo Namah [saudações às variedades de deuses]!
Manusyebhyo Hantaa [oblações aos homens]!
Prajapataye Svaha [oblações ao senhor das criaturas]!
Paramestine Svaha [oblações ao criador de quatro faces, habitando em Brahmaloka]!

2: Assim como um bem perene é abastecido com água por centenas e milhares de nascentes, assim também que eu possa ter suprimento inesgotável de grãos de milhares de fontes. Para esse fim, eu ofereço oblação às divindades da exploração da riqueza. Salve!

3: Com a intenção de adquirir prosperidade, eu apresento a oferta de alimento para esses espíritos que são os servos de Rudra (habitando no chão da cremação), causando dor às criaturas pela morte e pelo luto, e que perambulam dia e noite em busca de tributos. Que o Senhor da prosperidade conceda-me toda a prosperidade. Salve!

PARTE LXVIII

1: Om, isso é Brahman. Om, isso é Vayu. Om, isso é o eu finito. Om, isso é a Suprema Verdade. Om, isso é tudo. Om, isso é a multidão de nove cidadelas nos corpos das criaturas). Saudações a Ele.

2: Esse Ser Supremo, move-se dentro do coração dos seres criados, possuindo múltiplas formas. Oh, Supremo, Tu és o sacrifício, Tu és a expressão Vasat, Tu és Indra, Tu és Rudra, Tu és Brahma, Tu és Prajapati, Tu és Aquele, Tu és a água dos rios e do oceano, Tu és o sol, Tu és o aroma, Tu és a ambrosia, Tu és o corpo dos Vedas, Tu és os três mundos e Tu és o OM.

PARTE LXIX

1: Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Prana com reverência. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Apana com reverência. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Vyana com reverência. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Udana com reverência. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Samana com reverência. Por essas oblações que o meu Eu possa se unir com o Supremo, assim eu posso obter a Imortalidade.

2: Oh, água, Tu estás propagada, ou és a sede de Anna-Brahman, o alimento imortal.

3: Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Prana com reverência. Oh, substâncias oferecidas, sejas auspiciosas e assimiles em mim, de modo que eu não seja consumido pela fome. Oblações ao Prana. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço essa oblação de ambrosia em Apana com reverência. Oh, substâncias oferecidas, sejas auspiciosas e assimiles em mim, de modo que eu não seja consumido pela fome. Oblações ao Apana. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço essa oblação de ambrosia em Vyana com reverência. Oh, substâncias oferecidas, sejas auspiciosas e assimiles em mim, de modo que eu não seja consumido pela fome. Oblações ao Vyana. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço essa oblação de ambrosia em Udana com reverência. Oh, substâncias oferecidas, sejas auspiciosas e assimiles em mim, de modo que eu não seja consumido pela fome. Oblações ao Udana. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço essa oblação de ambrosia em Samana com reverência. Oh, substâncias oferecidas, sejas auspiciosas e assimiles em mim, de modo que eu não seja consumido pela fome. Oblações ao Samana. Por essas oblações que o meu Eu seja unido com o Supremo, de modo que eu possa alcançar a Imortalidade.

4: Oh, água, tu és o revestimento para Anna-Brahman, o alimento imortal.

PARTE LXX

1: Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Prana com reverência. Oh, Prana, aumente o poder de minha inspiração por esse alimento. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Apana com reverência. Oh, Apana, aumente o poder de minha expiração com esse alimento. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Vyana com reverência. Oh, Vyana, aumente o poder de minha respiração difusa com esse alimento. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Udana com reverência. Oh, Udana, aumente o poder de minha respiração suspensa por esse alimento. Firme em minha fé religiosa, eu ofereço oblações de ambrosia em Samana com reverência. Oh, Samana, aumente o poder de minha respiração do meio com esse alimento.

PARTE LXXI

1: Que o Supremo Senhor possa ser gratificado (por essa refeição que acaba de tomar) – Quem é o governante de todo o mundo e o desfrutador de tudo; Quem, como pessoa, habita no corpo, é do tamanho de um polegar; e Quem é o suporte do corpo – dando a ele sensibilidade e atividade do dedo do pé à coroa.

