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28 - Turiyatita Avadhuta Upanishad (Śukla Yajur Veda)


28 - Turiyatita Avadhuta Upanishad



Traduzido por:
 Prof. A. A. Ramanathan 
Publicado por:
 The Theosophical Publishing House, Chennai
Traduzido para o Português por
Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt
***
Brasil – RJ
Maio/2010
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library


Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


1: Agora o avô de todas as pessoas (o deus Brahman), respeitosamente aproximando-se de seu pai, Adinarayana (o Senhor Vishnu), disse, “Qual é o caminho dos Avadhutas depois do estado de Turiyatita, e qual é a sua posição?”

Para ele respondeu o Senhor Narayana: os sábios consideram que quem permanece no caminho de Avadhuta é muito raro no mundo, e (tais sábios) não são muitos; se alguém se torna (um Avadhuta) ele é puro, ele é, de fato, a personificação do desapego; ele é, de fato, a forma visível da sabedoria, e ele é, de fato, a personificação do Veda (Vedapurusha). Ele é um (verdadeiro) grande homem, com sua mente permanecendo somente em Mim. Na verdade, Eu também permaneço nele. Na devida ordem, tendo sido a primeira (cabana) habitação ascética (Kutichaka), ele atinge o estado de um monge mendicante (Bahudaka); o monge mendicante alcança o estado de um asceta Hamsa; o asceta Hamsa (em seguida) torna-se o mais elevado tipo de asceta (Paramahamsa). (Nesta estado), por introspecção, ele percebe que o mundo inteiro (como forma não-diferente de seu eu); renunciando a todos os bens pessoais em (um reservatório de) águas, (coisas como) seu bastão emblemático, pote de água, faixa da cintura, tanga que o cobre (suas partes íntimas) e todos os deveres ritualísticos imposto sobre ele (em uma fase anterior); tornando-se despido, (literalmente, vestido pelos pontos cardeais); abandonando até mesmo a aceitação de uma peça descolorida e desgastada, ou pele de (veado); comportando, em seguida, (após a fase do Paramahamsa) como sujeito a nenhum mantras (ou seja, não realizando nenhum ritual) e desistindo-se de se barbear, passar óleos, a marca perpendicular de pasta de sândalo na testa etc.

2: Ele é alguém que terminou todos os deveres seculares e religiosos; livre de méritos religiosos, ou, de outra forma, em todas as situações; desistindo de ambos, conhecimento e ignorância; conquistando (a influência de) frio e calor, felicidade e miséria, honra e desonra; tendo queimado com antecedência, com a influência latente (vasana) do corpo etc., censura, elogio, soberba, rivalidade, ostentação, orgulho, desejo, ódio, amor, raiva, avareza, ilusão, (regozijo)de alegria, intolerância, inveja, apego à vida etc.; vendo o seu corpo como um cadáver, como se fosse; tornando-se equânime esforçadamente e irrestritamente no ganho ou perda; sustentando sua vida (com comida colocada na boca), como uma vaca; (satisfeito) com (comida)conforme venha, sem ardente desejo por ela; reduzindo a cinzas o anfitrião do aprendizado e do conhecimento; guardando sua conduta (sem alardear seu nobre modo de vida); renegando a superioridade ou a inferioridade (de qualquer um); (firmemente) estabelecido na não-dualidade (do Eu) que é o mais elevado (princípio) de tudo, e que compreende tudo como dentro do eu; cultivando a convicção, “Nada existe distinto de mim”; absorvendo no Eu o combustível (do conceito) exceto o segredo conhecido somente pelos deuses; intocado pela tristeza; indiferente à (mundana) felicidade; livre de desejos por afeições; sem apego à qualquer lugar, do auspicioso ao não-auspicioso; com (o funcionamento de) todos os sentidos imobilizados; esquecido da superioridade de sua conduta, aprendizado e mérito moral (dharma) adquirido nas fases anteriores de sua vida; desistindo da conduta conveniente das castas e da fase da vida (Vanaprastha); sonhos, como o dia e a noite são iguais para ele; sempre em movimento em qualquer lugar; permanecendo somente com o corpo deixado para ele; seu pote de água sendo o local das águas (só); sempre sensato (mas) vagando sozinho como se fosse uma criança, louco, ou fantasma; sempre observando o silêncio e meditando profundamente em seu Eu, ele tem por seu suporte a sustentabilidade (Brahman); esquecendo tudo o que (mais) em consonância com a absorção em seu Eu; este sábio Turiyatita, atingindo o estado do asceta Avadhuta, e completamente absorvido na não-dualidade (do Atman) (finalmente) desiste de seu corpo conforme ele se torna um com OM (o Pranava): como um asceta é um Avadhuta; ele tem realizado seu propósito na vida. Assim (termina) o Upanishad.



Invocação

Om! Aquele (Brahma) é infinito, e este (universo) é infinito.
O infinito procede do infinito.
(Então) tomando a infinitude do infinito (universo),
Ele permanece como o infinito (Brahma) sozinho.
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Aqui termina o Turiyatitavadhutopanishad pertencente ao Sukla-Yajur-Veda.