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48 - Pranagnihotra Upanishad (Kṛṣṇa Yajur Veda)



48
Pranagnihotra Upanishad

Traduzido por:
Dr. A. G. Krishna Warrier
Publicado por:
Theosophical Publishing House, Chennai

Traduzido para o Português por

Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt

***

Brasil – RJ
Junho/2010
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Fonte de Consulta

Vedanta Spiritual Library


Invocação

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!








1: Agora, portanto, devemos estabelecer o ‘hino do alimento’, que está além do conhecimento empírico, a essência de todos os Upanishads, lidando com o sacrifício no corpo, pela virtude do qual o homem encarnado se torna livre da vida transmigratória sem o Agnihotra e o conhecimento de Sankhya.

2: De acordo com os procedimentos próprios, a definição de arroz (cozido) no chão deve-se entoar três versos, iniciando com ‘Ya osadhaya...’ e os dois outros, iniciando com ‘annapate...’.

3: As plantas de muitas centenas de espécies e formas, que as regras do Soma exigem, induzidas por Brihaspati, nos libertam das calamidades.

4: As plantas fecundas e infrutíferas, que têm flores e que não têm flores, induzidas por Brihaspati, nos libertam das calamidades.

5: Não me deixe atar por você as plantas que vivem e que conferem (outras com) vida, que são livres de malignidade; que elas possam ser empregadas para combater os maus espíritos de quem as oferecem (em sacrifício).

6: Senhor do alimento! Dê-nos alimento que é limpo e que está rico em energia; ajude o doador de alimento sobre (os perigos da vida). Dote-nos, bípedes e quadrúpedes, com força.

7: Que o alimento (que nós comemos) possa ser fogo; (embora) ele seja adverso aos Rudras e aos espíritos maléficos e possa promover gerações de prole. Deixe o poderoso (Senhor) purgá-lo de todas as sementes do medo e fazê-lo auspicioso. Salve o poderoso Senhor.

8: Vendo tudo que se move no interior (dos lugares). Você é so sacrifício; Você é Brahma, Rudra, Vishnu. Você é a sílaba sagrada Vasat, luz, paladar, o Brahman imortal, a terra, a região mediana e o firmamento. OM, saudações.

9: Que as águas possam purificar a terra; que a terra purificada possa purificar-me. Que (as águas) purifiquem o mestre dos Vedas; que a essência Védica santificada possa purificar-me. Qualquer coisa que sobre como imprópria para ser consumida, ou qualquer outro ato meu pecaminoso – tudo isso possa ser purificado pelas águas; também as doações (aceitadas) dos injustos. Salve!

10: Você é ambrosia; uma ambrosia propagada (base). Você é ambrosia em relação ao ar vital; apto para a oferenda sagrada, a última bênção. OM, saudações ao Prana. OM, saudação ao Apana. OM, saudações ao Vyana. OM, saudações ao Udana. OM, saudações ao Samana. OM, saudações a Brahman. OM, que o meu eu possa estar em Brahman para a vitória da imortalidade.

11: O oferecimento ao Prana é feito com dedo mínimo e o polegar. Com o dedo anelar e o polegar é feito o oferecimento ao Apana. Com o dedo médio e o polegar é feito ao Vyana, com todos os dedos o oferecimento é feito ao Udana, e com o dedo indicador e o polegar o oferecimento é feito ao Samana.

12: Silenciosamente um oferecimento é feito com um Ric; dois no Ahavaniya; um no fogo Dakshina; um no Garhapatya, e um no fogo para os ritos expiatórios.

13: Em seguida, “Você é a tampa para a imortalidade” – para ganhar a imortalidade. Sorvendo deve-se tomar novamente e tocar novamente.

14: Tomando água na palma direita e segurando-o contra o coração, deve-se entoar: Prana é fogo; é o supremo Eu cercado por cinco ares vitais. Destemor para todos os seres viventes! O medo nunca habita em mim.

15: Você (Prana) é Vishva e Vaishvanara; por você o múltiplo mundo é sustentado conforme ele se manifesta. Onde você está, o Brahma imortal, tudo são oferecimentos (feitos).

16: Este grande e nobre Espírito (está) estabelecido nas extremidades dos dedos grandes dos pés. Eu verto água em volta dele no final (da cerimônia de alimentação) para ganhar a imortalidade.