PARTE LXXII

1: Oh, Senhor, depois do repasto, meus poderes do discurso, do alento, da visão e da audição estão firmes em suas respectivas posições, ou seja, boca, narinas, olhos e ouvidos; assim também a força e a vitalidade retornam para os meus braços e coxas. Meu corpo sutil e meu corpo físico, como todos os seus membros, estão novamente livres da imperfeição. Minha saudação a Ti. Não cause nenhum dano a mim e aos meus.

PARTE LXXIII

1: Como os pássaros com belas plumagens, os sábios que são devotados ao culto do sacrifício (ou a intenção do bem de todos), aproximaram-se de Indra, suplicando assim: Remova nossa escuridão e ignorância; preencha nossos olhos com a visão digna; e liberte-nos da escravidão da ignorância como os pássaros presos nas armadilhas.

PARTE LXXIV

1: Oh, Rudra, Tu és o nó de ligação dos alentos e dos órgãos dos sentidos que funcionam no corpo. Entra em mim como o finalizador das dores, e aumente e proteja-me por meio do alimento que tenho ingerido.

PARTE LXXV

1: Saudações a Rudra e a Vishnu (ou a Rudra, que é Vishnu). Guarda-me da morte.

PARTE LXXVI

1: Oh, Agni, tu é nascido nos dias dos sacrifícios, como o protetor dos homens em geral, e daqueles entre os homens que oferecem sacrifícios. Tu és nascido da luz que se propaga ao redor, ou causando dor rapidamente pelo mero toque. Tu é nascido da água, como um relâmpago, ou como o calor do fundo do mar. Tu és nascido das nuvens, ou das pedras pela fricção. Tu és nascido das florestas. Tu és nascido das ervas. Tu és nascido sempre puro, ou como o sol.

PARTE LXXVII

1: Oh, Tu, Senhor, que és adorado em todos os sacrifícios, eu me prosto diante de Ti em profunda reverência! Eu me prosto diante de Ti! Eu me prosto diante de Ti! Digne-se a permanecer comigo como o doador do que é auspiciosos. Digne-se a permanecer comigo como o doador da felicidade aqui. Digne-se a permanecer comigo como o doador das boas qualidades divinas. Digne-se a permanecer comigo como o doador do nascimento esplendoroso dos ensinamentos Védicos. Quando o sacrifício que eu tenho instituído for completamente próspero, fique comigo para conferir os seus frutos.

PARTE LXXVIII

1: A veracidade é excelente. O que é excelente é a veracidade somente. Pela veracidade aqueles que têm alcançado o estado de bem-aventurança nunca saem de lá. O que pertence a Sat, ou seja, pessoas boas que são, de fato, satyam (veracidade). Por essa razão os videntes do mais elevado bem encontram deleite na veracidade.

2: Alguns sustentam a opinião de que a austeridade é o meio da liberação, e que não existe austeridade mais elevada do que o jejum religioso. Essa excelente austeridade é difícil de ser praticada. Uma pessoa que a pratica torna-se invencível (ou, tal austeridade é inconcebível para a plebe). Portanto, os videntes do mais elevado bem deliciam-se na austeridade.

3: Os ascetas perfeitos declaram que a retirada dos sentidos da atração dos objetos proibidos é o meio para a liberação. Portanto, eles deliciam-se nisto.

4: Os eremitas que habitam na floresta consideram aquela tranqüilidade da mente como o meio para a liberação, e, portanto, eles deliciam-se na calma.

5: Todas as criaturas louvam a doação altruísta como supremo; pois não existe nada mais difícil de executar do que doar altruisticamente. Portanto, os videntes do mais elevado bem deliciam-se nas doações altruísticas.

6: Alguns consideram que os deveres das escrituras é o meio para a liberação. Pela execução dos deveres das escrituras todo o mundo é mantido junto. Não existe nada mais difícil de praticar do que os deveres ordenados pelas escrituras. Portanto, os videntes do bem mais elevado, encontram deleite nos deveres das escrituras.

7: Um grande número de pessoas consideram que a procriação é o meio para a liberação. Por essa razão, um grande número de prole nasce. Porque a procriação é considerada um meio, um grande número de pessoas deliciam-se na procriação.

8: Alguns devotam-se à religião Védica, dizendo que os Fogos Védicos são os meios da liberação. Portanto, os Fogos Védicos devem ser consagrados.

9: Outras pessoas devotadas à religião védica dizem que o Agnihotra é o meio para a liberação. Portanto, alguns videntes do mais elevado deliciam-se no sacrifício Agnihotra.

