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11 - Adhyatma Upanishad (Śukla Yajur Veda)


11 - Adhyatma Upanishad

(Sukla Yajur Veda)

Traduzido para o inglês por
Dr. A. G. Krishna Warrier
Publicado por
The Theosophical Publishing House, Chennai
Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Novembro/2009
Invocação


Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito segue para o infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu meio!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Na caverna do corpo está estabelecido eternamente um não nascido.
A terra é Seu corpo. (Embora) movendo dentro da terra, a terra não O conhece.
A água é Seu corpo. (Embora) movendo dentro da água, a água não O conhece.
O fogo é Seu corpo. (Embora) movendo dentro do fogo, o fogo não O conhece.
O ar é Seu corpo. (Embora) movendo dentro do ar, o ar não O conhece.
O éter é Seu corpo. (Embora) movendo dentro do éter, o éter não O conhece.
A mente é Seu corpo. (Embora) movendo dentro da mente, a mente não O conhece.
O intelecto é Seu corpo. (Embora) movendo dentro do intelecto, o intelecto não O conhece.
O ego é Seu corpo. (Embora) movendo dentro do ego, o ego não O conhece.
A mente material é Seu corpo. (Embora) movendo dentro da mente material, a mente material não O conhece.
O imanifesto é Seu corpo. (Embora) movendo dentro do imanifesto, o imanifesto não O conhece.
O imperecível é Seu corpo. (Embora) movendo dentro do imperecível, o imperecível não O conhece.
A Morte é Seu corpo. (Embora) movendo dentro da morte, a morte não O conhece.
Ele, então, é o eu interno de todos os seres, puro, nascido no paraíso, luminoso, o único Narayana.