17: Deixe o eu externo meditar nas atividades específicas – assim se faz oferendas no fogo. Deixe (o executor) ser um filho para todos. As oferendas do ritual são consagradas no fogo.

18: Vou realizar o sacrifício no meu corpo. Existem quatro fogos, não os despreze, correspondendo às quatro partes do Om, com a metade da sílaba.

19: Não há fogo solar como da forma do disco solar, revestido de mil raios, habitando na coroa como o do vidente solar. O fogo da visão mencionado (acima) com suas quatro formas, torna-se o Ahavaniya posicionado na boca. O fogo corporal consome as oblações que destroem a velhice. Tornando-se Dakshinagni, como da forma de uma meia lua, ele está posicionado no coração. Então, existe o fogo gástrico que, tornando-se Garhapatya, está posicionado no umbigo consumindo o que é comido, bebido, lambido e sugado.

20: Abaixo encontram-se três estados horizontais da mente – a lua, o Senhor e o agente da geração.

21: Neste sacrifício corporal, desadornado de guirlandas ao redor do pilar do sacrifício, quem é o sacrificador? Quem é (seu) fogo? Quem sãos os sacerdotes oficiantes? Quem são os atendentes? Quais são os vasos dos sacrifícios? Quais são as oblações? Qual é o altar? Qual é o interior do altar? Qual é o recipiente de madeira (para o suco do soma)? Qual é a carruagem? Qual é o animal do sacrifício? Quem é o sacerdote oficiante? Quem é o sacerdote que invoca? Quem é o assistente do chefe dos sacerdotes? Quem é o assistente do Adhvaryu? Quem é o primeiro cantor? Quem é o assistente do Hotir? Quem canta as músicas de Sama em voz alta? Qual é a libação para (Agni)? Quem é o assistente do sacerdote de Brahma? Quais são as gramas Darbha? Qual é a concha? Qual é o recipiente para o ghee? Quais são as duas oferendas de ghee? Quais são as duas partes de ghee? Quais sãos as oferendas preliminares? Quais são os sacrifícios finais? Que é a libação Ida (entre os dois)? Qual é a recitação? Qual é a fórmula Samyorvaka? Quais são as quatro oblações Ajya? Qual é o pilar do sacrifício? Qual é o cordão? Quais são os Ishtis (oblações de manteiga, frutas, etc.)? Qual é a cota de sacrifício? Qual é o ritual do banho após o sacrifício?

22: No sacrifício do corpo, desadornado pelo cordão ao redor do pilar do sacrifício, o sacrificador é o eu; (sua) esposa é o intelecto. O grande sacerdote oficiante são os Vedas. O ego é o Adhvaryu. A mente material é o sacerdote que invoca. O Prana é o assistente do chefe dos sacerdotes; o Apana é o assistente de Adhvaryu. Vyana é o primeiro cantor. Udana é o cantor de Sama. Samana é o assistente de Hotir. O corpo é o altar. O nariz é o interior do altar. O cume é o recipiente de madeira. O pé é a carruagem. A mão direita é a concha. A mão esquerda é o recipiente de ghee. Os ouvidos sãos as duas oferendas de ghee. Os olhos são as duas partes de ghee. O pescoço é a libação. O Tanmatras são os assistentes do sacerdote de Brahman. Os grandes elementos são os atendentes. Os Gunas são as oferendas suplementares. A língua é o sacrifício final. Os dentes e lábios são a libação do meio. O paladar é o hino de recitação. A memória é a fórmula Samyorvaka. A compaixão, tolerância, não violência são as quatro oblações Ajya (ao Soma, etc.). O OM é o pilar do sacrifício. O desejo é o cordão. A mente é a carruagem. A luxúria é o animal do sacrifício. O cabelo é a grama Darbha. Os órgãos dos sentidos são os vasos dos sacrifícios. Os órgãos da ação são as oblações. A não violência é o Ishtis. A renúncia é a cota do sacrifício. O banho após o sacrifício (segue) da morte. Neste corpo localiza-se todas as divindades.

23: (Ou) morre em Benares (ou) o Brahmana que lê este (Upanishad) alcança a liberação em uma vida: esta é a doutrina secreta.


Invocação


Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Aqui termina o Pranagnihotropanishad pertencente ao Krishna-Yajur-Veda.