10: Outros devotados à religião Védica dizem que o sacrifico é o meio para a liberação. Em verdade os deuses atingem o paraíso pelas suas próprias ações antes do sacrifício. Portanto, os videntes do bem mais elevado, deliciam-se na execução do sacrifício.

11: Algumas pessoas sábias consideram a adoração interna como o meio para a liberação. Portanto, as pessoas sábias deliciam-se somente na adoração interna.

12: Brahma Hiranyagarbha considera que o Sannyasa é o meio para a liberação. Hiranyagarbha é, na verdade, o Supremo. O Supremo, por si só, é Hiranyagarbha (embora Ele é uma personalidade). Certamente essas austeridades, acima estabelecidas, são de qualidade inferior. O sannyasa, por si só, supera todas. Para aquele que conhece o todo transcendente e a excelência do sannyasa, o conhecimento precioso (foi transmitido).

PARTE LXXIX

1: Aruni, o sol de Prajapati e Suparna, aproximou-se de seu pai Prajapati – assim ouvimos – e questionou a ele, o que é que os reverendos professores declaram como o supremo meio para a liberação? Para ele Prajapati respondeu assim:

2: Pela verdade o vento sopra. Pela verdade o sol brilha no céu. A verdade é o fundamento do discurso. Tudo na vida prática depende da verdade. Portanto, eles disseram que a verdade é o supremo meio da liberação.

3: Seja pela execução do Tapas no início que os deuses atingiram a divindade. Por Tapas os videntes atingiram o paraíso gradualmente. Por Tapas nós nos livramos de nossos inimigos que estão no caminho de nossas aquisições. Tudo está fundamentado em Tapas. Portanto, eles dizem que Tapas é o supremo (meio para a liberação).

4: As pessoas que praticam o controle dos sentidos, livram-se dos seus pecados por isso. Os ascetas perfeitos alcançam o paraíso gradualmente através do controle dos sentidos. O controle dos sentidos é inacessível para as criaturas comuns. Tudo é fundamentado no controle dos sentidos. Portanto, eles dizem que o controle dos sentidos é o supremo (meio para a liberação).

5: Aqueles que são de disposição tranqüila, que fazem o bem meramente pela calma. Os sábios têm alcançado o paraíso através da calma da mente. A calma da mente é inacessível para as criaturas comuns. Tudo é fundamentado na calma da mente. Portanto, eles dizem que a calma da mente é o supremo meio para a liberação.

6: A doação de presentes na forma de dakshina é a morada segura dos sacrifícios. No mundo todas as criaturas subsistem de um doador. As pessoas removem pelos presentes aqueles que são invejosos e malignos entre eles. Pelas doações o hostil se torna amigável. Tudo está estabelecido na doação. Portanto, eles dizem que a doação é o meio supremo para a liberação.

7: O dharma, justiça religiosa, é o suporte de todo o universo. Todas as pessoas se aproximam de uma pessoa que é completamente devotada ao dharma. Através do dharma uma pessoa afugenta o pecado. Tudo está suportado pelo dharma. Portanto, eles dizem que esse dharma é o meio supremo para a liberação.

8: Neste mundo a procriação é, certamente, o fundamento da raça. Uma pessoa que estende a continuidade de sua prole no caminho correto, pela criação de filhos, de acordo com as prescrições das escrituras, descarrega seus débitos para com seus ancestrais passados. Isso, por si só, é o caminho para ele pagar seus débitos para com seus ancestrais. Portanto, eles dizem que a procriação é o meio supremo para a liberação.

9: O grande sacrifício dos Fogos são, de fato, os três tipos de conhecimento e o caminho que conduz à divindade. Deles, o Fogo Garhapatya é o Rig-Veda, a terra e o Rathantara, o cântico de Samana; o Anvaharyapachana é o Yajur-Veda, a região mediana e o cântico de Vamadevya Samana; o Ahavaniya é o Sama-Veda, os mundos celestiais e o cântico de Brihat Samana. Portanto, eles dizem que os sacrifícios dos Fogos são os meios supremos para a liberação.

10: A execução do Agnihotra ao amanhecer e ao por do sol é uma expiação para os pecados relacionados com a manutenção da casa. Ele é um bom yaga e um bom homa, e também é o início de todos os yajnas e de todos os kratus. Ele é um farol para o mundo celestial. Portanto, eles dizem que o Agnihotra é o meio supremo para a liberação.