1. O pensamento é sobreposição, ‘Eu’ sou e meu são o corpo, os sentidos, etc., os quais estão todos os outros que não o Eu. Através da devoção a Brahma, o sábio deve repudiá-lo.
2: Conhecendo a si mesmo como sendo o sujeito, a testemunha do intelecto e suas operações rejeita a idéia do Eu sendo outro que não o sujeito, identificando o ‘Eu’ com aquele(o sujeito).
3: Repudiando submisso por meio do mundo, o corpo e os Shastras remove sobrepondo no Eu.
4: A mente do Yogue perece conforme ele permanece sem intervalo no único Eu, conhecendo, através do raciocínio, Shruti, e experenciando que o único é o Eu de todos os seres.
5: Sem permitir por um momento sequer, um apoio para dormir, murmurar, trocas verbais, etc., e auto-esquecimento, meditar no Eu em si mesmo.
6: Moldando o corpo à parte, a prole dos pais transpira, como a sua condição não é melhor do que aquele de um proscrito, e se tornando Brahma, busca a realização.
7: O eu se dissolve no supremo Eu como o espaço de um recipiente é dissolvido no espaço infinito; então, como o Infinito fica em silêncio para sempre, Oh sábio!
8: Tendo se tornado o Substrato eu-luminoso, como Essência, rejeita ambos o macrocosmos e o microcosmos, os quais são senão moradas das impurezas.
9: Confinando o corpo limitado, a percepção do eu, no sempre-beatífico Eu espiritual, renunciando o corpo sutil; ser eternamente o Absoluto.
10: Conhecendo ‘Eu sou aquele Brahma’ no qual este mundo aparenta (existir) como uma cidade refletida em um espelho, encontrar a realização, Oh único sem pecados!
11: Liberado das garras do egoísmo, como a lua (após o eclipse), cheia, sempre beatífico, auto-luminoso, alcança-se a essência única!
12: A destruição das ações que levam aos pensamentos; por este motivo resulta a diminuição dos impulsos inatos (para agir). A eliminação dos impulsos inatos é a liberação; ele é mantido para ser livre na vida.
13: Em todos os lugares e por todos os meios, percebendo tudo como Espírito, alcança-se a dissolução dos impulsos inatos pois reforça a atitude de boa vontade universal.
14: Nunca se deve ser desatento em devoção a Brahma; ‘negligência é a morte’, assim afirmam os filósofos de Brahma em consideração a (esta) ciência.
15: Assim como uma cana d’água arrancada não permanece parada, mesmo que por um momento, assim também acontece com Maya que (incessantemente) envolve até um sábio se ele desvia sua face (da Verdade).
16: Todo aquele que alcança o absoluto, ainda em vida, continua a ser absoluto, mesmo depois da morte. Enraizado na concentração, Oh puro, permanece inabalável.
17: Com a visão do Eu não dual, através da concentração constante, vem a dissolução sem resíduo dos nós da ignorância no coração.
18: Reforçar o sentido do Eu (em direção a) esta visão, e rejeitando-o (em direção) ao ego, etc., permanecendo indiferente a todos eles, como para objetos como panelas e roupas.
19: Todas as coisas de Brahma, até moitas de gramas, não são senão coadjuvantes irreais. Diferente de ver o existente Eu da Unidade como o pleno existente.
20: O Eu único é Brahma, Vishnu, Indra e Shiva; este mundo inteiro é o Eu único; para além do presente Eu, nada há.
21: Depois de repudiar todos os aparentes objetivos sobrepostos no Eu único, permanece-se sozinho como o Brahma supremo, completo, não dual, sem agitação.
22: O mundo é uma postulação, tão boa como inexistente, na única Realidade que é imutável, sem forma, não qualificada; onde esta a diferença?
23: (Na Realidade única) desprovido de distinções como o perceptivo, a percepção e o percebido, e de todos os sofrimentos, no absoluto preenchido, espiritual, Eu, como até o oceano no momento da dissolução cósmica, onde está a diferença?
24: A escuridão implícita nele como na luz é a causa da ilusão. Onde está a diferença na não dualidade suprema e na Realidade não qualificada?
25: Nesta Realidade suprema e uniforme, como pode o agente de diferenças habitar? No sono profundo que é nada senão a bem-aventurança quem percebe diferença?
26: Esta percepção da diferença está enraizada na mente (do perceptivo); não há nada disso na ausência da mente. Por tanto, concentrar a mente no Eu supremo como o sujeito.
27: Ao perceber que o Eu é bem-aventurança indivisível como a própria essência da unidade (segue) o saboreador da bem-aventurança eterna que é o Eu, ambos externa e internamente.
28: O fruto do desapego é conhecimento: do conhecimento o fruto é afastado. A experiência do Eu como bem-aventurança leva à paz, novamente, a paz é o fruto do afastamento.
29: Sem o estado conseqüente, os precedentes são frutíferos, de fato. A interrupção é a suprema satisfação; a incomparável bem-aventurança é espontânea.
30: O sentido expresso da palavra TAT (Deus) tem Maya por Sua adjunta; Ele é a causa do mundo. Ele é caracterizado pela onisciência, etc.; é tingido pela transcendência, e é essencialmente Verdade e assim por diante.
31: O sentido expresso na palavra “Tvam” brilha resplandecendo como o conteúdo da idéia e da expressão “EU”; ele é a consciência combinada com a mente (o órgão interno da percepção).
32: Somente através da exclusão de Maya e Avidya, o adjunto de Deus e de Jiva, está o supremo Espírito, o Ser Condescendente, Consciência e Bem-aventurança, indicada.
33: “Ouvir”, por conseguinte, é procurar por meio das sentenças seus significados. Por outro lado, “pensar” consiste em perceber a sua consistência com razão.
34: “Meditação” é, de fato, a atenção exclusiva da mente fixada na (importância) indubitável no processo através da audição e do pensamento.
