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34 - Brahma Vidya Upanishad (Kṛṣṇa Yajur Veda)



34
Brahma Vidya Upanishad

Traduzido por:
Swami Madhavananda
Publicado por:
Advaita Ashram, Kolkatta
Traduzido para o Português por

Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt

***

Brasil – RJ
Maio/2010
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Fonte de Consulta

Vedanta Spiritual Library


Invocação

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


Eu proclamo o conhecimento de Brahman, que é onisciente, que é o mais elevado. Ele mostra como origem e fim – Brahman, Vishnu e Mahesvara (Shiva).

Vishnu, trabalhando com seus poderes miraculosos, torna-se, em intervalos, um ser humano, por meio da compaixão. Seu segredo, como o fogo OM, encontra-se no conhecimento de Brahman.

A sílaba OM é o Brahman, assim, verdadeiramente, ensinam os Brahmanas – conhecedores; órgão, localização, tempo e morrendo sempre nesta sílaba, eu vou anunciar.

I – O órgão, ou sariram, do som OM:

Existem três deuses e três mundos, três Vedas e três fogos. Três moras e meia mora. Naquela trissílaba, o bem-aventurado único.

O Rig Veda, Grahapatya. A terra e Brahman como Deus, que é o corpo do som “A”, como exposto pelos conhecedores de Brahman.

O Yajur Veda e a região média e o fogo Dakshina, e o sagrado deus Vishnu, isto é o som “U”, proclamado para nós.

O Sama Veda e o paraíso, o Ahavaniya, também fogo, e Ishvara, o mais elevado (ou supremo) Deus. Assim é o som “M”, a nós proclamado.

II – A localização, ou sthanam, do som OM:

No meio da concha do cérebro, como um sol brilhante, brilha o “A”. Dentro ele está situado o som “U”, do esplendor da lua.

O som “M também, como fogo sem fumaça, semelhante a um flash de relâmpago. Assim brilha os três moras, como a Lua, o Sol e o Fogo.

Lá em cima, uma chama aguçada, como uma tocha de luz, existe. Conhecendo-a como a metade mora, o qual se escreve acima da sílaba.

III – O término, ou Kala, do som OM:


No entanto, um como uma chama afiada e sutil, como fibra de lótus, brilha como artéria cerebral (nadi) o Sol – (passando por ele) penetra (o OM).

Através do Sol e das setenta e duas mil artérias (nadis), rompe através da cabeça e permanece como o produtor de bênçãos para todos – permeando todo o Universo.

IV – O desaparecimento, desvanecendo, ou laya, do som OM:

E assim como o som de um utensílio de metal – ou de um gongo, morre no silêncio – assim ele, que busca o Todo, deixa o som do OM desvanecer no silêncio.

Para aquele em que o som se desvanece é o Brahman, o mais elevado. Sim, o som por inteiro é Brahman, e conduz à imortalidade.

Om Shanti! Shanti! Shanti!

Invocação





Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!



Aqui termina o Brahma-Vidyopanishad pertencente ao Krishna-Yajur-Veda.