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54 - Suka Rahasya Upanishad (Kṛṣṇa Yajur Veda)


54
Suka Rahasya Upanishad


Traduzido por:
Dr. A. G. Krishna Warrier
Publicado por:
The Theosophical Publishing House, Chennai

Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Junho/2010
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library



Invocação

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


1-19: Agora vamos expor o Rahasya Upanishad: os sábios divinos, adorando Brahma, perguntaram: Senhor, diga-nos o Rahasya Upanishad. Ele disse, ‘No passado Vyasa, o tesouro de todos os Vedas e penitente, pergunto a Shiva: ‘Oh, Senhor de grande sabedoria, que prometeu firmeza para romper a escravidão (da vida). Chegou a hora de dar a iniciação ao meu filho Suka no sacramento do Veda’. Shiva disse, ‘Quando o único Brahman for comunicado por mim, seu filho partirá por si mesmo com indiferença’.

Vyasa disse: ‘Seja como for; no Upanayana, quando Brahman é comunicado, pode o meu filho se tornar onisciente muito rapidamente e dar os quatro tipos de Moksha.

Então Shiva, ouvindo isso, sentou-se em uma cadeira divina para dar a instrução. Suka, o afortunado, chegou ali com devoção e obteve o Pranava, falando novamente com Shiva. Suka disse, ‘Primeiro entre os deuses, onisciente, sê agradável. O supremo Brahman, inerente em OM, tem sido transmitido; o sentido especial de “Aquele Tu És” etc., com os seis membros, eu quero ouvir’.

Shiva disse, ‘Bem dito, Oh tesouro de conhecimento, você pediu o desejável, o mistério dos textos Védicos, chamado Rahasyopanishad, com as seis partes, sabendo que um deles deve ser liberado diretamente. Os textos sem as seis partes não devem ser ensinados. Assim como os Upanishads são a soberania dos Vedas, assim é o Rahasya dos Upanishads.  Para o homem sábio que medita em Brahman, pontos sagrados, ritos Védicos e mantras são inúteis. Ganha-se cem anos de vida meditando no sentido dos textos mais importantes. O mesmo se ganha proferindo isso uma vez.

20: Om, por esse mantra, o Hamsa é o Rishi, Gayatri imanifesta é a métrica, a deidade é Paramahamsa, o Hamsa é a semente, o Sama-Veda é o poder. ‘Eu sou Aquele’ é o fixador. Sua aplicação é no contexto de dizer o texto principal para garantir a graça de Paramahamsa. ‘Verdade, conhecimento, infinito é Brahman. Curvar os polegares, ‘Eterno alegria é Brahman’ – Svaha aos dedos indicadores. ‘Brahman é eterna alegria, sobretudo’ – Vasat aos dedos do meio. ‘Aquele que é a plenitude’ – Hum aos dedos anelares. ‘O senhor da plenitude’ – Vasat aos dedos mindinhos. ‘Único e não-dual é Brahman’. Path para dentro e para for a das palmas. ‘Verdade, conhecimento, infinitude é Brahman’ – Path para dentro e para fora da palma. ‘Verdade, conhecimento, infinitude é Brahman’ – curvar ao coração’.

‘Eterna bem-aventurança é Brahman’ – Svaha à cabeça – Vasat à trança de cabelo. ‘Aquele que é plenitude’ – Hum à armadura – Vausat aos três olhos. ‘Único e não-dual é Brahman’ – Phat ao missivo. A terra, antiga região, paraíso, Om, essa é a ligação do espaço.

21-22: Meditação: eu meu curvo ao nobre professor, além de tornar-se os três Gunas, único, eterno, sagrado, testemunha de todo o conhecimento, doador de bem-aventurança, além do mundo, semelhante ao céu, a finalidade dos textos principais.

As quarto maiores passagens:

(1) Consciência é Brahman;
(2) Eu sou Brahman;
(3) Aquele Tu és; e
(4) Esse eu é Brahman.

Aqueles que recitam a afirmação da identidade se tornam liberados em Sayujya (identidade).

23-24: Do grande encantamento ‘TAT’, o vidente é Hamsa, a não manifesta Gayatri é a métrica. Paramahamsa é a divindade; Hamsa é a semente; Sama-Veda, poder; So’ham é o fixador; a aplicação é a meditação para a minha liberação. Curvar aos polegares, para aquele aspirante Svaha à Isana; os dedos indicadores, Vasat à Aghora; os dedos do meio, à Sadyojata; os dedos anelares, hum; para Vamadeva, os dedos mindinhos Vausat; para aquele espírito, Isana, Aghora etc., Phat.

Meditação: Medite naquela luz brilhante como o conhecimento e seus objetos e que está além de ambos, imaculado, lúcido, livre e imperecível.