11: Outros que são devotados à religião Védica dizem que o sacrifício é o meio para a liberação. O sacrifício é realmente caro aos deuses. Em verdade, os deuses atingiram o paraíso por suas obras anteriores de sacrifício. Eles têm afugentado os demônios pelo sacrifício. Pelo sacrifício aqueles que são hostis tornam-se amigáveis. Tudo é suportado pelo sacrifício. Portanto, eles dizem que o sacrifício é o meio supremo para a liberação.

12: A adoração interna, ou a concentração mental, é realmente o meio para alcançar o estado de Prajapati e o tão sagrado. Aqueles que possuem uma mente dotada com o poder de concentração interna, vêem e percebem o que é bom. Através da concentração mental, os videntes como Vishvamitra criaram súditos pelo mero desejo. Tudo depende deste poder da mente. Portanto, eles dizem que o poder da concentração interna é o meio supremo para a liberação.

13: Os sábios videntes declaram que o sannyasa mencionado como o meio supremo para a liberação é Brahman, e que Brahman é o Espírito Universal, é supremamente bem-aventurado, é auto-nascido, é o protetor dos seres criados, é a alma do tempo, e assim por diante.

14: O ano é o sol mais além. Essa Pessoa que está no sol é Hiranyagarbha; ele é Paramesthin (o protetor do universo) e Brahmatman – a Suprema Realidade que é o Eu mais íntimo de todas as criaturas.

15: Aqueles raios, pelos quais o sol dá calor, os mesmos raios transformam a água em nuvens de chuva, que se derrama em chuva. Pelas nuvens de chuva as ervas e as árvores vêm à existência. das ervas e das árvores o alimento é produzido. Pelo uso do alimento os alentos e os sentidos são nutridos. Quando o alento da vida é nutrido recebe-se uma força física. A força corporal dá a capacidade para a prática de Tapas (na forma de autocontrole, jejum religioso e assim por diante). Como resultado de tais Tapas, a fé nas verdades das escrituras saltam à existência. Pela fé mental os poderes sobrevêm. Pelo poder mental o controle dos sentidos é possível. Pelo controle dos sentidos a reflexão é engendrada. Da reflexão resulta em calma da mente. Conclusivo da Verdade segue a calma. Pela experiência da Verdade a lembrança Dele é engendrada. A Lembrança produz contínua lembrança. Da contínua lembrança resulta em ininterrupta realização da Verdade. Por tal realização uma pessoa conhece o Atman. Por esta razão, quem doa alimento doa tudo isso. Pois verifica-se que a respiração vital e os sentidos das criaturas são de alimento, que as funções de reflexão como o ar vital e os sentidos, que a realização direta e ininterrupta vem da reflexão, e que a bem-aventurança vem da realização direta e ininterrupta da Verdade. Assim, tendo alcançado a bem-aventurança, torna-se o Supremo, o qual é a fonte do universo.

16: Ele, por quem todo o universo é permeado – a terra e a região mediana, o paraíso e os quadrantes e os sub-quadrantes – essa Pessoa é o quíntupla e constituída das cinco substâncias. Quem alcança o supremo conhecimento através do sannyasa é, de fato, essa Pessoa. Ele é tudo o que é perceptível no presente, que foi no passado e que será no futuro. Através do aparentemente humano, sua verdadeira natureza é o que está resolvido pelo inquérito nos Vedas, e que é alcançada por seu novo nascimento no conhecimento certo. Ele está firmemente estabelecido na riqueza do conhecimento transmitido por seu guru, bem como também por sua fé, e pela Verdade. Ele se torna o eu resplandecente. Sendo assim ele permanece além da escuridão e da ignorância. Oh, Aruni, tendo se tornado possuidor de conhecimento pela realização Dele, o Supremo, através do Sannyasa, e com sua mente fixada no coração, não se torna novamente presa da morte. Por causa do Sannyasa assim é o meio supremo para a realização, portanto, os homens sábios o declaram acima de todos os outros meios para a liberação.

17: Oh, Supremo, Tu és o doador de riqueza do supremo conhecimento para nós. Tu tens tornado-Te tudo. Tu uniste as Almas individuais no Sutratman. Tu permeias o universo. Tu és o doador do brilho do fogo. Tu és o doador da luz e do calor do sol. Tu és o doador da riqueza e da luz da lua. Tu és levado no vaso upayama como o suco do soma para a oblação. Nós Te adoramos, o Supremo que és tal para a manifestação da Luz.