35: “Concentração” é dito ser a mente o qual, superando o dualismo entre o meditador e a meditação, gradualmente habita exclusivamente no objeto (da meditação) e é como uma chama num local sem vento.
36: As modificações da mente em relação ao Eu são desconhecidas neste estado; elas são (somente) deduzidas como passado, depois de sair do estado de Samadhi.
37: Dez milhões de karmas, acumulados nesta vida sem início transmigratório, são dissolvidos por meios da concentração: (em seguida) a virtude pura começa a florescer.
38: Os melhores conhecedores de yoga chamam está concentração de nuvem de virtudes, uma vez que chove uma enxurrada de virtudes em mil riachos.
39 – 40: Quando o acumulo de impulsos inatos são dissolvidos sem resíduos por meio disto (nuvens de virtudes) e montes de karmas, bons e maus, são totalmente erradicados, o texto principal, o qual brilha à princípio imediatamente adiante, agora desobstruído, produz consciência imediata como (limpa) como o mirobâlano na palma (de uma mão).
41: A não ocorrência do impulso (prazer, etc.,) em relação aos objetos do prazer marca o ápice do desapego. O mais elevado grau de consciência é (marcado pela) não ocorrência do sentido do egoísmo.
42(a): O ápice do desapego é (assinalado pela) não ocorrência do (ainda) impulso latente (para o prazer)
42(b): Ele é o asceta da sabedoria firme que desfruta a bem aventurança para sempre;
43-44(a): Cujo Eu é mesclado somente em Brahma; que é imutável e silencioso. Sabedoria (prajna) é definida como o modo espiritual inabalável cujo conteúdo é a unidade de Brahma e Atman purgado (de todos os adjuntos).
44(b): Todo aquele que possui (sabedoria) sem um pausa é liberado na vida;
45: Quem não tem o conceito de “Eu” em respeito ao corpo e aos sentidos; nem o conceito dos objetos em respeito às outras coisas do que eles – quem é livre desses dois conceitos em relação a qualquer coisa que seja, é liberado na vida.
46: Quem, em sua sabedoria, não percebe diferença entre o sujeito e Brahma; quem nem sequer se refere ao criador nem à criação, é liberado na vida.
47: Cuja atitude é a mesma, tanto quando ele é homenageado pelas virtudes e quando ele é perseguido pelos ímpios, é liberado na vida.
48: Quem tem percebido a verdade de Brahma não reencarna mais, como até agora; se ele faz (reencarnar), esta verdade não tem sido percebida por ele; mas ele é um extrovertido (ou seja, que não está interiorizado na verdade).
49: Enquanto a experiência de prazer, etc., dura, assim os karmas operados no passado são mantidos persistentemente. (Causal) as ações antecedem a ocorrência dos efeitos; nunca este (o efeito) é precedido pelas ações.
50: Na seqüência da experiência “Eu sou Brahma”, os karmas acumulados no curso das eras são dissolvidos, assim como as ações nos sonhos são, ao acordar.
51: Assim como coisa nenhuma agarra-se ao espaço, assim também o sábio que conhece o Eu é desapegado e indiferente, não se apega às ações futuras num mínimo grau.
52: Assim como o espaço não é afetado pelo cheiro do licor embora ele toque o pote (contendo o licor), assim também o Eu não é afetado pelos atributos de seus adjuntos.
53: Os karmas feitos antes do amanhecer do conhecimento não perecem como um resultado deste conhecimento; eles deverão produzir seus efeitos próprios assim como uma seta atirada para acertar um alvo (não para antes de atingí-lo).
54: A seta descarregada (bate) que foi levada por um tigre não para, embora altere, (o alvo) é conhecido por ser uma vaca; o alvo é atingido com toda força.
55: “Eu sou não-envelhecimento”; “Eu sou imortal” – como pode alguém que conhece o seu Eu ser tal que o conhecimento e a vida fabricam operações de ações passadas?
56: Então, as ações passadas reais somente serão ativas quando alguém toma o Eu pelo corpo. O tratamento do corpo como Eu é impróprio; portanto, rejeite (a noção) das operações das ações passadas.
57: A fabricação de operação de ações passadas também é, de fato, uma ilusão devido a este corpo.
58: Como pode o sobreposto ser real? Como pode o irreal nascer? Como pode o não nascido perecer? Como pode o próprio não-real operar as ações passadas?
59 – 60: Para responder ao lento-perspicaz (que) duvidosamente pergunta como seu corpo persiste se todos os efeitos da ignorância com suas causas são destruídas pelo conhecimento, Shruti, com um olho para o mundo exterior, propõem sobre a teoria da operação das ações passadas; para não sugerir ao sábio que o corpo, etc., são reais.
61: Um absoluto, sem inicio e sem fim, medida e alteração.
Ser e inteligência reunidos, bem-aventurança eterna reunido, não-diminuindo,
62: Com o sabor único do sujeito, completo, infinito, eis que todos os,
Nem para ser evitado, nem segurado, nem para ser mantido nem sustentado;
63: Além das forças inertes e das ações sutis, certo, imaculado;
Cuja essência está além do pensamento, além da mente e das palavras;
64: Existente, uma plenitude, eu-comprovado, puro, desperto e incomparável.
Um só e não-dual Brahman; aqui não está a pluralidade do todo.

Pelos Apantaratamas que esta ciência foi transmitida.
Ele foi dado a Brahma, que passou aos Ghorangiras.
Este último deu-a a Raikva e Raikva a Rama.
Rama transmitiu-a a todos os seres.
Esta é a liminar em relação ao Nirvana, que é a injunção dos Vedas dos Vedas.
Este é o ensinamento secreto.


Invocação


Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito segue para o infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu meio!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!



Aqui termina o Adhyatmopanishad pertencente ao Sukla-Yajur-Veda.