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39 - Garbha Upanishad (Kṛṣṇa Yajur Veda)



39
Garbha Upanishad


 Traduzido por:
Dr. A. G. Krishna Warrier

Publicado por:
The Theosophical Publishing House, Chennai

Traduzido para o Português por

Uma Yoginī em seva a Śrī Śiva Mahadeva
Karen de Witt

***

Brasil – RJ
Junho/2010
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Fonte de Consulta
Vedanta Spiritual Library


Invocação


Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!


O corpo é quíntuplo na natureza (os cinco elementos), existentes nos cinco, dependendo de seis (paladares de comida), conectado com as seis qualidades (kama etc.,), sete Dhatus, três impurezas, três Yonis (de excreção) e quatro tipos de alimento.

Por que se diz “Quíntuplo na natureza?” Os cinco elementos, Terra, Água, Fogo, Vento e Éter. Neste corpo, o que é sólido é a Terra, líquido é a água, quente é o fogo, qualquer que seja o movimento é o ar, e o espaço incluso é o éter. A função da Terra é o de dar suporte, da água é para consolidar (digestão etc.,). Do fogo é para ver, do vento é para o movimento, do Éter é para dar espaço (para as funções vitais).

Os olhos são usados na forma de ver, os ouvidos para o som, a língua para o paladar, a pele e o nariz para tocar e cheirar, respectivamente; os genitais para o prazer; Apana é para a evacuação (do intestino). A pessoa conhece através do intelecto, decidi com a mente e fala com a língua.

O suporte é de seis vezes os seis sabores (de alimento): doce, ácido, salgado, picante, amargo e adstringente.

1-7: Sadja, Risabha, Gandhara, Panchama, Madhyama, Dhaivata, Nisadha – estes são os sete sons agradáveis e desagradáveis. Branco, vermelho, preto da cor da fumaça, amarelo, Tawny e branco pálido – estas são as cores dos sete Dhatus (humores primários). Por que? Para o Devadatta (qualquer pessoa) surge em sua mente o desejo pelo desfrutar dos objetos. Do prazer da comida nasce o sangue; deste, nasce a carne; desta, a gordura, os ossos, a medula, o sêmen; pela combinação do sêmen e do sangue (óvulo), nasce o feto.

O calor vital surge no útero e na barriga. Na sede da bílis aquecida, o prana flui – na estação apropriada, ordenada pelo criador.

8: O embrião repousando (no útero) por (um dia) e noite é uma massa confusa; após sete dias ele se torna uma bolha; depois de uma quinzena, uma massa e, em um mês, ele endurece. Em dois meses desenvolve a região da cabeça; em três meses, os pés; no quarto, a barriga e o quadril; no quinto, a espinha dorsal; no sexto, o nariz, os olhos e os ouvidos; no sétimo, o embrião acelera com a vida e, no oitavo mês, ele se torna completo.

9: Pela dominância do sêmen do pai, a criança se torna macho; da mãe – fêmea. Quando ocorre a igualdade, um eunuco. Se, no tempo da impregnação, os parentes estiverem agitados, a criança será cega, aleijada, corcunda ou atrofiada em desenvolvimento. Se o casal tiver o ar vital com problemas, o sêmen entra em duas partes, resultando em gêmeos.

10: No oitavo mês, em conjunto com os cinco ares vitais, o Jiva têm a capacidade de conhecer suas questões passadas (de nascimentos anteriores), concebido do imperecível Atman, como OM, através do perfeito conhecimento e meditação. Tendo conhecido o OM, ele vê no corpo as oito Prakritis, derivadas dos cinco elementos, mente, intelecto e ego, e as dezesseis mudanças (ver Prasnopanishad, que trata deste tema).

11: O corpo se torna completo no nono mês, e relembra o nascimento passado. Flashes de ações feitas e não feitas para ele, e ele reconhece a natureza do Karma bom e mau.

12-17: “Eu tenho visto milhares de ventres, comido vários tipos de alimento, e mamado em muitos seios; nasci e morri muitas vezes, eu estou imerso em tristeza, mas não vejo remédio. Se eu puder sair desta, eu recorrerei ao Sankhya Yoga, o qual destrói a miséria e rende a liberação; ou eu recorro a Maheshvara, quem destrói a miséria. Ou eu recorro a Narayana, quem destrói a miséria. Se eu pratiquei boas e más ações para a causa de meus dependentes, eu devo ser queimado pelas ações – os outros que desfrutavam os frutos vão embora (não afetados).

18: A pessoa ao ser comprimida, como se fosse por uma máquina, é tocada pelo ar todo permeante, esquecendo-se de seus nascimentos e ações passados.

19: Por que o corpo é assim chamado? Ele tem três fogos: o Kosthagni, que amadurece tudo que é comido; o Darsanagni, que ajuda a ver a cor etc., e o Jnanagni, que é a mente que ajuda a executar as boas e más ações.

20: O Daksinagni está no coração; o Garhapatya está na barriga, e o Ahavaniya está na boca; o intelecto é o conserto do executor, contentamento é Diksha, os órgãos dos sentidos são os utensílios, a cabeça é a jarra, o cabelo é a grama sagrada, o interior da boca é o altar etc.

21: O coração mede 8 Palas; a língua, 12; a bílis é um Prastha; o fleuma é um Adhaka. Sukla é um Kudupa; a gordura é dois Prasthas; a urina e o mala são dois Prasthas, cada, dependendo do que é tomado no dia.

A escritura da liberação, exposta por Paippalada, termina.


Invocação

Om! Que Ele possa proteger-nos, a ambos, juntos;
que Ele possa nutrir-nos, a ambos, juntos;
Que nos possamos trabalhar conjuntamente com a grande energia,
Que nosso estudo seja vigoroso e efetivo;
Que nós não possamos disputar mutuamente
(ou não odiarmos ninguém).
Om! Deixe haver Paz em mim!
Deixe haver Paz em meu ambiente!
Deixe haver Paz nas forças que atuam em mim!



Aqui termina o Garbhopanishad pertencente ao Krishna-Yajur-Veda.