25-26: Da canção de ‘TVAM’, Vishnu é o vidente, Gayatri é a métrica, o supremo eu é a divindade, ‘AIM’ é a semente, ‘KLIM’ é o poder, ‘SAUH’ é o fixador; a aplicação é para a repetição para a minha liberação.

Curvar a Vasudeva, aos polegares: Svaha a Samkarsana, os dedos indicadores; Vasat à Pradyumna, os dedos do meio; Hum a Aniruddha, os dedos anelares; Vausat à Vasudeva, os dedos mindinhos; Phat à Vasudeva e outros.

Meditação: Eu adoro a palavra “TU”, o estado de Jiva, em todos os seres vivos, em toda parte, a forma transmitida, o controlador da mente e do egoísmo.

27: Para ‘ASI’, o vidente é Manah; a métrica é Gayatri; a divindade é Ardhanarishvara; a semente é Avyaktadi; o poder é Nrisimha; o fixador é o supremo Eu. A aplicação é a repetição para a identificação de Jiva e Brahman. Eu meu curvo aos polegares, a dupla da Terra; Svaha aos dedos indicadores, a dupla da água; Vasat aos dedos do meio, a dupla do fogo; Hum aos dedos anelares, a dupla do ar; Vausat aos dedos mindinhos, a dupla do Éter; Phat para frente e para as costas das mãos, a dupla da Terra etc. Assim também a consagração do coração, Bhuh, Bhuvah, Svah, Om. Assim as direções são fechadas.

28-29: Meditação: ‘Medite sempre em Asi, tu és. Visando a fusão de Jiva, enquanto a mente se demora no seu significado’. Assim são os seis membros dos textos maiores.

30-38: Agora, de acordo com a classificação dos ensinamentos místicos, estão estabelecidos os versos sobre o significado.

Prajnana é aquele em que se vê, se ouve, se cheira e se deixa claro todos os objetos aqui, agradáveis e desagradáveis, pelos quais se conhece. Nas quatro faces de Brahman, Indra e os Devas, homens, cavalos, vacas etc., o espírito é um Brahman – assim, em mim também Prajnana é Brahman. Nesse corpo, permanece como testemunha do intelecto e é chamado Eu. O Ser pleno em si mesmo é descrito como Brahman, referido como Asmi. Assim, eu sou Brahman. O ser, único e sem um segundo, sem nome e sem forma, antes da criação, e até hoje, é chamado Aquele. O ser chamado Tu, aqui está além dos sentidos compreendido como único. Deixe essa unidade ser experenciada. O eu interno, do ego ao corpo, é chamado esse (yam), porque ele é auto-luminoso e percebido intimamente. A verdade do universo é afirmada por tudo o que é visto pelo mundo de Brahman.

39: Eu estava no estado de sonho de “Eu” e “Meu” por causa da ausência da visão do espírito. Mas eu fui despertado quando o sol da minha própria natureza se elevou por meio dos textos maiores, falado claramente pela percepção.

40-42: Os sentidos tem duas formas: expressados e implícitos. Em ‘Tattvam Asi’ o significado expressado são os sentidos etc., que são elementares e o implícito é ‘Ele’ em ‘você’ (Tvam); na palavra Tat o significado expressado é senhorio, etc., o implícito é o supremo ser, que é Sat, Chit e Ananda. ‘Asi’ identifica esses dois, tvam e Tad significa efeito e causa, respectivamente, quando esse é adjunto; caso contrário, ambos são o mesmo Sat, Chit e Ananda – separando o espaço e o tempo o destino a identidade é, assim como no mundo, na expressão, ‘Esse é aquele Devadatta’.

O Jiva é tido como adjunto efeito, Isa tem como adjunto causa – quando ambos são removidos, somente o conhecimento pleno permanece.

43-45: Primeiramente ouvindo do Guru, em seguida pensando sobre isso e, depois, meditando – isso é a causa do conhecimento pleno. Outros conhecimentos certamente perecerão, enquanto o conhecimento de Brahman leva à Brahman. O Guru deve instruir as palavras do Upanishad com os membros, não apenas as palavras – estas são as palavras de Brahma.

46-53: Ishvara disse, ‘Oh, Suka, assim sendo instruído por Mim como solicitado por Vyasa, você se tornará um Jivanmukta’.

O Svara que é proferido ao início do Veda é Parameshvara. Suka sendo assim instruído por Shiva tornou-se um com o universo; levantou-se, curvou-se a Shiva e desistindo de todas as suas posses, foi-se embora como se nadasse no oceano do supremo espírito.

Vyasa, vendo-o ir embora como um recluso, foi atrás dele chamando-o, afetado pela separação. Todo o mundo repercutiu-o. Ouvindo isso Vyasa acabou alegrado junto com seu filho.

Quem aprende isso através da graça do Guru será liberado de todos os pecados e desfrutará de Moksha.

Assim, o Upanishad.

Invocação

  
Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Aqui termina o Sukarahasyopanishad pertencente ao Krishna-Yajur-Veda.