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53 - Skanda Upanishad (Kṛṣṇa Yajur Veda)


53
Skanda Upanishad

Traduzido por:
Dr. A. G. Krishna Warrier
Publicado por:
The Theosophical Publishing House, Chennai

Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt

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Brasil – RJ
Junho/2010
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library


Invocação


Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


1-5: (Skanda disse): Grande deus! Devido a um pingo de sua compaixão eu sou o menor dos caídos (não anulado da identidade). Eu também sou um aglomerado de conhecimento! Eu sou também o Bom – o que mais (posso precisar)?

Devido ao crescimento do órgão interno, o que não é espiritual aparece como tal; sua admoestação, isso não é nada senão puro conhecimento, ou Hari. Eu sou conhecimento por si só, não nascido – o que mais? Tudo o mais (que não) é inerte e morre como um sonho. Quem discerne a consciência como distinta do inerte é o inabalável conglomerado de conhecimento. Somente ele é Shiva, Hari, luminária das luminárias, o supremo Deus, o Brahman – eu sou aquele Brahman seguramente.

6-7: Jiva é Shiva e Shiva é Jiva; quando vinculado pela casca ele é arroz com casca, desvinculado é arroz. Assim o vinculado é Jiva; liberado do karma, é o eterno Shiva. Preso pelas amarras, ele é Jiva; livre, é Shiva.

8-9: (Eu me curvo) a Shiva da forma de Vishnu, e a Vishnu que é Shiva; Vishnu é o coração de Shiva, e Shiva de Vishnu. Assim como Vishnu é totalmente Shiva, assim também Shiva é totalmente Vishnu. Como eu não vejo diferença alguma, eu estou bem em toda a minha vida.

10-15: Diz-se que o corpo é o templo, a deidade Shiva é Jiva; deve-se jogar fora as flores depois da adoração e a adoração com o sentido de identidade. A percepção da não diferença é o conhecimento, a meditação é a mente sem finalidade. O banho é a remoção das impurezas mentais; a limpeza é o controle dos sentidos. Deve-se beber o néctar de Brahma, tomar esmolas para o seu sustento, viver por si mesmo desprovido de dualidade. Assim uma pessoa de sabedoria alcança a liberação.

Eu me curvo ao supremo, sagrado assento do poder, para garantir o bem estar de uma vida longa. Eles conhecem a eles mesmos como Brahman, Brahma, Vishnu, Shiva, além do pensamento, imanifesto, infinito, indecaído, por sua graça, Nrisimha.

Esse local elevado de Vishnu os sábios sempre vêem como um olho estendido no paraíso. Os sábios louvam e exaltam esse supremo estatuto de Vishnu.

Essa é a doutrina da liberação de acordo com os Vedas. 


Invocação

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Aqui termina o Skandopanishad pertencente ao Krishna-Yajur-Veda.