18: (O Sannyasin, tendo meditado no Supremo) deve concentrar seus pensamentos Nele, proferindo a sílaba OM. Essa, a sílaba Om, na verdade, é a substância de muitos grandes Upanishads, e um segredo guardado pelos deuses, que não é dado aos impróprios. Quem pratica a meditação no Supremo, portanto, com o auxílio do Pranava, após o sannyasa, alcança a grandeza ilimitada do Supremo. Porque ele alcança a grandeza de Brahman. Assim, o conhecimento secreto tem sido dado.

PARTE LXXX

1: O instituidor do sacrifício, no caso do sacrifício oferecido por um sannyasin que alcançou o conhecimento supremo na forma anteriormente descrita, é seu próprio Eu. Sua fé é sua esposa; seu corpo é seu combustível do sacrifício; seu eito é seu altar; seus cabelos são sua grama sagrada; o Veda aprendido é o seu tufo de cabelo; seu coração é o seu posto de sacrifício; seu desejo é a manteiga clarificada; sua Riva é o seu animal para ser imolado; sua austeridade é o seu fogo; seu controle de sentidos é o seu imolador; suas doações são suas dakshina; seu discurso é o seu sacerdote Hotir; seu alento é o seu sacerdote Udgatir; sua visão é o seu sacerdote Adhvaryu; sua mente é o seu sacerdote Brahman; sua audição é o seu sacerdote Agnid; o espaço de sua vida é seu rito preparatório; o que ele come é a sua oblação; o que ele bebe é sua bebida do suco do soma; quando ele delicia-se esse é o seu rito Upasad; quando ele anda, senta e para, é o seu rito Pravargya; o que é a sua boca é o Fogo Ahavaniya; o que é seu enunciado, é o oferecimento de oblação; o que é o seu conhecimento é o seu sacrifício Homa; quando ele come de tarde e de manhã, é o seu Samid-homa (oblação do combustível no fogo); as três divisões do dia – manhã, meio-dia e tarde – relacionado a ele são seus savanas; o dia e a noite são seus sacrifício Darsapurnamasa; a metade dos meses e os meses são seu sacrifício Chaturmasya; as estações são seu sacrifício Pasubandha; os samvatsaras e os parivatsaras são seus sacrifícios Ahargana; o sacrifício total é, de fato, seu Sattra; a morte é o Avabhritha, ou a conclusão de seu sacrifício. Essa pessoa que conhece isso, ou seja, a conduta de um Sannyasin – abrangendo todos os deveres do Agnihotra ao Sattra, e terminando na morte vencida pela velhice – e que morre durante o período do movimento do sol ao atingir o norte, alcança a soberania dos deuses como Indra, e, então, alcança a identidade, ou a companhia com o sol. Por outro lado, aquele que morre durante o período, quando o sol se move para o sul, fica apenas a grandeza dos manes, e então alcança a identidade, ou a companhia com a lua. Um Brahman que sabe separar a grandeza do sol e da lua, compreende estes dois; mas quem se torna um conhecedor de Hiranyagarbha ganha ainda mais. A partir desse conhecimento, que foi adquirido no mundo de Hiranyagarbha, ele alcança a grandeza de Brahman, o Supremo, que é Existência – Conhecimento – Bem-aventurança, à dissolução do mundo de Hiranyagarbha. Assim, neste Upanishad, o conhecimento secreto aqui está concluído.

Invocação

Hari Om! Que Mitra, Varuna, Aryaman, Indra e Brihaspati
E o todo permeante Vishnu sejam propícios a nós,
E concedam-nos o bem estar e a bem-aventurança.
Eu me prosto a Brahman em reverência.
Oh, Vayu, eu me prosto a Ti em adoração.
Tu, na verdade, és Brahman perceptível.
Eu declaro: Tu estás correto.
Tu és a verdade e o bem.
Que ele – o Ser Supremo, adorado como Vayu – preserve-me.
Que Ele preserve o professor.
A mim, que ele proteja; A meu professor, que Ele o proteja.

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Aqui termina o Mahanarayanopanishad, incluído no Krishna-Yajur-Veda.